terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Alexandrino Garcia: visão empreendedora e legado sólido

Alexandrino Garcia: visão empreendedora e legado sólido

Descubra a trajetória de Alexandrino Garcia, fundador do Grupo Algar, exemplo de empreendedorismo com visão estratégica e legado empresarial duradouro.

Introdução

Quando o português Alexandrino Garcia desembarcou no Brasil, carregava pouco dinheiro e muita coragem. No entanto, esse jovem ousado que atravessou o oceano se transformaria, décadas depois, no fundador de um dos maiores grupos empresariais brasileiros: o Grupo Algar. Com raízes em Minas Gerais e visão internacional, Alexandrino construiu sua história com base em honestidade, inovação, respeito às pessoas e trabalho incansável.


Da imigração à fundação do Grupo Algar

Nascido em 1907, em Portugal, Alexandrino Garcia imigrou para o Brasil ainda jovem. Começou como vendedor, passando por diversas cidades do interior de Minas. Com olhar atento às necessidades locais e espírito comerciante nato, abriu, em 1930, seu primeiro negócio: uma loja de secos e molhados em Uberlândia (MG).

Aos poucos, ampliou seus empreendimentos para transporte, agropecuária, serviços e telecomunicações — fundando em 1954 o embrião do que viria a ser o Grupo Algar (acrônimo de Alexandrino Garcia).


Inovador com propósito: a criação da CTBC

O grande marco da sua trajetória veio em 1954, com a fundação da CTBC – Companhia de Telecomunicações do Brasil Central, empresa criada para levar telefonia ao interior de Minas Gerais.

Enquanto o governo e grandes operadoras ignoravam o Brasil profundo, Alexandrino acreditou que todo cidadão tinha direito à comunicação. A CTBC foi uma das primeiras empresas a oferecer serviços telefônicos de qualidade em cidades médias e pequenas, criando uma rede de confiança e eficiência.


Virtudes e comportamentos de Alexandrino Garcia

Empreendedor ético — Suas decisões eram sempre guiadas pela integridade. Ganhou reputação de seriedade e compromisso com a palavra dada.

Trabalhador incansável — Era conhecido por sua disciplina rígida e pela dedicação total aos negócios.

Foco no desenvolvimento regional — Acreditava que a verdadeira riqueza estava em fazer crescer a comunidade junto com a empresa.

Inovação com senso prático — Investia em tecnologia quando ainda era raro no Brasil, mas sempre com foco em resolver problemas reais das pessoas.

Gestor humanizado — Cultivava relações de confiança com funcionários, parceiros e clientes. Até hoje o Grupo Algar é reconhecido por sua cultura organizacional sólida e respeitosa.


Legado duradouro

O Grupo Algar cresceu e se diversificou, atuando hoje em:

  • Telecomunicações;

  • Tecnologia e TI;

  • Agro e logística;

  • Serviços empresariais e educação corporativa.

Mais do que um conglomerado, o grupo é reconhecido por seu modelo de governança ética, cultura empresarial forte e inovação sustentável.

Alexandrino Garcia faleceu em 1993, mas seus valores permanecem vivos na empresa, que segue controlada pela família e profissionalizada com excelência.

Depósito de beneficiamento de arroz da família Garcia
                    Depósito de beneficiamento de arroz da família Garcia em Uberlândia-MG, 1930. — Foto: Acervo Algar


Lições de Alexandrino Garcia para os empreendedores

📌 O crescimento de uma empresa deve incluir as pessoas ao redor.

📌 Inovação começa com escuta atenta às necessidades reais.

📌 Ética é o ativo mais valioso que se pode acumular.

📌 A disciplina e a humildade sustentam o sucesso no longo prazo.

📌 É possível empreender com firmeza e humanidade ao mesmo tempo.


Curiosidades

  • O nome Algar vem da junção de seu nome completo: Alexandrino Garcia.

  • Em suas empresas, fazia questão de conhecer todos os funcionários pelo nome.

  • A Algar Telecom foi pioneira na oferta de telefonia digital no Brasil

  • Seus princípios deram origem ao “Jeito Algar”, código cultural adotado até hoje pela holding.

  • A câmara municipal de Uberlândia criou a Comenda Alexandrino Garcia em 2004.

