Descubra como usar a TIR para avaliar a viabilidade de projetos e investimentos na administração empresarial.
O que é a TIR (Taxa Interna de Retorno)?
A TIR, ou Taxa Interna de Retorno, é uma ferramenta financeira e administrativa utilizada para avaliar a viabilidade econômica de projetos, comparar alternativas de investimento e tomar decisões mais precisas sobre alocação de capital. A TIR está amplamente presente em análises de investimentos de longo prazo, principalmente em ambientes corporativos.
Ela representa a taxa de desconto que igualaria o valor presente líquido (VPL) de um fluxo de caixa futuro a zero. Em outras palavras, é o percentual de retorno esperado de um projeto, considerando seus custos iniciais e os benefícios futuros.
Origem e Fundamentação da TIR
A origem conceitual da TIR remonta à engenharia econômica do início do século XX, sendo uma evolução das análises financeiras de valor presente. Embora não haja um “criador” isolado, a ferramenta foi popularizada nas escolas de administração norte-americanas, especialmente com o avanço da administração financeira corporativa como campo científico.
A expressão “retorno” vem do latim returnare, que significa “voltar”. A TIR está justamente relacionada ao retorno financeiro que “volta” ao investidor ou à empresa ao longo do tempo.
Como funciona a TIR na prática
A TIR é calculada a partir do fluxo de caixa projetado de um investimento e requer um processo iterativo ou o uso de ferramentas como planilhas eletrônicas ou softwares financeiros. Na prática, compara-se a TIR com uma taxa mínima de atratividade (TMA):
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Se a TIR for maior que a TMA, o projeto é viável.
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Se for igual, o projeto é neutro.
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Se for menor, o projeto não é recomendado.
Vantagens da TIR como ferramenta administrativa
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Clareza na tomada de decisão: facilita a comparação entre projetos com diferentes estruturas de fluxo de caixa.
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Independência de parâmetros externos: a TIR é baseada exclusivamente nos dados do projeto.
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Complementaridade com o VPL: quando usada junto ao VPL, melhora a precisão da análise financeira.
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Acessível por planilhas: pode ser facilmente calculada com softwares como Excel, que possui a função
=TIR().
Limitações da TIR
Apesar de ser uma ferramenta robusta, a TIR não é perfeita. Em projetos com fluxos de caixa não convencionais, a TIR pode apresentar múltiplos valores ou resultados ambíguos. Além disso, não considera a reinvestibilidade dos fluxos de caixa na mesma taxa, o que pode distorcer decisões.
Outro ponto importante: a TIR não considera o risco do projeto de forma explícita, devendo ser usada em conjunto com outras ferramentas, como o Payback ou o Valor Presente Líquido (VPL).
Aplicações práticas da TIR na administração
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Avaliação de projetos de expansão.
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Escolha entre equipamentos ou tecnologias.
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Análise de compra vs. leasing.
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Fusões e aquisições.
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Gestão de portfólio de investimentos.
Como calcular e implantar o uso da TIR
Passo a passo:
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Projeção do fluxo de caixa do projeto.
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Definição do investimento inicial.
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Uso de função financeira para encontrar a TIR.
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Comparação com a TMA da empresa.
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Decisão baseada no resultado e cruzamento com outros indicadores.
Dica prática: use sempre a TIR em conjunto com o VPL para uma visão completa.
Conclusão
A TIR é uma ferramenta indispensável na análise de investimentos corporativos, promovendo decisões baseadas em retornos projetados, com simplicidade e poder explicativo. Seu uso consciente eleva o nível de gestão estratégica e fortalece a tomada de decisão baseada em dados.
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