quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Por que ser um profissional de excelência é a base de qualquer negócio no empreendedorismo?


Para empreender, alguns fatores são necessários: conhecer o mercado onde irá trabalhar, ter um bom produto ou serviço, fazer um plano de negócio, desenvolver uma boa estratégia de marketing e vendas, entre outras coisas. Porém, tem algo que eu considero fundamental, um princípio básico para qualquer empreendimento: ser bom no que faz.

Por isso, considero que desenvolver a excelência é o primeiro passo para quem deseja seguir nos rumos do empreendedorismo. Afinal, um profissional mediano, que não trabalha em sua melhor versão, com muita dedicação e disposição em entregar o melhor e a se desenvolver cada vez mais, dificilmente conseguirá lidar com os contratempos e desafios que um negócio próprio o fará enfrentar.

Um profissional de excelência busca dar o seu melhor em todos os aspectos e está comprometido com o seu desenvolvimento. Pessoas com essa mentalidade no mundo dos negócios são aquelas que se destacam. São ótimos funcionários, ótimos líderes, ótimos executores. E, claro, entregam excelentes resultados. Um empreendedor com esse perfil tem tudo para atingir suas metas e objetivos no gerenciamento de seus negócios.

E você? Se considera bom no que faz? Saiba como se tornar um profissional de alta performance e empreender com base na excelência!

O que significa ter excelência profissional?


Algo excelente está relacionado àquilo que é acima da média. Portanto, pessoas com características de excelência profissional tendem a entregar mais que os outros. Elas geralmente têm uma atitude proativa, são mais dedicadas, tem um conhecimento amplo da área em que atuam e buscam sempre aprimorar as suas habilidades. 

Esse tipo de profissional não se acomoda e não se contenta com respostas insatisfatórias e soluções medíocres. Eles usam a criatividade para fazer diferente e resolver problemas de maneira inovadora. 

Excelência x Empreendedorismo: Por que é importante ser ótimo no que faz ao empreender?


O empreendedorismo exigirá de você uma dedicação sem igual. É preciso ter disposição e uma dose extra de resiliência para encarar a rotina de empresário e todos os seus obstáculos. 

Nesse contexto, é importante ter a segurança de ser um ótimo profissional e de fato saber o que está fazendo. Se você não é bom no que faz, inevitavelmente, em algum momento, irá meter os pés pelas mãos e poderá colocar tudo a perder. E veja bem, errar não é problema, pois quando se tem características de um profissional de excelência, você tem recursos para lidar com situações adversas da melhor maneira e encontrar meios de revertê-las. Portanto, é preciso estar preparado! E o único caminho é investir no seu desenvolvimento, incorporar características de excelência profissional e aprender cada vez mais como ser a sua melhor versão.

As características de um profissional de excelência


O mercado de trabalho vem passando por diversas transformações nos últimos tempos. No entanto, é interessante observar que as principais características de uma pessoa voltada aos negócios como profissional de excelência são humanas, não tecnológicas. 

E a tendência, por mais que haja inovações, é que essas características humanas sejam destacadas e a necessidade de desenvolvimento dessas habilidades entre os profissionais seja cada vez maior. Confira a seguir quais são elas:

  • Proatividade;

  • Autoconfiança;

  • Visão estratégica;

  • Empatia;

  • Inteligência Emocional;

  • Criatividade;

  • Boa comunicação;

  • Flexibilidade.

Como melhorar a sua performance profissional?


Invista sempre no seu desenvolvimento profissional e aprimore suas habilidades.


Foi-se o tempo em que as pessoas podiam dar por finalizado o período de estudos após a conclusão de um curso superior ou pós-graduação. Hoje, a habilidade de adquirir novos conhecimentos e aprender de forma contínua é uma das mais requisitadas a qualquer profissional.

É importante, portanto, que você se comprometa com o seu próprio desenvolvimento. Tudo está mudando muito rápido e há a necessidade de incorporar essas mudanças com agilidade. Não há desculpas, já que podemos adquirir conhecimento para aprimorar nossas habilidades das mais diversas formas, por meio de cursos online, artigos, webinars, eventos, livros, etc.    
Tome a iniciativa e exercite a sua criatividade para propor soluções e resolver problemas Não espere circunstâncias adversas, o "melhor momento", ou que lhe peçam algo para agir. Fique atento a sua volta e identifique oportunidades de ir além. Empreendedores que tomam iniciativa se destacam. Nesse sentido, a criatividade também é uma habilidade importante de ser desenvolvida para ser usada no momento de propor soluções diferentes e inovadoras para problemas complexos. 

