sexta-feira, 31 de março de 2023

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Política de Privacidade           Termos de Uso

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quinta-feira, 30 de março de 2023

Política de Privacidade

Esta Política de Privacidade descreve como os dados pessoais podem ser tratados no site www.rafaeljoseponcio.com.br, mantido e operado por BRJP ADVISORY & PARTNERS LTDA, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob nº 65.676.326/0001-89, com sede em Rua Trajano, 182, Conj. 902, Lapa, São Paulo - SP, CEP 05050-110, doravante denominada simplesmente “Empresa”.

Este documento integra o Termo de Uso do site e deve ser lido em conjunto com ele. Ao acessar e utilizar o portal, o usuário declara estar ciente desta Política, sem prejuízo dos direitos que lhe são assegurados pela legislação aplicável.

1. Finalidade desta Política

A presente Política tem por objetivo informar, de forma clara, adequada e transparente, como a Empresa realiza o tratamento de dados pessoais relacionados ao uso do site, inclusive no que se refere à coleta, utilização, armazenamento, proteção, eventual compartilhamento e atendimento aos direitos dos titulares.

2. Quem é a responsável pelo tratamento dos dados

A Empresa é a controladora dos dados pessoais tratados no âmbito deste site, isto é, a responsável pelas decisões essenciais relacionadas às finalidades e aos meios principais do tratamento de dados pessoais vinculados à operação do portal.

Para fins de contato relacionados à privacidade e à proteção de dados, o usuário poderá utilizar o seguinte canal:

E-mail para assuntos de privacidade: ti@brjp.com.br
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Se a Empresa vier a indicar formalmente encarregado pelo tratamento de dados pessoais, suas informações de contato poderão ser divulgadas neste mesmo espaço ou em canal equivalente.

3. Dados pessoais que podem ser tratados

A depender da forma de uso do site, poderão ser tratados dados pessoais como:

a) dados de navegação e uso do site
Informações técnicas e eletrônicas relacionadas ao acesso ao portal, como endereço IP, data e hora de acesso, tipo de navegador, sistema operacional, páginas visitadas, tempo de permanência, origem do acesso, identificadores de dispositivo e registros técnicos de interação.

b) dados fornecidos pelo próprio usuário
Dados inseridos voluntariamente em canais de contato, formulários, comunicações por e-mail ou outros meios disponibilizados no site, como nome, endereço eletrônico, telefone, empresa, cargo e conteúdo da mensagem enviada.

c) dados coletados por cookies e tecnologias semelhantes
Informações associadas à experiência de navegação, preferências, desempenho, funcionamento técnico, segurança do site e métricas de acesso, na forma desta Política e das configurações aplicáveis.

O site, em regra, não é estruturado para solicitar dados pessoais sensíveis para simples navegação. Caso, em situação específica, haja necessidade de tratamento de categoria especial de dado, isso deverá observar base legal adequada e finalidade legítima, na forma da legislação aplicável.

4. Como os dados podem ser obtidos

Os dados pessoais podem ser obtidos:

  • diretamente do usuário, quando ele entra em contato, preenche campos ou envia informações por iniciativa própria;
  • automaticamente, por meio da navegação no site, inclusive mediante registros técnicos, logs, cookies e tecnologias correlatas;
  • de terceiros legitimamente vinculados à infraestrutura tecnológica do portal, quando necessários ao funcionamento, segurança, mensuração ou suporte do ambiente digital.

5. Finalidades do tratamento

Os dados pessoais poderão ser tratados, conforme o caso, para as seguintes finalidades:

  • permitir o funcionamento regular, seguro e estável do site;
  • viabilizar a navegação, a apresentação de páginas e a correta entrega de conteúdo;
  • responder mensagens, solicitações, dúvidas, notificações e contatos encaminhados pelo usuário;
  • administrar canais institucionais de comunicação relacionados ao portal;
  • produzir estatísticas agregadas de uso, desempenho e audiência;
  • aprimorar a experiência de navegação, a arquitetura do site e a qualidade do conteúdo;
  • prevenir fraudes, abusos, acessos indevidos, incidentes de segurança e usos ilícitos do portal;
  • cumprir obrigações legais, regulatórias, administrativas ou judiciais;
  • exercer direitos em processos administrativos, arbitrais ou judiciais;
  • resguardar os direitos, a segurança e a integridade da Empresa, do site, de seus autores, parceiros, usuários e terceiros.

6. Bases legais aplicáveis

O tratamento de dados pessoais poderá apoiar-se, conforme a natureza de cada operação, em bases legais admitidas pela legislação aplicável, inclusive:

  • cumprimento de obrigação legal ou regulatória;
  • exercício regular de direitos em processo judicial, administrativo ou arbitral;
  • execução de procedimentos preliminares relacionados a solicitações do próprio titular;
  • legítimo interesse da Empresa ou de terceiros, observado o respeito aos direitos e liberdades fundamentais do titular;
  • consentimento, quando exigível ou adotado como fundamento da operação específica.

