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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

TIR: Entenda a Taxa Interna de Retorno na Gestão

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Descubra como usar a TIR para avaliar a viabilidade de projetos e investimentos na administração empresarial.



O que é a TIR (Taxa Interna de Retorno)?

A TIR, ou Taxa Interna de Retorno, é uma ferramenta financeira e administrativa utilizada para avaliar a viabilidade econômica de projetos, comparar alternativas de investimento e tomar decisões mais precisas sobre alocação de capital. A TIR está amplamente presente em análises de investimentos de longo prazo, principalmente em ambientes corporativos.

Ela representa a taxa de desconto que igualaria o valor presente líquido (VPL) de um fluxo de caixa futuro a zero. Em outras palavras, é o percentual de retorno esperado de um projeto, considerando seus custos iniciais e os benefícios futuros.



Origem e Fundamentação da TIR

A origem conceitual da TIR remonta à engenharia econômica do início do século XX, sendo uma evolução das análises financeiras de valor presente. Embora não haja um “criador” isolado, a ferramenta foi popularizada nas escolas de administração norte-americanas, especialmente com o avanço da administração financeira corporativa como campo científico.

A expressão “retorno” vem do latim returnare, que significa “voltar”. A TIR está justamente relacionada ao retorno financeiro que “volta” ao investidor ou à empresa ao longo do tempo.



Como funciona a TIR na prática

A TIR é calculada a partir do fluxo de caixa projetado de um investimento e requer um processo iterativo ou o uso de ferramentas como planilhas eletrônicas ou softwares financeiros. Na prática, compara-se a TIR com uma taxa mínima de atratividade (TMA):

  • Se a TIR for maior que a TMA, o projeto é viável.

  • Se for igual, o projeto é neutro.

  • Se for menor, o projeto não é recomendado.

Exemplo prático:
Uma empresa investe R$ 100 mil em um projeto e espera receber R$ 30 mil por ano durante 4 anos. Aplicando a fórmula da TIR, o resultado mostra que a taxa de retorno esperada é de 17,1% ao ano. Se a TMA for de 12%, o investimento é vantajoso.



Vantagens da TIR como ferramenta administrativa

  • Clareza na tomada de decisão: facilita a comparação entre projetos com diferentes estruturas de fluxo de caixa.

  • Independência de parâmetros externos: a TIR é baseada exclusivamente nos dados do projeto.

  • Complementaridade com o VPL: quando usada junto ao VPL, melhora a precisão da análise financeira.

  • Acessível por planilhas: pode ser facilmente calculada com softwares como Excel, que possui a função =TIR().



Limitações da TIR

Apesar de ser uma ferramenta robusta, a TIR não é perfeita. Em projetos com fluxos de caixa não convencionais, a TIR pode apresentar múltiplos valores ou resultados ambíguos. Além disso, não considera a reinvestibilidade dos fluxos de caixa na mesma taxa, o que pode distorcer decisões.

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Outro ponto importante: a TIR não considera o risco do projeto de forma explícita, devendo ser usada em conjunto com outras ferramentas, como o Payback ou o Valor Presente Líquido (VPL).



Aplicações práticas da TIR na administração

  1. Avaliação de projetos de expansão.

  2. Escolha entre equipamentos ou tecnologias.

  3. Análise de compra vs. leasing.

  4. Fusões e aquisições.

  5. Gestão de portfólio de investimentos.



Como calcular e implantar o uso da TIR

Passo a passo:

  1. Projeção do fluxo de caixa do projeto.

  2. Definição do investimento inicial.

  3. Uso de função financeira para encontrar a TIR.

  4. Comparação com a TMA da empresa.

  5. Decisão baseada no resultado e cruzamento com outros indicadores.

Dica prática: use sempre a TIR em conjunto com o VPL para uma visão completa.

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Conclusão

A TIR é uma ferramenta indispensável na análise de investimentos corporativos, promovendo decisões baseadas em retornos projetados, com simplicidade e poder explicativo. Seu uso consciente eleva o nível de gestão estratégica e fortalece a tomada de decisão baseada em dados.

Bom trabalho e grande abraço.
Rafael José Pôncio, PROF. ADM.



        Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.