Cada vez mais, o mercado de trabalho exige que o profissional use a criatividade de forma disruptiva, aliada à empatia, no intuito de propor novas ideias e solucionar gargalos para as novas demandas da sociedade e, dessa forma, revolucionar mercados. Um profissional de excelência está sempre atendo às novas tendências e se adapta a elas.   Avalie as suas atitudes diante das situações adversas
Como mencionei, as características que nos fazem humanos é que nos diferenciarão como profissionais. Portanto, a forma como lidamos com as nossas emoções diante dos obstáculos e a maneira como nos relacionamos com as pessoas a nossa volta são fatores extremamente relevantes no objetivo de atingir a excelência profissional. É o que chamamos de inteligência emocional. 

Essa habilidade, juntamente à flexibilidade, está em foco no processo de transformações pelo qual nosso mundo vem passando, principalmente no cenário econômico deste ano de 2012 que estamos terminando, que nos exigiu muita resiliência e adaptabilidade por forças macroeconômicos que mexem com nossos negócios independentemente do tamanho da empresa. Desenvolver a inteligência emocional é, portanto, fundamental para a evolução profissional e o alcance de uma alta performance. Assuma responsabilidades e aceite desafios

Um empreendedor mediano foge de desafios e não deseja assumir novas responsabilidades que são difíceis ou vão além do seu escopo de trabalho. Afinal, lidar com tarefas difíceis pode ser desagradável, pois tendem a nos tirar da zona de conforto.

A questão é que quando você evita assumir responsabilidades e encarar desafios, você também evita, consequentemente, o aprendizado. Além disso, dificilmente conseguirá desenvolver um efeito bônus da conclusão de desafios: a autoconfiança, fundamental para quem quer empreender.

E a conquista da autoconfiança acaba se tornando um círculo virtuoso. Empreendedores de alta performance se sentem provocados por desafios e resolução de problemas complexos. Então quanto mais bem-sucedidos nessas empreitadas, mais confiantes se sentem em assumir novas responsabilidades. 

Por isso, se você deseja se tornar um profissional de excelência, seja no empreendedorismo ou como intraempreendedor de uma empresa, é essencial que haja de forma proativa para se desenvolver profissionalmente. 

Meu conselho para os que querem empreender é, antes de qualquer coisa, se tornar bom no que faz e elevar a qualidade do seu trabalho à máxima potência. Só assim o seu negócio será estruturado em uma base sólida para prosperar.

Bom trabalho e grande abraço.

Rafael José Pôncio


        Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.       

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Por que é importante se especializar em nicho de negócio? Entenda a relevância de ser um empreendedor especialista


Qual é o seu diferencial em sua área de atuação? O que você tem feito para se destacar como gestor do seu negócio? Pode não ser o caso, mas em determinados mercados se especializar em algo é o grande “pulo do gato” do empreendedor.

O que quero dizer é que desenvolver uma expertise e eventualmente tornar-se referência em áreas específicas de conhecimento pode expandir suas oportunidades empreendedoriais e aumentar as chances de reconhecimento no mercado da sua empresa, fazendo com que você se torne um profissional valioso, com possibilidades de levar o seu negócio para outro patamar. 


Mas, o que é ser um especialista? Entenda, com esta leitura, o conceito da especialização, o impacto que isso pode ter e o diferencial para quem empreende, além dos passos caso esse seja o caminho que você deseja seguir. 

O que significa ter expertise

A origem de expertise vem de experiência. Nesse contexto, quando alguém se torna especialista em determinada área, isso quer dizer que essa pessoa desenvolveu habilidades e competências e se aprofundou em conhecimentos e pesquisas sobre um assunto ou campo de estudo que lhe conferiram prática, experiência e diferenciação. 


Assim, geralmente o especialista tende a se destacar e ser uma referência, ainda mais se a área de conhecimento ou atuação for muito específica e complexa. 