Quando o tratamento depender de consentimento, este poderá ser solicitado de maneira destacada, específica e compatível com a finalidade correspondente, sempre que aplicável.

7. Cookies e tecnologias semelhantes

O site poderá utilizar cookies e tecnologias semelhantes para diferentes finalidades, inclusive funcionamento técnico, segurança, análise de desempenho, memorização de preferências e melhoria da experiência de navegação.

Cookies estritamente necessários ao funcionamento do site poderão ser utilizados para viabilizar recursos essenciais do portal. Outros cookies, quando aplicável, poderão estar relacionados a métricas, estatísticas, personalização ou serviços integrados.

A ANPD orienta que o uso de cookies em sítios eletrônicos seja acompanhado de transparência clara, precisa e acessível ao titular, especialmente quanto às finalidades e ao controle possível sobre esse tratamento.

O usuário poderá, em muitos casos, gerenciar, bloquear ou excluir cookies nas configurações de seu navegador ou dispositivo. A desativação de certas tecnologias poderá afetar o funcionamento de partes do site.

8. Compartilhamento de dados pessoais

A Empresa não comercializa dados pessoais.

Os dados poderão ser compartilhados, quando necessário e dentro de limites proporcionais, com:

  • provedores de hospedagem, armazenamento, tecnologia, segurança, manutenção e suporte do site;
  • plataformas e ferramentas necessárias à operação técnica do portal;
  • prestadores de serviços relacionados a analytics, proteção contra abuso, monitoramento de desempenho ou comunicações institucionais;
  • autoridades públicas, órgãos reguladores, entidades administrativas ou judiciais, quando houver obrigação legal, requisição válida ou necessidade de defesa de direitos.

Sempre que possível, o compartilhamento será restrito ao mínimo necessário para a finalidade correspondente.

9. Transferência e tratamento por terceiros

Alguns serviços técnicos utilizados pela Empresa podem operar por meio de estruturas tecnológicas de terceiros, inclusive com processamento em ambientes externos. Nesses casos, a Empresa buscará adotar critérios razoáveis de seleção e governança compatíveis com a natureza do tratamento realizado no contexto do site.

10. Armazenamento e prazo de retenção

Os dados pessoais poderão ser armazenados pelo período necessário ao cumprimento das finalidades descritas nesta Política, observados:

  • a natureza do dado tratado;
  • a finalidade legítima do tratamento;
  • a necessidade de preservação de registros para defesa de direitos;
  • obrigações legais, regulatórias, contratuais ou operacionais aplicáveis;
  • prazos de guarda exigidos pela legislação.

Encerrada a necessidade legítima ou jurídica de retenção, os dados poderão ser eliminados, anonimizados ou mantidos de forma permitida pela legislação.

11. Eliminação dos dados

A eliminação de dados pessoais será analisada conforme a natureza da solicitação, a base legal aplicável, a finalidade do tratamento e eventuais hipóteses legais que autorizem ou imponham sua conservação.

Nem toda solicitação de eliminação implicará exclusão imediata e irrestrita, especialmente quando houver obrigação legal de guarda, necessidade de retenção para exercício regular de direitos ou outra hipótese legítima prevista em lei. Os direitos do titular existem, mas sua aplicação concreta depende do enquadramento jurídico de cada caso.

12. Segurança da informação

A Empresa adota medidas técnicas, administrativas e organizacionais razoáveis para proteger os dados pessoais contra acessos não autorizados, perda, destruição, alteração, divulgação indevida ou qualquer forma de tratamento inadequado ou ilícito.

Apesar dos esforços empregados, nenhum ambiente digital é absolutamente invulnerável. Por isso, a segurança será buscada de maneira contínua, com critérios compatíveis com a natureza e o porte da operação.

13. Direitos do titular dos dados

Nos termos da legislação aplicável, o titular poderá exercer, quando cabível, direitos relacionados aos seus dados pessoais, inclusive:

  • confirmação da existência de tratamento;
  • acesso aos dados;
  • correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados;
  • anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com a lei;
  • portabilidade, quando aplicável;
  • informação sobre compartilhamento realizado;
  • informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e sobre as consequências dessa negativa, quando o consentimento for a base legal utilizada;
  • revogação do consentimento, quando aplicável;
  • oposição ao tratamento, nas hipóteses previstas em lei.

As solicitações deverão ser encaminhadas ao canal indicado nesta Política e poderão exigir verificação razoável de identidade, quando necessário para a segurança do atendimento.

14. Proteção de dados de crianças e adolescentes

O site não é, em regra, estruturado especificamente para o público infantil. Se houver tratamento de dados de crianças ou adolescentes em situação particular, tal tratamento deverá observar os requisitos legais aplicáveis e a proteção prioritária do melhor interesse do menor, conforme a legislação pertinente. A ANPD tem reforçado a necessidade de cuidado reforçado em ambientes digitais acessíveis a crianças e adolescentes.