Comenda Alexandrino Garcia


“Com os pés em solo brasileiro e a alma portuguesa, Alexandrino Garcia construiu um legado que uniu continentes pelo trabalho e pelo coração.”


Conclusão

Alexandrino Garcia foi mais que um empreendedor. Foi um construtor de futuro, um exemplo de imigrante que retribuiu ao Brasil com trabalho, visão e valores. Sua história nos ensina que um império pode ser erguido com confiança, ética e serviço à comunidade. O verdadeiro sucesso, para ele, era transformar a vida das pessoas com dignidade e progresso.


De Portugal para o Brasil, uma história escrita com coragem e visão

A trajetória inspiradora de Alexandrino Garcia, o imigrante que construiu um dos maiores grupos empresariais do país com trabalho incansável, está no livro Os Empreendedores que Mudaram o Brasil – Volume 2, publicado pela Editora Labrador, obra do autor Rafael José Pôncio.

📘 Uma leitura que emociona e ensina, revelando como humildade, ousadia e raízes familiares firmes podem erguer um império.

Garanta já o seu exemplar e conheça o homem que conectou continentes e transformou sonhos em legado.



terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Payback Descontado: Retorno Corrigido com Mais Precisão

Payback Descontado: Retorno Corrigido com Mais Precisão

Saiba como o Payback Descontado ajuda a calcular o tempo de retorno de um investimento com correção pelo valor do dinheiro no tempo.



Payback Descontado: Retorno Corrigido com Mais Precisão


O que é Payback Descontado?

O Payback Descontado é uma evolução do método Payback tradicional. Sua principal diferença está no fato de considerar o valor do dinheiro no tempo — um princípio fundamental na administração financeira. Isso o torna mais preciso e confiável para decisões estratégicas, especialmente em projetos de médio e longo prazo.

Em vez de simplesmente somar os fluxos de caixa até que o investimento inicial seja recuperado, como no modelo tradicional, o Payback Descontado aplica uma taxa de desconto para trazer os valores futuros ao presente. Isso significa que os retornos futuros perdem peso à medida que estão mais distantes no tempo.



Origem e fundamentos 
Payback Descontado

O conceito de Payback Descontado deriva da aplicação dos fundamentos da matemática financeira sobre o Payback convencional. A base teórica vem do princípio do valor presente líquido (VPL), mas com o foco voltado exclusivamente para a recuperação do capital investido, e não na geração de lucros posteriores.

O termo “descontado” vem do verbo latino discomputare, que significa subtrair ou corrigir algo previamente calculado — aqui, o valor do retorno esperado.



Como funciona o cálculo

O Payback Descontado é calculado aplicando uma taxa de desconto (geralmente o custo de capital ou a TMA – taxa mínima de atratividade) a cada fluxo de caixa futuro. O processo termina quando a soma dos fluxos descontados iguala o valor investido.

Exemplo simplificado:

  • Investimento inicial: R$ 100.000

  • Retorno anual: R$ 30.000

  • Taxa de desconto: 10% ao ano

Ao descontar os R$ 30.000 de cada ano, observa-se que o montante equivalente só cobre o investimento inicial após 4,1 anos, diferentemente dos 3,3 anos do Payback simples.



Vantagens do Payback Descontado

  • Corrige distorções do método tradicional.

  • Aumenta a segurança nas decisões.

  • Adota uma abordagem financeira mais técnica.

  • Melhor aplicável a projetos longos ou com risco elevado.

  • Complementa o uso do VPL, TIR - Taxa Interna de Retorno e outros indicadores.



Limitações do método

Apesar de mais robusto, o Payback Descontado ainda ignora os ganhos obtidos após o ponto de equilíbrio (break-even). Ou seja, não mede a rentabilidade final do projeto, apenas o tempo de retorno corrigido.

limitacao-financeira-do-payback-descontado

Também é mais trabalhoso de calcular, exigindo o uso de planilhas ou softwares específicos. Em empresas menores ou em decisões operacionais rápidas, pode não ser o método mais viável isoladamente.



Quando usar o Payback Descontado

  • Em decisões de investimentos de médio e longo prazo.

  • Na comparação entre projetos com riscos diferentes.

  • Em ambientes econômicos com inflação alta ou juros instáveis.

  • Quando o tempo de retorno influencia diretamente a decisão.