Especialista X Generalista

Considerando que ser um especialista não é uma tarefa fácil, demanda muito esforço, tempo e dedicação, pode surgir a dúvida: dependendo da área, será que não é melhor ser mais abrangente e dominar um pouco de tudo? Afinal, o mercado hoje também exige empreendedores multifacetados, dinâmicos e flexíveis, que tenham conhecimentos múltiplos. 


A verdade é que não existe resposta certa para essa questão. É preciso ter em mente que cada um atende necessidades específicas. A melhor estratégia vai depender dos seus objetivos profissionais a longo prazo e das particularidades da sua área de atuação. Mas, uma coisa eu garanto - que um negócio focado gera muito mais qualidade de vida e formata processos de serviços na sua empresa do que ser generalista.


Em determinados setores, é a especialização que vai lhe ajudar — em muitos casos pode até ser determinante — a conseguir as melhores oportunidades. Fará tanta diferença e pode ser mais vantajoso ter um conhecimento mais focado e ter uma visão mais de nicho. Só é preciso ter cuidado com a superficialidade, pois isso não valoriza a empresa de ninguém.


Para uma pessoa que está começando a empreender, por exemplo, muitas vezes, ter conhecimentos gerais de várias áreas de uma empresa pode ser mais vantajoso e até primordial, principalmente no início. Porém, com o tempo, se especializar pode ser importante para se destacar, ter um diferencial e gerar valor para o seu empreendimento. Veja mais a seguir. 

A importância de se especializar em algo

Desenvolver uma expertise pode ser um grande diferencial e gerar grande impacto no futuro do negócio. Em um mercado cada vez mais competitivo, ter uma especialidade e experiência em determinada área de conhecimento pode aumentar as chances de reconhecimento na área em que atua, fazendo com que o seu trabalho seja referência para outros profissionais e valorizado no mercado concorrencial, principalmente quando se trata de serviços.


Eu costumo dizer que empresas de nicho possuem poucos concorrentes, pois entregam mais valor e se um empreendimento deste fecha, a sociedade sente sua falta, normalmente esses tipos de negócios cobram mais caro, mas, entregam um serviço ou produto diferenciado, isso é diferente de mercado do luxo, é geração de valor por excelência no conhecimento do cliente bem específico.


Como empresário e dono de um negócio, quanto mais especialista você for, maiores são as chances de se atingir públicos específicos e mercados mais nichados, que requerem conhecimento especializado em determinada área. 


Em outro ponto, se especializar em campos específicos que demandam pesquisa também pode contribuir para o desenvolvimento dessas áreas e inspirar outras pessoas, além de conferir destaque e elevar o seu nível de trabalho, sem falar da sucessão do know-how.  

Como desenvolver expertise e se tornar um especialista

Se a sua intenção é tornar-se um especialista, listo a seguir algumas dicas, que podem ser seguidas independentemente da área. Como mencionei, uma especialização requer dedicação, mas acredito que esses podem ser os primeiros passos para quem ainda está um pouco perdido e não sabe por onde começar no caminho de se especializar. Confira!

Identifique seus interesses e o que faz de melhor

Antes de mais nada, para se especializar é importante entender quais são os assuntos pelos quais você tem um interesse natural, ou apresenta determinada habilidade. Identifique o que faz de melhor, quais são seus talentos, ou que área você teria enorme prazer em se aprofundar e investir.

Invista em conhecimento e desenvolva habilidades

O segundo passo é aprimorar o conhecimento e desenvolver as habilidades identificadas. É importante potencializar a sua expertise por meio de cursos, treinamentos, leituras, palestras, workshops, etc. Busque ter contato com pessoas que são referência na área em questão e troque experiências. Existem várias maneiras de se aperfeiçoar e adquirir experiência e prática e conhecimento para, enfim, ser considerado um especialista.

Considere ter uma mentoria

Como sugeri acima, é interessante ter contato com pessoas da área quando o objetivo é se especializar em algo. Nesse sentido, ter uma mentoria com um profissional experiente pode ser de grande valia e uma boa estratégia para lhe indicar os melhores caminhos para o seu desenvolvimento, além de contribuir com conhecimento e experiência. 

Solicite feedbacks de pessoas em quem confia e têm relevância na área 

Feedbacks são sempre importantes quando o objetivo é melhorar e se aperfeiçoar. Quando falamos em adquirir expertise, eles são um recurso fundamental, pois é necessário compreendermos nossos pontos fortes e fracos para desenvolver nossos talentos e habilidades. 