15. Links para sites de terceiros

O site poderá conter links para páginas externas, plataformas, vídeos, publicações ou serviços de terceiros. Esta Política não se aplica a ambientes externos que possuam seus próprios termos, avisos e práticas de privacidade.

O usuário é responsável por verificar as políticas aplicáveis ao acessar domínios de terceiros.

16. Atualizações desta Política

Esta Política de Privacidade poderá ser alterada, atualizada ou reformulada a qualquer tempo para refletir mudanças legais, regulatórias, operacionais, editoriais, societárias ou tecnológicas.

A versão vigente será sempre a publicada nesta página, com indicação da data de última atualização.

17. Contato

Para dúvidas, solicitações ou comunicações relacionadas a esta Política de Privacidade e ao tratamento de dados pessoais realizado no âmbito do site, o usuário poderá utilizar:

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quarta-feira, 29 de março de 2023

Termos de Uso

Este site, disponível em www.rafaeljoseponcio.com.br é mantido e operado por BRJP ADVISORY & PARTNERS LTDA, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob nº 65.676.326/0001-89, com sede social na Rua Trajano, 182, Conj. 902, Lapa, São Paulo - SP, CEP 05050-110, doravante denominada simplesmente “Empresa”.

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1. Aceitação do Termo

Ao acessar, navegar ou utilizar este site, o usuário declara ter lido, compreendido e aceito este Termo de Uso, bem como a Política de Privacidade a ele vinculada.

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O conteúdo disponibilizado neste site tem finalidade informativa e de comunicação institucional, não constituindo, por si só, consultoria individualizada, parecer profissional, recomendação personalizada, promessa de resultado, oferta pública vinculante, nem substituição de avaliação técnica específica.

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A Empresa poderá, conforme sua avaliação, solicitar informações adicionais, promover análise interna, adotar medidas de revisão, limitação, remoção ou manutenção do conteúdo, conforme o caso e a plausibilidade da alegação apresentada.

12. Condutas vedadas ao usuário

Sem prejuízo de outras proibições previstas neste Termo e na legislação, é expressamente vedado ao usuário:

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b) tentar contornar proteções técnicas, autenticações, bloqueios ou mecanismos de segurança;
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d) utilizar o nome, marca, identidade editorial ou reputação da Empresa ou de seus autores de modo enganoso ou não autorizado;
e) empregar o conteúdo do portal para fins difamatórios, fraudulentos, abusivos ou manifestamente ilícitos.

13. Alterações do Termo de Uso

A Empresa poderá alterar, atualizar, complementar ou reformular este Termo de Uso a qualquer tempo, para refletir mudanças jurídicas, editoriais, operacionais, societárias, tecnológicas ou estratégicas.

A versão vigente será sempre a publicada nesta página, com indicação da data de atualização.

14. Independência das cláusulas

Caso qualquer disposição deste Termo venha a ser considerada inválida, nula, inexequível ou inaplicável, as demais disposições permanecerão válidas e eficazes na máxima extensão permitida.

15. Lei aplicável e foro

Este Termo de Uso será regido pelas leis da República Federativa do Brasil.

Fica eleito o foro da Comarca de São Paulo/SP, com renúncia a qualquer outro, por mais privilegiado que seja, para dirimir controvérsias oriundas deste Termo, ressalvadas as hipóteses de competência legal absoluta ou de foro obrigatório previsto em lei.



terça-feira, 28 de março de 2023

Lyndall Fownes Urwick, o homem que firmou os princípios da administração


Todo negócio precisa de um líder. Mais que um simples gestor ou chefe, estamos falando de alguém que tome as rédeas da empresa e consiga motivar, alcançar resultados e ser inspiração para os seus colaboradores. Tal concepção mostra-se nítida nos dias atuais, em que cada vez mais crescem cursos sobre liderança e despontam técnicas para desenvolver o líder que há dentro de cada um de nós.

Há quase um século esse tema tem sido estudado pelos administradores, mas o pontapé inicial para o desenvolvimento dessa área foi dado por Lyndall Urwick, um teórico clássico do início do século XX. Lyndall Urwick foi responsável por criar os princípios da liderança e provou, ao longo de suas consultorias e livros, o indispensável papel de um líder dentro de qualquer negócio, do pequeno ao grande empreendimento. Por isso hoje conheceremos um pouco mais sobre sua biografia.

Os primeiros anos de Urwick

Lyndall Urwick nasceu em 1891, no pequeno condado de Worcestershire, Inglaterra. Desde pequeno sua criação indicava o mundo da administração, uma vez que seu pai era sócio de uma importante empresa da região, a Fownes Brothers and Company, uma empresa voltada para a fabricação de luvas dos mais variados tipos. Urwick cresceu observando seu pai tomar conta da empresa e em 1913, após terminar seus estudos universitários em Oxford, o primeiro emprego do jovem Lyndall foi na empresa do seu pai.