Passo a passo para aplicar o método

  1. Identifique o valor total do investimento.

  2. Projete os fluxos de caixa anuais.

  3. Defina a taxa de desconto adequada.

  4. Traga os fluxos futuros a valor presente.

  5. Some os valores descontados até atingir o valor investido.

  6. O ponto de equilíbrio indica o tempo de payback descontado.

passo-a-passo-para-aplicar-payback-descontado



Conclusão

O Payback Descontado é uma ferramenta essencial para análises financeiras mais realistas, oferecendo um olhar técnico e seguro sobre o tempo necessário para recuperar um investimento, com base no valor real do dinheiro. Ao ser utilizado com inteligência e combinado com outros indicadores, contribui para decisões mais sólidas e bem fundamentadas.

Bom trabalho e grande abraço.
Rafael José Pôncio, PROF. ADM.




Conheça também:

Análise Multicritério: apoio estratégico em decisões



        Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.       

VPL: Entenda o Valor Presente Líquido nos Investimentos

VPL: Entenda o Valor Presente Líquido nos Investimentos

Saiba como o VPL pode ajudar a avaliar a viabilidade econômica de projetos com base no valor do dinheiro no tempo.



VPL: Entenda o Valor Presente Líquido nos Investimentos


O que é VPL (Valor Presente Líquido)?

O Valor Presente Líquido, ou simplesmente VPL, é uma das ferramentas mais utilizadas na análise de investimentos e na gestão financeira de projetos. Seu principal objetivo é determinar o valor atual de todos os fluxos de caixa futuros de um investimento, subtraindo o valor investido inicialmente.

Em outras palavras, o VPL calcula quanto um investimento vale hoje, considerando o tempo e o risco. Quando o VPL é positivo, o projeto tende a ser economicamente viável; se for negativo, indica prejuízo potencial.



Origem e fundamentação do conceito do VPL

O VPL baseia-se no princípio do valor do dinheiro no tempo, um dos pilares da matemática financeira. Este princípio reconhece que um real hoje vale mais do que um real amanhã, devido à sua capacidade de gerar rendimentos.

A palavra “valor” vem do latim valere (ser forte, ter poder). Já “presente” deriva de praesens, aquilo que está diante. Assim, o VPL representa o “poder atual” de um fluxo financeiro projetado no futuro.



Como calcular o VPL

A fórmula básica do VPL é:

VPL = Σ [FCₜ / (1 + i)ᵗ] – I

Onde:

  • FCₜ = fluxo de caixa no período t

  • i = taxa de desconto (TMA – Taxa Mínima de Atratividade)

  • t = número do período

  • I = investimento inicial

O cálculo pode ser feito manualmente, em planilhas como Excel (=VPL()), ou por softwares de gestão financeira.



Interpretação prática do VPL

  • VPL > 0: o projeto é viável e agrega valor.

  • VPL = 0: o retorno é exatamente igual ao investimento.

  • VPL < 0: o projeto tende a gerar prejuízo.

Exemplo:
Uma empresa investe R$ 100.000,00 e espera receber R$ 30.000,00 por ano durante 5 anos, com uma TMA de 10%.
O VPL será de aproximadamente R$ 13.695,00 indicando que o projeto é lucrativo.



Vantagens do VPL na administração

  • Mensura a rentabilidade real do projeto.

  • Leva em conta o tempo e o risco.

  • Permite comparação entre diferentes alternativas.

  • Base sólida para tomada de decisão estratégica.

  • Auxilia em orçamentos de capital e planejamento financeiro.

vantagens-do-vpl-na-administracao.jpg



Limitações da ferramenta

Apesar de sua força analítica, o VPL pressupõe uma estimativa precisa dos fluxos de caixa, o que pode ser incerto em mercados voláteis. Outro ponto crítico é a escolha da taxa de desconto, que pode distorcer os resultados caso esteja mal definida.

Além disso, o VPL não mostra o tempo de retorno, por isso é recomendável usá-lo em conjunto com o Payback ou a TIR.



Quando usar o VPL

  • Análise de viabilidade de novos projetos.

  • Comparação entre investimentos mutuamente excludentes.

  • Avaliação de aquisições e expansões.

  • Decisões estratégicas de longo prazo.

  • Simulações de cenários e riscos financeiros.