Portanto, peça opinião de pessoas de confiança e de quem tem relevância na sua área de atuação e pode, verdadeiramente, contribuir com o processo. Assim, você tem a oportunidade de otimizar a sua performance e obter melhores resultados nesse caminho de se tornar um especialista. 


Diante de tudo isso, destaco ainda que é importante ter a consciência de que se especializar em algo exige muito comprometimento e pode ser uma jornada árdua, demandando muito estudo e dedicação, dependendo da área. Entretanto, esse caminho tem grandes chances de ser recompensador, pois além da possibilidade de você ser uma referência e ter seu trabalho mais valorizado, você também pode abrir caminhos de inovação e desenvolvimento, viabilizando novas ideias e ajudando outras pessoas.



Então, caso você tenha uma habilidade ou área de interesse em se especializar, invista em adquirir prática, experiência e em aprimorar o conhecimento. Essa decisão pode ser a saída para que você se diferencie no mercado e, a médio e longo prazo, tenha mais chances de alcançar sucesso e satisfação profissional em sua carreira e ter bons resultados com o seu negócio.


Bom trabalho e grande abraço.


Rafael José Pôncio




Conheça também:

A importância da honradez e integridade no ambiente e nas relações de trabalho



        Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.       

domingo, 25 de novembro de 2012

A importância de repensar o negócio — saiba o momento e de que forma recalcular a rota


Na jornada do empreendedor existem várias situações em que o melhor a ser feito é parar a engrenagem, rever estratégias e reavaliar até a própria vida. Por exemplo, no estabelecimento de uma nova empresa podemos lidar com circunstâncias que inicialmente não prevíamos e, nesse caso, é comum haver a necessidade de fazer ajustes após repensar o negócio.

Outra questão diz respeito a um dos grandes desafios do empreendedor, que é conseguir equilibrar o seu papel estratégico, enquanto gestor, com o operacional. Afinal, um empresário de uma empresa de pequeno e médio porte geralmente lida com o acúmulo de funções. Nesse sentido, é sugado pelos problemas do dia a dia, ao mesmo tempo que precisa pensar estrategicamente nos próximos passos, no futuro da organização.

Além das situações citadas, há ainda o fato de o cenário empresarial ser bastante dinâmico. Por isso, há a necessidade de estar sempre preparado para se adaptar às mudanças e, portanto, é importante analisar regularmente a fase em que a empresa está para estabelecer parâmetros para novos ciclos.  

Esses são alguns exemplos em que uma pausa para avaliação e autoanálise é importante no empreendedorismo. Confira, nas próximas linhas, outros alertas de que é o momento de recalcular a rota. 

Sinais de que está na hora de repensar o negócio 

A conta não fecha e você está no vermelho

Quando a situação financeira não vai bem, o ideal é rever estratégias e fazer uma ponderação sobre o cenário da empresa antes que tudo piore e fechar seja a única saída. Nesse sentido, essa atitude pode ser uma questão de sobrevivência. 

Os resultados estão estagnados

Quando você percebe que os resultados estão estagnados, é preciso investigar a causa. Pode ser que sua empresa tenha alcançado o ápice de crescimento em determinado mercado e seja necessário encontrar novas formas de atingir um novo público. Ou então identificar se há gargalos no atendimento. De qualquer maneira, é crucial parar para analisar e entender o que não está dando mais certo. 

O mercado mudou e o produto está obsoleto

São vários os exemplos de produtos e serviços que perderam espaço devido à mudança do mercado. É preciso acompanhar as transformações geradas pela mudança de comportamento do consumidor e encontrar maneiras de se adaptar a elas e pensar em novas estratégias para não ficar de fora do mercado.  

Sua rotina é apagar incêndios

Tem alguma coisa errada quando você passa grande parte do seu dia resolvendo problemas em vez de produzir e trabalhar no que realmente trará resultados para sua empresa. Quando observar que está nessa situação de forma recorrente, o melhor a se fazer é identificar o que precisa ser revisto e reparado na rotina da empresa para que isso não ocorra. 

Seus objetivos de vida não estão alinhados com os da empresa ou com o empreendedorismo

Isso pode acontecer. Talvez tudo esteja indo bem nos negócios, mas seus sonhos e expectativas mudaram e você não se identifica mais com a proposta ou objetivos da empresa que criou ou tenha outros objetivos profissionais, fora do empreendedorismo. 