Porém, a vida de Urwick - e a de milhões de outras pessoas - deu uma reviravolta com o início da Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918). Apenas um ano após ingressar no mundo dos negócios a guerra tragou Urwick para as trincheiras, fazendo-o lutar como oficial no front ocidental. Alistado pelo exército inglês, o jovem administrador lutou na França e chegou a ser condecorado com a cruz militar do império britânico. A medalha é a mais alta condecoração militar e só é dada para aqueles que enfrentaram o inimigo “cara a cara”, dando assim uma prova de coragem e lealdade com a Coroa Britânica. Urwick ainda chegou a se tornar major e mesmo sob momento de extrema tensão conseguiu lutar os quatro anos de guerra e voltar para casa.

A vida de Urwick no pós guerra não voltou à normalidade de imediato. Ele ainda continuou servindo por alguns anos no exército pois era necessário uma reorganização da estrutura militar. Nesse momento os conhecimentos de administração de Lyndall foram úteis para a companhia em que atuava e, em contrapartida, a vivência militar o ajudou a desenvolver alguns conceitos que mais tarde seriam utilizados em suas próprias teorias. Um desses conceitos, por exemplo, é o da organização linear. Basicamente, uma organização linear preza pela verticalização de uma empresa, mantendo uma hierarquia bem definida entre os participantes, criando assim uma cadeia de comando e ações eficazes. Dentro da estrutura militar é natural esse tipo de organização e os anos no exército fizeram Urwick ver de perto como uma empresa poderia beneficiar-se desse modelo de organização. Anos depois, já em sua vida como administrador, Urwick se valeu do modelo militar para exemplificar as razões pelas quais a organização linear ajudava no crescimento e no gerenciamento de processos dentro de uma fábrica, quartel ou outro tipo de empreendimento. 

Entre o Taylorismo e a gestão humanista

Da metade dos anos 1920 até os anos 1940 a vida de Lyndall Urwick voltou-se plenamente para a administração. Ao sair do exército, o jovem de Worcestershire tentou retomar seu antigo emprego na empresa do seu pai, o que lhe foi concedido. Porém, as ideias de administração de Urwick não foram aceitas pelos donos da Fownes Brothers and Company. As relações de trabalho se acentuaram ao ponto de Urwick perceber que não poderia ajudar a empresa a crescer, pois a gestão estava presa a sua forma tradicional de gerenciamento. Pior que isso, os donos - incluindo seu pai - não conseguiam vislumbrar as dinâmicas de trabalho que estavam mudando naquele período, o que faria a empresa perder potência no longo prazo. 

Após deixar a Fownes, Lyndall foi empregado por outra empresa, a Rowntree. A empresa estava no ramo de produção de chocolates e buscava modernizar-se. Graças a Urwick o empreendimento conseguiu excelentes resultados e sua maneira de gerenciar as relações de trabalho, processos e as pessoas ganhou notoriedade entre os empresários de sua época. Com o tempo, Urwick passou a dar consultorias para outras empresas, aplicando os princípios de liderança e gestão que mais tarde estariam em seus livros.

O grande diferencial do método de Urwick estava na sua capacidade de conseguir juntar duas teorias da administração que, naquele tempo, pareciam inconciliáveis: O taylorismo e a gestão humanista. Enquanto o Taylorismo tinha como prioridade a eficácia na produção, o humanismo tinha como base criar boas relações para que os colaboradores trabalhassem de maneira satisfatória. Urwick encontrou o meio termo entre essas duas teorias da administração e assim pôde impulsionar os empreendimentos aos quais prestou seus serviços.

O reconhecimento pelo seu trabalho veio ainda no final dos anos 1920, quando Urwick foi nomeado para ser diretor do IMI - International Management Institute. O IMI foi o primeiro instituto de administração a nível global, tendo foco em desenvolver e propagar as teorias da administração que surgiam naquele momento. Apesar de ter existido por apenas alguns anos - o instituto seria fechado em 1933 - foi no papel de diretor que o administrador pôde escrever dois dos seus principais livros: The Meaning of Rationalization (1929) e The Management of Tomorrow (1933). Com essas duas obras os princípios da administração de Urwick começavam a ganhar asas, saindo das consultorias e indo parar nas livrarias e cursos de administração pelo mundo.

Os princípios da administração de Urwick

Lyndall Urwick estabeleceu quatro princípios básicos para a administração:
1) O da especialização;
2) O da autoridade;
3) O da amplitude administrativa;
4) O da definição.

Nos dias atuais há uma série de estudos sobre cada um destes princípios e por isso não entraremos em detalhes quanto a cada um deles. Entretanto, vale destacar que Urwick não criou tais concepções somente a partir da sua prática como consultor. A bem da verdade, esses princípios já podem ser vistos nas teorias de Fayol e Taylor, porém a sistematização de Urwick e sua flexibilidade em juntar diversas teorias é, talvez, o grande mérito desse pai da administração. Visto isso, vamos conhecer um pouco mais sobre os princípios destacados. 