Passo a passo para aplicar o VPL

  1. Estimar os fluxos de caixa futuros do projeto.

  2. Definir o investimento inicial.

  3. Estabelecer a taxa de desconto (TMA).

  4. Aplicar a fórmula do VPL ou usar software/planilha.

  5. Interpretar o resultado final.

  6. Decidir com base na viabilidade e no contexto estratégico.

passo-a-passo-para-aplicar-o-vpl



Conclusão

O Valor Presente Líquido é uma das ferramentas mais poderosas da administração financeira, permitindo decisões racionais, estratégicas e sustentáveis. Seu uso adequado eleva o nível de profissionalismo na gestão empresarial e pode evitar decisões impulsivas ou equivocadas.

Mais do que um número, o VPL é um instrumento de visão de futuro.

Bom trabalho e grande abraço.
Rafael José Pôncio, PROF. ADM.




Conheça também:

Matriz GE/McKinsey: como aplicar e transformar organizações


        Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.       

Payback: Avalie o Retorno do Investimento com Clareza

Payback: Avalie o Retorno do Investimento com Clareza

Aprenda como o método Payback ajuda a avaliar o tempo de retorno de investimentos e projetos na gestão empresarial.



Payback: Avalie o Retorno do Investimento com Clareza


O que é o método Payback?

O Payback é uma ferramenta da administração financeira utilizada para medir o tempo necessário para recuperar o valor investido em um projeto ou ativo. Sua simplicidade e objetividade tornam o método bastante popular entre gestores, empreendedores e investidores que desejam avaliar a viabilidade de investimentos com rapidez.

A principal pergunta que o Payback responde é: em quanto tempo o investimento inicial será recuperado pelo fluxo de caixa gerado?



Origem do termo Payback

A palavra “Payback” vem do inglês e significa literalmente “pagar de volta”. Em finanças e administração, refere-se ao momento em que o capital investido é devolvido por meio do fluxo de receitas do projeto ou operação.



Como funciona o Payback

O cálculo do Payback consiste em somar os fluxos de caixa gerados ao longo dos períodos e identificar o ponto em que a soma iguala o valor do investimento inicial.

Exemplo simples:

  • Investimento inicial: R$ 100.000

  • Retorno anual: R$ 25.000

Tempo de payback: 4 anos.

Ou seja, o capital investido será totalmente recuperado ao final do quarto ano.



Vantagens do Payback

  • Simplicidade: fácil de calcular e interpretar.

  • Rapidez na análise: útil para decisões iniciais ou prévias.

  • Foco no risco: permite identificar projetos que retornam mais rapidamente, reduzindo exposição a incertezas.

  • Amplamente utilizado: muito comum em empresas pequenas, médias e startups.



Limitações do método Payback

Apesar de útil, o Payback ignora o valor do dinheiro no tempo (não desconta os fluxos futuros), o que pode gerar distorções em análises mais complexas. Além disso, não considera os lucros gerados após o ponto de retorno, o que pode ocultar projetos com melhor desempenho no longo prazo.

Para contornar isso, utiliza-se o Payback Descontado, que leva em conta uma taxa de desconto ou custo de capital.



Tipos de Payback

  • Simples: considera o tempo bruto até a recuperação do valor.

  • Descontado: considera o valor presente dos fluxos de caixa, oferecendo maior precisão.



Aplicações práticas do Payback

  1. Avaliação de projetos de curto prazo.

  2. Comparação entre alternativas de investimento.

  3. Análise de retorno em novos produtos.

  4. Controle de risco em ambientes de alta incerteza.

  5. Justificativa de investimentos para aprovação em conselhos.



Como aplicar o Payback na empresa

Passo a passo:

  1. Definir o valor do investimento.

  2. Projetar os fluxos de caixa anuais.

  3. Somar os valores acumulados.

  4. Identificar o ano em que o total iguala o valor investido.

  5. Se desejar, aplicar a versão descontada para maior rigor.

Como aplicar o Payback na empresa




Conclusão

O método Payback é uma ferramenta fundamental na gestão de investimentos e projetos, ideal para análises rápidas e decisões objetivas. Embora não substitua métodos mais completos como a TIR ou o VPL, complementa a visão estratégica, especialmente em situações que exigem agilidade e baixo risco.

Bom trabalho e grande abraço.
Rafael José Pôncio, PROF. ADM.




Conheça também:

 Análise PESTEL: O que é, como aplicar e os benefícios


        Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.       