Não tem nada de errado com isso. Só é importante avaliar a situação com calma e se planejar bem antes de tomar qualquer decisão, já que ela pode impactar não só a sua vida, mas também a de outras pessoas que fazem parte da empresa.


Homeostase empreendedora de negócio próspero

A empresa vai bem no faturamento, a equipe parece estar alinhada como organismo vivo e transparece que tudo está bom. Porém, estagnada e quando existem oportunidades de crescimento não flui, não marca mais "gols". Eu digo que é uma síndrome do perigo empreendedorial, é uma empresa sem desafios onde o empreendedor fundador não está mais presente de alma e ninguém o substituiu.


Cabe uma visão holística administrativa do negócio para voltar a ter uma alta performance empresarial. É necessário clareza da relações humanas na organização e a criação de novos aprendizados e novos desafios. O mercado muda vertiginosamente!

Problemas pessoais e dificuldade de equilibrar a vida profissional com a vida pessoal

Como sabemos, o empreendedorismo exige uma dedicação extrema. São muitas horas de trabalho por dia, muitos percalços pelo caminho e o excesso de trabalho pode comprometer o equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal. 


Além disso, há momentos em que problemas pessoais, inevitavelmente, se misturam à rotina de trabalho. Nesses casos, é preciso ter a sabedoria de que esse é um indício de que não repensar o negócio e insistir em manter as coisas como estão podem levar a consequências extremas. 


Dessa maneira, o empreendedor precisa sim reavaliar sua rotina, seu ritmo de trabalho e até a própria vida, analisando a quantidade de tempo que tem se dedicado ao trabalho, ao lazer, à família e à espiritualidade. 


Como reavaliar os rumos da empresa como empreendedor

1. Tenha ajuda

Conte com alguém para compartilhar suas aflições, dilemas e dúvidas nesses momentos de repensar o negócio. Não precisa ser um consultor profissional, mas uma pessoa experiente no cenário empresarial que tenha o papel de mentor. Além da experiência, ela poderá auxiliá-lo ao ter uma visão de alguém de fora, que não está ligado emocionalmente aos problemas.  

2. Faça um diagnóstico da situação do negócio

Para fazer mudanças, é preciso, antes de mais nada, analisar a realidade da empresa. Seja pela questão financeira, pelas dificuldades de mercado ou problemas com processos, produtividade e logística, é importante ter a ciência de tudo que precisa ser revisto e reestruturado em um novo planejamento estratégico. 

3. Identifique os pontos fracos e fortes

Nesse contexto, mesmo que haja problemas, certamente você observará êxitos, pontos fortes e competências que são o seu diferencial e poderão ser replicados futuramente. Ao identificar os pontos fracos, você estabelece os processos que precisam ser melhorados e pode, assim, estabelecer metas para atingir melhores resultados. 

4. Reconheça o que é necessário deixar para trás

Muitas vezes, ao empreender, ficamos presos a algo idealizado, que não condiz com a realidade, e resistimos a compreender a necessidade de deixar uma ideia, um comportamento, um hábito arraigado, uma estrutura, um modelo (e até uma pessoa!), ir para as coisas começarem a andar. 


Repensar o negócio é também reconhecer que a nossa teimosia em insistir em algo que não está dando certo poderá comprometer um resultado e isso requer coragem. Afinal, nem sempre é fácil tomar decisões que provocarão mudanças no nosso sonho original, naquilo que sempre idealizamos.


A questão é que repensar o negócio não é mesmo um exercício agradável, mas é necessário e inevitável, caso você deseje superar obstáculos ao empreender. Fazendo uma analogia simples, acredito que seja como tomar um remédio de gosto ruim. A experiência pode não ser das mais prazerosas, mas a longo prazo é o que lhe tornará saudável — seja você ou sua empresa.


Bom trabalho e grande abraço.


Rafael José Pôncio




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Método FCA: encontre a raiz do problema e o solucione!



        Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.       

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Sobre Virtudes e Empreendedores


As escolhas que formam o caráter de quem empreende e dão sentido ao que se constrói.