Começando pela especialização, para Urwick era fundamental que dentro de uma empresa os papéis de cada funcionário estivessem claros. Além de melhorar a organização dentro da estrutura empresarial, esse princípio auxilia no desenvolvimento da produção.

O princípio da autoridade talvez tenha sido o mais bem definido por Urwick, uma vez que a partir dele desenvolveu-se seus princípios de liderança. Com base em sua experiência militar, Urwick concebia um sistema hierárquico bem definido, com uma cadeia de comando que fosse reconhecida por todos os funcionários. 

Junto ao princípio da autoridade também podemos enxergar o que Urwick chamou de “amplitude administrativa”. Para ele, em cada cargo de chefia existia um número limitado de pessoas a serem gerenciadas. Assim, um gestor não deveria ultrapassar esse limite, pois a partir dele perderia-se o controle - e a autoridade - sobre os seus colaboradores. 

Por último temos o princípio de definição, que aponta para a necessidade de clareza nas informações e oficialização destas. Com esse princípio mina-se a comunicação paralela no qual alimenta-se boatos e intrigas dentro do corpo de trabalhadores. Uma vez que as informações partem de forma oficial e chegam com transparência para todos, elimina-se tais aspectos. 

O legado de Lyndall Urwick 

A vida de Lyndall Urwick continuou pelo viés acadêmico, tornando-se um respeitado teórico da administração. Ao longo das décadas de 1940 e 1960 o administrador atuou principalmente com consultoria, ajudando milhares de empresas a se restabelecerem. Sua principal atuação ocorreu no período pós Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945), ajudando seu país a reerguer-se mais uma vez depois de outro conflito bélico.

Ao longo das décadas, outra paixão de Urwick foi o ensino. Dedicou-se a divulgar a administração por programas de rádios, principalmente pela BBC. Sua participação nos meios de comunicação e seus livros ganharam o mundo e assim a carreira de Urwick tornou-se, de fato, internacional. 

Nos últimos anos de sua vida, porém, retirou-se da vida pública ao aposentar-se e decidiu morar na Austrália. Foi lá que faleceu, em 1983, aos 92 anos de idade. 

Bom trabalho e grande abraço.

Rafael José Pôncio, PROF. ADM.



Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.

 


terça-feira, 21 de março de 2023

Ferruccio Lamborghini, dos tratores aos carros de luxo


Os anos iniciais do futuro empreendedor Lamborghini

Nascido em 1916, na região da Bolonha, o italiano Ferruccio Lamborghini foi um homem de origem simples e que, mesmo após tornar-se grande em seu segmento, mostrou-se humilde em manter seus pés no chão. Filho de fazendeiros, o jovem desde pequeno mostrava uma habilidade especial em engenharia mecânica, principalmente no reparo das máquinas da propriedade da família. Ferruccio era o primogênito da família Lamborghini, começando desde cedo a ajudar seu pai na lavoura.

O trabalho braçal contrastava com sua paixão pelas máquinas, mas ambos foram fundamentais na formação moral do jovem e futuro empreendedor, como o valor do trabalho e o tempo correto de plantar e colher, preparando o terreno sempre para gerar as suas melhores condições. Todas essas ideias, que num primeiro momento parecem tão óbvias que são quase naturais, passam despercebidas em nosso dia a dia, uma vez que podemos acabar não as colocando em prática.

Aos 14 anos, Ferruccio decidiu sair da fazenda dos pais e ir ganhar a vida em Bolonha, percorrendo assim o seu sonho. O jovem, naquela altura da vida com pouca instrução formal, mostrou que o aprendizado adquirido foi por meio da prática e não através dos livros. Sua habilidade manual em consertar equipamentos chamou atenção dos proprietários da Casa Righi, uma fábrica da região. Assim iniciou a jornada de Ferruccio no mundo do trabalho fabril, começando como um aprendiz de mecânico e recebendo 15 liras por semana. A nível de comparação, no final dos anos 1920 uma unidade de dólar americano era equivalente a 19 liras italianas, sendo assim, o trabalho semanal de Ferruccio valia menos de 1 dólar.

O pouco dinheiro recebido é justificado por diversas razões: uma delas era o fato da Itália estar vivendo o regime de Mussolini, que após um golpe de Estado tomou o poder no país. Em contrapartida, o mercado internacional fez uma série de sanções econômicas, mergulhando a Itália em uma forte crise. Logo, não era possível pagar bons salários, ainda mais para um aprendiz de mecânico. Assim, por alguns anos Ferruccio sobreviveu com pouco, mas essa adversidade não foi capaz de parar o seu sonho.

Entrando nas forças armadas

Após 6 anos trabalhando na Casa Righi, Ferruccio resolveu ingressar nas forças armadas italianas. O ano era 1936 e suas habilidades como mecânico tinham um terreno fértil no reparo de aeronaves e carros. A larga experiência e habilidade de Ferruccio o levou a se destacar entre os seus companheiros, que quando não conseguiam resolver um problema o chamavam. Ferruccio, após analisar com cuidado, conseguia achar a causa da falha e atuar precisamente nela.