TIR: Entenda a Taxa Interna de Retorno na Gestão

tir-entenda-a-taxa-interna-de-retorno-na-gestao

Descubra como usar a TIR para avaliar a viabilidade de projetos e investimentos na administração empresarial.



O que é a TIR (Taxa Interna de Retorno)?

A TIR, ou Taxa Interna de Retorno, é uma ferramenta financeira e administrativa utilizada para avaliar a viabilidade econômica de projetos, comparar alternativas de investimento e tomar decisões mais precisas sobre alocação de capital. A TIR está amplamente presente em análises de investimentos de longo prazo, principalmente em ambientes corporativos.

Ela representa a taxa de desconto que igualaria o valor presente líquido (VPL) de um fluxo de caixa futuro a zero. Em outras palavras, é o percentual de retorno esperado de um projeto, considerando seus custos iniciais e os benefícios futuros.



Origem e Fundamentação da TIR

A origem conceitual da TIR remonta à engenharia econômica do início do século XX, sendo uma evolução das análises financeiras de valor presente. Embora não haja um “criador” isolado, a ferramenta foi popularizada nas escolas de administração norte-americanas, especialmente com o avanço da administração financeira corporativa como campo científico.

A expressão “retorno” vem do latim returnare, que significa “voltar”. A TIR está justamente relacionada ao retorno financeiro que “volta” ao investidor ou à empresa ao longo do tempo.



Como funciona a TIR na prática

A TIR é calculada a partir do fluxo de caixa projetado de um investimento e requer um processo iterativo ou o uso de ferramentas como planilhas eletrônicas ou softwares financeiros. Na prática, compara-se a TIR com uma taxa mínima de atratividade (TMA):

  • Se a TIR for maior que a TMA, o projeto é viável.

  • Se for igual, o projeto é neutro.

  • Se for menor, o projeto não é recomendado.

Exemplo prático:
Uma empresa investe R$ 100 mil em um projeto e espera receber R$ 30 mil por ano durante 4 anos. Aplicando a fórmula da TIR, o resultado mostra que a taxa de retorno esperada é de 17,1% ao ano. Se a TMA for de 12%, o investimento é vantajoso.



Vantagens da TIR como ferramenta administrativa

  • Clareza na tomada de decisão: facilita a comparação entre projetos com diferentes estruturas de fluxo de caixa.

  • Independência de parâmetros externos: a TIR é baseada exclusivamente nos dados do projeto.

  • Complementaridade com o VPL: quando usada junto ao VPL, melhora a precisão da análise financeira.

  • Acessível por planilhas: pode ser facilmente calculada com softwares como Excel, que possui a função =TIR().



Limitações da TIR

Apesar de ser uma ferramenta robusta, a TIR não é perfeita. Em projetos com fluxos de caixa não convencionais, a TIR pode apresentar múltiplos valores ou resultados ambíguos. Além disso, não considera a reinvestibilidade dos fluxos de caixa na mesma taxa, o que pode distorcer decisões.

limitacoes-do-payback

Outro ponto importante: a TIR não considera o risco do projeto de forma explícita, devendo ser usada em conjunto com outras ferramentas, como o Payback ou o Valor Presente Líquido (VPL).



Aplicações práticas da TIR na administração

  1. Avaliação de projetos de expansão.

  2. Escolha entre equipamentos ou tecnologias.

  3. Análise de compra vs. leasing.

  4. Fusões e aquisições.

  5. Gestão de portfólio de investimentos.



Como calcular e implantar o uso da TIR

Passo a passo:

  1. Projeção do fluxo de caixa do projeto.

  2. Definição do investimento inicial.

  3. Uso de função financeira para encontrar a TIR.

  4. Comparação com a TMA da empresa.

  5. Decisão baseada no resultado e cruzamento com outros indicadores.

Dica prática: use sempre a TIR em conjunto com o VPL para uma visão completa.

passo-a-passo-da-tir



Conclusão

A TIR é uma ferramenta indispensável na análise de investimentos corporativos, promovendo decisões baseadas em retornos projetados, com simplicidade e poder explicativo. Seu uso consciente eleva o nível de gestão estratégica e fortalece a tomada de decisão baseada em dados.

Bom trabalho e grande abraço.
Rafael José Pôncio, PROF. ADM.



        Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.   


terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Break-even: descubra o ponto de equilíbrio do seu negócio

break-even-descubra-o-ponto-de-equilibrio-do-seu-negocio

Aprenda como a análise de Break-even revela o ponto de equilíbrio financeiro da empresa e auxilia decisões estratégicas de precificação e lucratividade.


O que é a Análise de Break-even?

A Análise de Break-even, também chamada de análise do ponto de equilíbrio, é uma ferramenta essencial da administração que permite identificar o momento em que as receitas igualam os custos totais de uma empresa — ou seja, quando o negócio começa a gerar lucro. Essa análise é utilizada em processos de planejamento, precificação, controle de custos e tomada de decisão estratégica.

Origem e fundamentos

Embora o conceito tenha sido popularizado no século XX por estudiosos de contabilidade gerencial, como James R. McKinsey, a expressão "break-even" vem do inglês e significa literalmente "empatar" — um ponto onde não há lucro nem prejuízo.

A ferramenta tem base nos custos fixos, variáveis e na margem de contribuição, e sua aplicação permite aos gestores projetar cenários e identificar riscos financeiros com mais segurança.



Importância e vantagens da ferramenta

  • Visualiza o ponto de equilíbrio entre receitas e despesas.

  • Facilita ajustes no preço de venda ou no volume de vendas.

  • Permite simulações financeiras e cenários de crescimento.

  • Auxilia em decisões de lançamento de produtos, expansão ou corte de custos.

  • Proporciona maior controle gerencial e segurança na definição de metas.



Como aplicar a Análise de Break-even

1. Identifique os custos fixos

Inclua todos os custos que não variam com a produção ou vendas, como aluguel, salários fixos, seguros e depreciações.

2. Calcule os custos variáveis por unidade

São os custos que aumentam proporcionalmente ao volume de produção, como matéria-prima, comissões e frete por item.

3. Determine o preço de venda por unidade

Esse valor deve refletir o quanto o cliente paga por cada unidade do produto ou serviço.

4. Calcule a margem de contribuição unitária

Fórmula:
Margem de Contribuição = Preço de Venda – Custo Variável Unitário

5. Calcule o ponto de equilíbrio (Break-even)

Fórmula principal:
Break-even (unidades) = Custos Fixos Totais ÷ Margem de Contribuição Unitária

6. Analise e interprete os resultados

O número obtido mostra quantas unidades precisam ser vendidas para que o negócio não tenha nem lucro, nem prejuízo.

analise-de-break-even



Exemplo prático

  • Custos Fixos Mensais: R$ 20.000

  • Preço de Venda por Unidade: R$ 100

  • Custo Variável por Unidade: R$ 60

  • Margem de Contribuição: R$ 40

  • Break-even: R$ 20.000 ÷ R$ 40 = 500 unidades

Neste exemplo, a empresa precisa vender 500 unidades por mês para cobrir seus custos e começar a lucrar.



Como aplicar no cotidiano dos colaboradores

A análise de Break-even pode ser incorporada às rotinas da equipe nas seguintes formas:

  • Equipes comerciais podem utilizar o ponto de equilíbrio como meta mínima de vendas.

  • Departamentos financeiros usam a análise para aprovar investimentos e avaliar viabilidade.

  • Gestores de produto baseiam-se nos resultados para decisões de precificação e mix de produtos.

  • Startups e novos negócios projetam o Break-even para medir a viabilidade antes de lançar.



break-even-gera-valor


Break-even gera valor para as organizações?

Sim. Empresas que dominam essa ferramenta conseguem reduzir riscos, identificar com clareza os limites financeiros do negócio e promover uma gestão orientada por dados, especialmente em mercados competitivos.

A Análise de Break-even se destaca como uma ferramenta acessível, prática e poderosa, com impacto direto na sustentabilidade financeira e no crescimento estratégico da empresa.



Conclusão

Dominar a Análise de Break-even permite que empresários, gestores e analistas tenham mais controle sobre as finanças da organização, tomem decisões mais assertivas e tracem estratégias com base em dados concretos, e não em suposições.

Em um mercado competitivo, conhecer o ponto de equilíbrio pode ser a diferença entre o sucesso e a falência.

Use a Análise de Break-even como um termômetro financeiro da sua empresa.

Bom trabalho e grande abraço.
Rafael José Pôncio, PROF. ADM.



        Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.