A folha de pagamento se aproxima, um cliente importante atrasa e uma nova venda depende de uma promessa que a empresa talvez não consiga cumprir. O empreendedor precisa decidir. Conhece suas obrigações, sabe o que está em jogo e gostaria de encontrar uma saída que não prejudicasse ninguém. Mas nem sempre existe uma solução sem perdas. É nessas circunstâncias, quando os princípios encontram a pressão da realidade, que falar de virtudes deixa de parecer um assunto distante da vida empresarial.

Há também provas menos visíveis, que aparecem quando tudo vai bem. O poder de decidir sem ser questionado, a oportunidade de tirar vantagem de alguém menos informado, a facilidade de atribuir a si mesmo um resultado construído por muitas mãos. A dificuldade pode nos levar a justificar uma conduta que antes condenávamos; o sucesso pode nos convencer de que já não precisamos prestar contas. Em ambos os casos, precisamos reconhecer os limites do que podemos fazer, mesmo quando temos condições de fazê-lo.

Ao tratar de virtudes no empreendedorismo, não penso em pessoas irrepreensíveis, que atravessam a vida sem contradições. Penso em quem deseja construir alguma coisa de valor e percebe que o trabalho também o transforma. Enquanto organiza uma empresa, aprende a lidar com dinheiro, autoridade, frustração, reconhecimento e responsabilidade. Nessa convivência diária, pode tornar-se mais justo e prudente, mas também mais vaidoso, impaciente ou indiferente. Por isso, além de perguntar o que estamos construindo, precisamos considerar quem estamos nos tornando.

O caráter também se forma

É comum reconhecer o talento de alguém para vender, negociar, organizar processos ou identificar oportunidades. Algumas pessoas demonstram facilidade nessas atividades; outras precisam de mais estudo, exercício e experiência. Essas diferenças importam, mas não explicam, por si mesmas, a qualidade moral de uma conduta. Saber convencer não significa dizer a verdade. Ter disciplina não assegura que o objetivo perseguido seja justo. Uma pessoa pode ser muito competente e empregar sua competência de maneira prejudicial.

A virtude pertence a outra dimensão. Ela diz respeito à formação do caráter e à disposição de agir bem, com discernimento e constância. Valores expressam aquilo que reconhecemos como um bem; princípios oferecem orientação às nossas decisões; virtudes tornam essa orientação presente na maneira de viver. Reconhecer a honestidade como um valor é importante. Assumir o compromisso de não enganar é um princípio. Cultivar a honestidade exige que esse compromisso apareça na proposta comercial, na prestação de contas e na informação que transmitimos, inclusive quando a verdade pode nos custar uma vantagem.

Na reflexão de Aristóteles, as virtudes morais se formam pelo hábito e envolvem escolhas orientadas pela razão. Não se trata de nascer com um caráter pronto, tampouco de realizar um gesto correto de maneira ocasional, mas de formar uma disposição para escolher e agir bem. Essa compreensão afasta a virtude tanto da ideia de talento quanto da aparência de bondade: importa o que fazemos, por que fazemos e a constância com que procuramos fazê-lo. (Aristóteles, Ética a Nicômaco, livro II, capítulos 1 e 6.)

Para o empreendedor, isso tem uma consequência prática: o caráter também precisa de trabalho. Quem reconhece a própria impaciência pode aprender a ouvir antes de reagir. Quem costuma prometer além do que consegue entregar pode disciplinar a palavra. Quem se fecha diante de uma crítica pode exercitar a humildade de examiná-la. Não basta afirmar “eu sou assim” e transformar uma dificuldade pessoal em obrigação para os outros. Reconhecer uma limitação é o começo de uma responsabilidade, não uma autorização para perpetuá-la.

Esse aperfeiçoamento não acontece apenas nas grandes decisões. Ele passa por corrigir uma cobrança indevida sem esperar a reclamação do cliente, reconhecer a contribuição de um funcionário e recusar uma explicação conveniente quando sabemos que ela não corresponde aos fatos. São situações discretas, muitas vezes sem testemunhas. Ainda assim, nelas se decide se nossos princípios têm força suficiente para orientar a conduta ou se permanecem apenas como uma boa descrição de quem gostaríamos de ser.