Aqui se apresentam dois destaques interessantes que nos revelam um pouco do espírito de Lamborghini: o primeiro é a busca incessante de solucionar problemas. Para Ferruccio, quanto mais desafiador a resolução, mais motivado se sentia. Essa é uma perspectiva interessante de se encarar os problemas que a vida nos proporciona, afinal, geralmente desejamos ter o menor dos problemas e que todos sejam de fácil resolução. O segundo é a brilhante noção de que todo problema tem uma solução, por isso bastava-lhe procurar com cuidado a falha e o que seria necessário para o conserto. Essa perspectiva detalhista fez de Ferruccio um empreendedor capaz de contornar uma série de problemas, visto que partia desse princípio tão básico, mas que nunca o percebemos.

Nos anos de guerra, notadamente a II Guerra Mundial (1939 - 1945) Ferruccio atuou pelas forças italianas, mas foi feito prisioneiro de guerra pelas forças armadas britânica e colocado à trabalhar como mecânico nestas condições. Assim, mesmo na fase mais difícil de sua vida, ainda assim sua profissão não lhe foi tirada. Seu aprendizado, como podemos perceber, foi totalmente prático e autodidata, uma vez que jamais precisou entrar em uma universidade de engenharia para compreender os princípios da mecânica e as leis que faziam suas máquinas funcionarem.

Despertando o Empreendedor Lamborghini

Após o final da II Guerra Mundial, Ferruccio voltou à Itália com uma nova perspectiva. Não podemos afirmar que os anos de conflito foram o fato crucial nessa mudança, porém é fato que o jovem que ingressou nas forças armadas em 1936 já não era o mesmo após 1945, quando decidiu não apenas consertar carros, mas construir os seus próprios modelos. 

Seu primeiro passo foi justamente reunir diversas peças e fazer, ao seu modo, um carro completamente novo. Graças ao fim da guerra, em toda a Europa montanhas de sucata eram acumuladas, resultado do combate entre as nações envolvidas. No território italiano essa realidade não era diferente e Ferruccio pôde aproveitar-se disso.

Juntando diversas peças, mas não de forma aleatória, Lamborghini fez o seu primeiro automóvel, que não era, evidentemente, um automóvel Lamborghini. Na verdade, esse primeiro modelo criado por Ferruccio era um híbrido, ou seja, a mistura de um trator com um carro. Esse protótipo foi chamado de “Carioca” e ao longo de dois anos foi sendo aperfeiçoado, até chegar a se tornar um modelo comercial. Ferruccio conseguiu fabricar 500 unidades do “Carioca” e vendê-los. Ao que se sabe, cada unidade foi vendida por 800 mil liras. Nesse momento (lembremos que a Itália foi derrotada na II Guerra Mundial) o valor da moeda italiana estava extremamente baixo, por isso cada dólar era equivalente há 525 liras (diferente dos 19 liras da época em que Ferruccio era apenas um aprendiz de mecânico). Convertendo os valores, o valor de cada “Carioca” girava em torno de 1.500 dólares.

O lucrativo negócio recém-nascido de Ferruccio o animou, fazendo com que se investisse em uma fábrica de tratores. A motivação pela construção de tratores se deu por alguns motivos, mas principalmente pela necessidade do país em retornar a uma economia de base e também pela familiaridade de Ferruccio com essa máquina, que foi a primeira ao qual teve seu primeiro contato com a mecânica, na fazenda de seu pai.

Uma resposta à Ferrari: nasce a Lamborghini

Somente em 1966, após um clássico episódio com Enzo Ferrari, foi que Ferruccio decidiu ampliar seus negócios e entrar no mercado de carros de luxo. Na época, com seu negócio indo muito bem, Lamborghini decidiu comprar uma Ferrari, porém, um problema no câmbio do carro o incomodava. O fabricante de tratores foi fazer suas reclamações em uma das lojas da Ferrari que, por acaso ou “destino”, estava Enzo Ferrari, o fundador da marca e também excelente mecânico. Enzo não aceitou bem a crítica de Ferruccio, dizendo que ele “nada entendia de carros e que ele devia contentar-se a andar nos seus tratores”.

A ofensa, porém, fez com que Ferruccio não apenas consertasse o problema do câmbio do seu carro, mas lhe instigou a fabricar o seu próprio carro de luxo. Assim nascia a marca Lamborghini. A entrada nesse novo ramo fez os negócios de Ferruccio escalonarem para outro patamar, graças a potência e qualidade do seu carro. A rivalidade com a Ferrari estava plantada, mas o fato é que Ferruccio apenas provou suas qualidades como mecânico.

A partir do final dos anos 1970, Ferruccio decidiu afastar-se dos negócios, visto sua idade avançada. O jovem de Bolonha, agora um senhor de mais de 60 anos, ainda seria condecorado pelo Estado com o título de "Cavaliere del Lavoro", graças aos seus serviços prestados para a economia do país. Em 1993, aos 76 anos, Ferruccio descansou, tendo uma morte por causas naturais. Seu legado, porém, mantém-se vivo.

Bom trabalho e grande abraço.

Rafael José Pôncio, PROF. ADM.




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terça-feira, 14 de março de 2023

Fritz Jules Roethlisberger, o homem que fez da fábrica um sistema social

O ser humano é um ser social. Basta olharmos para fora de nossa janela e percebermos o quão verdadeira é essa afirmação. De fato, nossa capacidade de organização é a melhor entre todas as espécies conhecidas, o que nos garantiu, ao longo de milhares de anos, desenvolver-se e se espalhar por todo o globo, tornando-se a espécie dominante da terra. Na natureza não somos os mais fortes, os mais resistentes e nem os maiores, mas sem dúvida somos os mais adaptáveis e inteligentes.

Visto essa grande vantagem da nossa espécie, seria impossível pensarmos em um estilo de vida em comunidade que não levasse em conta a subjetividade e os anseios humanos. Assim, criamos meios de nos divertir, formas de cultura e outra série de elementos imersos em nossa sociedade que nos causem satisfação, pois uma vez que tais demandas são contempladas podemos atuar de maneira mais colaborativa e eficaz.

Essa poderia ser uma conclusão de qualquer estudo sociológico a respeito da relação dos indivíduos e seu contexto social, mas foi, em parte, o que Mayo e seu grupo de cientistas descobriram através do experimento Hawthorne. Percebendo que os operários de uma fábrica não poderiam ser tratados como máquinas, essa geração de administradores levaram as ciências humanas para dentro do mundo industrial. Um dos grandes contribuintes para essa corrente da teoria da administração foi o americano Fritz Jules Roethlisberger, que não somente auxiliou Mayo em seu experimento, mas escreveu um dos principais tratados de teoria da administração. Por isso hoje conheceremos um pouco mais sobre esse pai da administração.

Fritz Roethlisberger entre a academia e a fábrica

A vida de Fritz Jules Roethlisberger iniciou no final do século XIX, em 1898, em Nova York. Advindo de uma família abastada, o jovem Roethlisberger pôde desfrutar de uma infância sem muitas preocupações, dedicando-se aos estudos e desenvolvendo suas habilidades. Naturalmente, buscou seguir o caminho do ensino superior, tornando-se um intelectual. Frequentou (e terminou) as faculdades de artes, em Columbia, de Química em Massachusetts e fez mestrado em filosofia, em Harvard.

Um currículo impressionante como este só se torna ainda mais chocante quando descobrimos que Roethlisberger estava com apenas 27 anos quando concluiu tais feitos acadêmicos. Analisando a trajetória universitária desse pai da administração poucos afirmariam que, anos mais tarde, ele estaria entrevistando operários em uma fábrica e desenvolvendo um dos estudos mais importantes da ciência da administração.

De fato, até 1925 pouco (para não dizer nada) que remetesse à indústria chamava a atenção de Roethlisberger. Seu destino como um professor universitário bem sucedido, com diversas honras e títulos, pareceria o mais correto e provável de acontecer, entretanto, quase nunca a vida é tão previsível assim. A história de Roethlisberger vai mudar no momento em que ele conhece Elton Mayo, em 1927. Àquela altura, Roethlisberger estava desenvolvendo um doutorado em filosofia, mas resolveu interromper suas pesquisas ao estar na presença de Mayo, que era motivo de grande admiração e respeito por parte de Jules.

O que mais impressionou Roethlisberger foi o fato de Mayo pensar de maneira distinta do senso comum a questão das relações de trabalho, criando um forte contraponto à teoria da administração científica. Não podemos afirmar com provas que o aspecto humanístico foi o que despertou em Roethlisberger a vontade de ajudar Mayo em seu experimento, mas basta pensarmos na própria formação acadêmica de Jules que perceberemos que não seria absurdo afirmar isso, uma vez que as ciências humanas estavam no meio de Fritz há muitos anos.

Sendo assim, Roethlisberger decidiu empenhar-se ao máximo para ajudar no experimento Hawthorne. Sua formação filosófica ajudou a embasar os fundamentos teóricos da teoria de Mayo, que, naquele momento, por mais que buscasse conduzir sua pesquisa aos moldes acadêmicos, deixava a desejar quanto a análise dos resultados e o método empregado. Roethlisberger, nesse sentido, foi uma peça fundamental para dar a consistência acadêmica que faltava em Mayo, sendo ele o responsável por tentar embasar as descobertas do experimento e criar assim a teoria das relações humanas.