Quando os princípios encontram a pressão

É relativamente fácil defender a honestidade quando ela não nos custa nada. A questão se torna mais exigente quando precisamos revelar uma falha que pode comprometer a venda, reconhecer um erro que afeta nossa imagem ou cumprir um compromisso que deixou de ser vantajoso. Nessas horas, surgem justificativas compreensíveis: o mês foi difícil, a concorrência faz o mesmo, o cliente poderia ter perguntado, ninguém será seriamente prejudicado. A pressão é real. O cuidado necessário está em não permitir que ela se transforme em licença permanente para agir contra aquilo que afirmamos respeitar.

Isso não significa exigir do empreendedor uma vida de sacrifício irrefletido. Uma empresa precisa negociar, cobrar, estabelecer condições e proteger sua continuidade. Há clientes que fazem exigências indevidas, parceiros que descumprem acordos e situações em que a recusa é a decisão responsável. A virtude não pede ingenuidade. Pede que, mesmo ao defender um interesse legítimo, não se recorra ao engano, à humilhação ou ao abuso de uma posição de força.

Pensemos no fornecedor a quem se pede mais prazo. Ele também pode ter compromissos vencendo, funcionários esperando e uma família dependente daquele negócio. Reconhecer essa realidade não resolve a falta de dinheiro, mas deve influenciar a forma de conduzir a conversa. Há diferença entre procurar o fornecedor, expor a dificuldade e propor algo que se possa cumprir, e simplesmente desaparecer até que a cobrança se torne incontornável. O problema financeiro pode ser o mesmo; a responsabilidade assumida diante dele, não.

A prudência ajuda a compreender essas circunstâncias sem perder de vista as consequências. Ela exige examinar a capacidade de entrega antes de prometer, considerar quem suportará o risco de uma decisão e distinguir uma dificuldade passageira de um projeto que perdeu sustentação. A coragem, por sua vez, pode ser necessária para tomar uma decisão impopular, interromper uma operação ou admitir que determinada aposta estava errada. Persistir merece respeito quando há razões para continuar; insistir apenas para não reconhecer um equívoco pode transferir aos outros o custo do nosso orgulho.

Também precisamos de temperança para lidar com as oportunidades. Nem toda expansão precisa ser realizada, nem toda disputa merece ser vencida, nem toda possibilidade de ganho justifica o comprometimento da tranquilidade e dos compromissos já assumidos. O desejo de crescer pode ser legítimo e fecundo. Mas ele precisa conviver com a capacidade de reconhecer o suficiente, respeitar limites e aceitar que o valor de uma pessoa não aumenta na mesma proporção que o tamanho de sua empresa.

A responsabilidade por quem está ao nosso alcance

Uma empresa reúne pessoas com capacidades, dificuldades e expectativas distintas. Cabe ao gestor organizar esse trabalho, exigir resultados e corrigir o que não funciona. O modo de exercer essa autoridade, porém, merece tanta atenção quanto sua finalidade. Uma cobrança pode ser necessária sem se tornar uma exposição pública. Um erro precisa ser enfrentado sem que a pessoa seja reduzida a ele. A posição de comando nos permite tomar decisões; não nos dispensa de considerar seus efeitos sobre os outros.

Ser justo também exige enfrentar situações desconfortáveis. A tolerância contínua com quem descumpre responsabilidades pode sobrecarregar aqueles que trabalham com seriedade. O favorecimento de uma pessoa próxima pode retirar oportunidades de alguém mais preparado. Evitar uma conversa difícil, apenas para preservar a própria imagem de pessoa agradável, pode prolongar um problema que todos já percebem. Há uma bondade aparente que não resolve nada porque se recusa a assumir o desconforto de decidir.

Por outro lado, a necessidade de firmeza não autoriza a indiferença. Uma demissão pode ser inevitável e ainda assim merece clareza, respeito e cuidado na comunicação. Para quem decide, talvez seja uma entre muitas tarefas do dia; para quem recebe a notícia, pode representar uma mudança profunda na vida. Considerar essa diferença não elimina a decisão nem enfraquece a gestão. Apenas impede que a rotina nos faça esquecer a dimensão humana daquilo que estamos fazendo.

A humildade tem especial importância nesse exercício da autoridade. Quem responde por uma empresa não pode depender da ilusão de que sempre sabe mais ou de que admitir um erro compromete sua posição. Ouvir uma objeção, pedir ajuda e rever uma decisão podem ser atitudes exigentes, sobretudo depois de anos ocupando o lugar de quem dá a palavra final. Mas a responsabilidade pelo resultado deve ser maior que a necessidade de preservar uma aparência de infalibilidade.