Atuando como assistente de Elton Mayo entre 1927 e 1936, Roethlisberger não apenas adentrou ao mundo da administração, mas conheceu de perto a realidade dos operários em seu regime de trabalho voltado à máxima eficiência. Em 1939, junto com William Dickson, Roethlisberger lançou o seu livro “A organização e o trabalhador” 1 . A obra no mundo da administração é uma referência até os dias de hoje, não somente por suas ideias que mudaram, em grande parte, a visão que se tinha sobre a administração, mas também por ser um estudo de fôlego, com a rigidez acadêmica que se fazia necessária.

O diferencial da geração de Roethlisberger, quando comparada com os administradores científicos, talvez seja justamente o academicismo empregado em suas formas. Enquanto os científicos, notadamente Henry Ford, Frederick Taylor e Fayol, aprendiam sobre gestão na prática da fábrica, Roethlisberger e seus companheiros já estavam distanciados dessa realidade, aparecendo em fábricas somente para entrevistas e levantamento de dados, ambos fundamentais para a continuação de suas pesquisas.

Fritz Roethlisberger eternizando-se na administração

Mesmo não sendo um administrador “natural”, chamemos assim, Roethlisberger conseguiu contribuir de maneira eficaz na área da administração. Seguindo a corrente humanística, ele percebeu que a fábrica era, antes de tudo, um ambiente social. Isso significa dizer que os operários não são robôs, mas seres humanos e necessitam, tal como qualquer outro, de momentos de prazer, de relaxamento e de compromisso. Tais elementos, quando bem empregados, geram confiança no colaborador e este acaba produzindo mais.

A prova cabal dessa afirmação está no próprio experimento realizado por Roethlisberger, que mostrava, em síntese, a seguinte percepção: quando os entrevistados participavam da entrevista com perguntas pré-selecionadas, a resposta destes tendiam a ser genéricas e esquivas. Porém, quando perguntados sem nada para constrangê-los (como um chefe ou supervisor), estes conseguiam falar mais abertamente sobre suas demandas e ao sentirem-se partícipes da fábrica passavam a trabalhar mais. Além disso, outros fatores como a confiança no chefe, os odores exalados no ambiente e até mesmo a iluminação também ajudavam a tornar o ambiente da fábrica mais agradável e mais positivo para se produzir.

Seus demais trabalhos acadêmicos também buscam reforçar essa visão de mundo. Roethlisberger escreveu livros e artigos científicos até o fim da sua vida, tendo inclusive livros lançados postumamente. De fato, até 1974, ano de sua morte, ele atuou como professor de relações humanas em Harvard, cargo que ocupou por mais de 20 anos (1950 - 1974).

Sua dedicação à vida acadêmica fez com que sua vida privada se tornasse quase obsoleta nas pesquisas modernas. Por isso não sabemos exatamente detalhes de sua morte, assim como se teve descendentes. Assim, o silêncio destas informações denunciam uma possível vida anônima e solitária, na qual somente o desenvolvimento dos seus estudos era o centro. Apesar disso, mesmo sabendo tão pouco sobre a vida privada de Roethlisberger, a ciência e os estudiosos da administração jamais o esquecerão.

Bom trabalho e grande abraço.

Rafael José Pôncio, PROF. ADM.


        Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.   

quinta-feira, 9 de março de 2023

Volume I - Os Empreendedores que Mudaram o Brasil


A obra Os Empreendedores que Mudaram o Brasil - volume 1, finalmente acessível. Este livro é um tesouro para qualquer pessoa interessada em história de grandes empreendedores, pois foram homens valorosos, de grandes ideais e a visão empreendedora que cada um desempenhou no contexto econômico e social no Brasil merece ser lida.

Neste fascinante livro, isento de termos técnicos, o economista e administrador professor Rafael José Pôncio apresenta em dez capítulos os grandes nomes do desenvolvimento brasileiro desde o império até os dias atuais, neste volume 1 são eles: Irineu Evangelista de Sousa – O Visconde e Barão de Mauá; Jorge Street; Roberto Cochrane Simonsen; Rolim Adolfo Amaro; Abílio dos Santos Diniz; Samuel Ramos Lago; João Carlos Paes Mendonça; Edson de Gogoy Bueno; Hércules Florence; Arthur Sendas.

Para melhor compreender o fenômeno empreendedorial no Brasil, esses agentes econômicos viveram em diferentes épocas históricas e circunstâncias de vida distintas, porém, o autor nos convida a analisar as virtudes de cada um, seus ideais, resiliências, superações, dilemas, descobertas, re-invenções e nos faz entender que o dna empreendedor por servir, fez destes empreendedores homens de negócios vocacionados pelo Brasil por força dos seus ensinamentos e legados.


Versão impressa disponível em:



ISBN: 978-65-5413-074-5
Autor: Rafael José Pôncio
Páginas: 344
Formato: 1.5 x 16 x 23
Editora: Haikai
Edição: 2023
Idioma: Português
Gênero: Biografia e Histórias Reais
Subgêneros: Negócios e economia
Encadernação: Brochura