Quando o erro já aconteceu, o trabalho moral não termina no arrependimento. É preciso corrigir a informação, devolver o que foi recebido indevidamente, reconhecer a injustiça ou reparar o dano na medida do possível. Pedir desculpas tem valor, mas não substitui as providências que ainda estão ao nosso alcance. Ninguém constrói uma trajetória sem falhas. O que merece atenção é a disposição de enfrentá-las, em vez de organizar explicações para conviver confortavelmente com elas.

A pessoa que volta para casa

Exercemos papéis diferentes ao longo do dia. Somos gestores, clientes, pais, mães, cônjuges, filhos e amigos. Cada relação pede uma forma de presença, e não há incoerência em adaptar a linguagem, a postura e o grau de formalidade às circunstâncias. O problema começa quando essa adaptação se torna uma separação moral: alguém merece nossa paciência porque pode contratar nossos serviços, enquanto quem convive conosco recebe apenas o cansaço e a irritação que sobraram.

Não se trata de exigir serenidade ininterrupta de quem enfrenta responsabilidades. Há dias difíceis, preocupações que atravessam a porta de casa e limites que precisam ser compreendidos. Ainda assim, a intimidade não deveria funcionar como autorização para descuidar do respeito. As pessoas próximas não precisam receber uma versão impecável de nós, mas merecem participar de nossa consideração, de nossa escuta e de nosso esforço de melhorar.

O próprio negócio precisa encontrar um lugar na vida que não destrua tudo aquilo que deveria ajudar a sustentar. Empreender exige dedicação, e há períodos em que o trabalho ocupa mais espaço do que gostaríamos. Convém, porém, examinar quando uma exigência temporária se tornou um modo permanente de viver. Descansar, cuidar da saúde e estar presente nas relações importantes também são responsabilidades. Nem sempre o crescimento da empresa compensa o que deixamos se deteriorar fora dela.

Talvez uma pergunta nos ajude a perceber o alcance de nossas escolhas: o que aprenderiam as pessoas mais próximas se tomassem nossa conduta, e não nossos conselhos, como referência? Não é uma pergunta confortável, porque todos temos alguma distância entre o que recomendamos e o que praticamos. Mas ela pode nos devolver a uma tarefa honesta: diminuir essa distância sem fingir que já a eliminamos.

Prosperar sem perder o respeito por si mesmo

Uma vida virtuosa não oferece garantia de sucesso empresarial. Pessoas honestas podem perder dinheiro, empresas responsáveis podem fracassar e condutas reprováveis podem produzir vantagens durante muito tempo. Seria injusto transformar o resultado financeiro em certificado de caráter, assim como seria imprudente imaginar que boas intenções substituem conhecimento, organização e capacidade de execução.

O lucro legítimo tem seu lugar. Ele remunera o trabalho e o capital empregado, permite reinvestir e contribui para a continuidade da empresa. Não precisamos tratá-lo como algo menor para reconhecer a importância das virtudes. Precisamos, isso sim, examinar como ele é obtido, quais responsabilidades acompanha e que lugar ocupa nas decisões. Há oportunidades que devemos aproveitar com empenho e outras que devemos recusar, ainda que a recusa não seja compreendida por todos.

É nesse ponto que vejo o sentido das virtudes para quem empreende. Elas nos ajudam a dar direção à competência e a assumir os efeitos de nossas escolhas. Não retiram a dureza de certas decisões, mas nos exigem seriedade ao tomá-las. Não nos tornam superiores às outras pessoas, mas aumentam nossa responsabilidade pelo que sabemos, pelo que prometemos e pelo poder que exercemos.

Desejo que nossos empreendimentos prosperem. Que tragam sustento, realização e oportunidades para outras pessoas. Mas desejo também que possamos olhar para o caminho percorrido sem precisar esconder de nós mesmos a maneira como chegamos até ali. Haverá erros a reconhecer e decisões que hoje tomaríamos de outro modo. Que exista, junto deles, a disposição sincera de reparar, aprender e continuar trabalhando no próprio caráter. Essa é uma obra que acompanha todas as outras.

Bom trabalho e grande abraço!

Rafael José Pôncio



        Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.