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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Antônio Seabra — O fundador da Natura e a beleza consciente

Antônio Seabra — O fundador da Natura e a beleza consciente

Conheça a trajetória de Antônio Luiz da Cunha Seabra, fundador da Natura, e os princípios que fizeram da beleza, das relações humanas e da sustentabilidade os fundamentos de uma das empresas mais reconhecidas do Brasil.



Antônio Luiz da Cunha Seabra — O empreendedor que transformou a beleza em relação, consciência e valor

Poucos empreendedores brasileiros contribuíram tanto para modificar a maneira como uma empresa compreende a beleza, seus consumidores e sua responsabilidade perante a sociedade quanto Antônio Luiz da Cunha Seabra, fundador da Natura.

Mais do que criar uma indústria de cosméticos, Seabra ajudou a desenvolver uma linguagem empresarial baseada nas relações humanas, na autoestima e na integração entre pessoas, negócios e natureza. Em sua visão, um cosmético não deveria ser apenas um produto destinado à aparência, mas também um instrumento de cuidado, autopercepção e bem-estar.

Essa compreensão diferenciada da beleza tornou-se uma das bases da identidade da Natura e ajudou a transformar uma pequena empresa brasileira em uma das organizações mais reconhecidas do setor de cosméticos e cuidados pessoais na América Latina.



O encontro com o mundo da beleza

Nascido em São Paulo, em 1942, Antônio Luiz da Cunha Seabra começou a trabalhar ainda jovem. Antes de ingressar definitivamente no setor de cosméticos, passou por funções administrativas e gerenciais que lhe proporcionaram contato com custos, organização empresarial e gestão de pessoas.

Seu encontro decisivo com o universo da beleza ocorreu ao trabalhar em um pequeno laboratório de cosméticos. Naquele ambiente, percebeu que cremes, fragrâncias e produtos de cuidado pessoal poderiam exercer uma função muito mais profunda do que simplesmente modificar a aparência.

Luiz Seabra compreendeu que o ato de cuidar do corpo também poderia fortalecer a autoestima e ampliar a percepção que uma pessoa possuía de si mesma.

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Foi a partir dessa convicção que, aos 27 anos, fundou a Natura, em 1969. No ano seguinte, abriu uma pequena loja na Rua Oscar Freire, em São Paulo, onde não se limitava a vender produtos: atendia, conversava, escutava e orientava pessoalmente seus clientes.

Esse relacionamento próximo ajudou a formar uma das características mais marcantes da empresa: a compreensão de que a beleza nasce do encontro entre produto, experiência e relação humana.



Da pequena loja à venda direta

Nos primeiros anos, Seabra observou que o crescimento da empresa dependeria não apenas da qualidade dos cosméticos, mas da capacidade de estabelecer vínculos de confiança com os consumidores.

Em 1974, a Natura adotou a venda direta como seu principal modelo comercial. A loja física foi encerrada e a empresa passou a contar com uma rede de consultoras responsáveis por apresentar os produtos e orientar os consumidores.

Essa escolha foi decisiva.

As consultoras não atuavam apenas como vendedoras. Tornaram-se representantes de uma maneira própria de compreender a beleza e o cuidado pessoal. O relacionamento direto permitiu que a Natura se aproximasse de diferentes regiões, classes sociais e perfis de consumidores, ao mesmo tempo que criava oportunidades de geração de renda.

Seabra percebeu que uma empresa poderia crescer por meio das relações, sem transformar o consumidor em apenas um número ou uma transação.



Uma nova linguagem para a beleza

Durante grande parte do século XX, a indústria da beleza utilizava uma comunicação baseada na correção de supostos defeitos, no combate ao envelhecimento e na busca por padrões estéticos idealizados.

Seabra questionou esse modelo.

Em lugar de apresentar a beleza como uma obrigação ou uma tentativa de esconder imperfeições, a Natura passou a relacioná-la ao autoconhecimento, à autoestima e à valorização das diferentes fases da vida.

Essa visão esteve presente em conceitos empresariais como o “Bem Estar Bem”: o bem-estar como uma relação harmoniosa da pessoa consigo mesma, e o estar bem como a qualidade de suas relações com o outro, com a natureza e com o mundo ao seu redor.

Não se tratava somente de uma frase institucional. Era uma definição de como a empresa desejava criar produtos, atender consumidores, desenvolver pessoas e participar da sociedade.



As virtudes empreendedoras de Antônio Luiz da Cunha Seabra


1. Capacidade de escutar

Seabra construiu sua visão empresarial a partir do contato direto com as pessoas. Antes de estruturar uma grande organização, dedicou-se a compreender necessidades, sentimentos e expectativas de seus clientes.

Essa disposição para escutar permitiu que identificasse dimensões do consumo que não apareciam nos relatórios financeiros: insegurança, autoestima, identidade, afeto e necessidade de cuidado.

Para o empreendedor, a escuta verdadeira é também uma forma de inteligência de mercado.

2. Propósito incorporado ao negócio

Na trajetória de Seabra, o propósito não aparece como uma campanha criada depois que a empresa se tornou grande. Ele estava presente na própria origem do empreendimento.

A proposta da Natura era produzir e comercializar cosméticos, mas também promover relações mais respeitosas entre as pessoas e uma compreensão menos artificial da beleza.

O resultado econômico continuava sendo indispensável, porém deveria caminhar ao lado da criação de valor para consumidores, colaboradores, consultoras, fornecedores e comunidades.

3. Inovação vinculada à responsabilidade

A história da Natura apresenta diferentes exemplos de inovação ambiental e social. Em 1983, a empresa iniciou de maneira pioneira no setor brasileiro a comercialização de refis para produtos cosméticos, reduzindo a necessidade de novas embalagens.

Em 2000, lançou a linha Ekos, desenvolvida a partir do relacionamento com comunidades amazônicas e da utilização de ativos da biodiversidade brasileira.

Essas iniciativas ajudaram a mostrar que responsabilidade ambiental e inovação comercial não precisam ocupar lados opostos. Quando incorporadas ao modelo de negócio, podem fortalecer produtos, marcas e cadeias produtivas.

4. Valorização da identidade brasileira

Seabra também contribuiu para que a Natura construísse uma identidade ligada ao Brasil.

Em vez de simplesmente reproduzir padrões internacionais, a empresa passou a explorar fragrâncias, ingredientes, conhecimentos e referências associados à biodiversidade e à cultura brasileira.

Essa orientação demonstrou que uma empresa nacional poderia disputar mercados sofisticados sem abandonar sua origem. Ao contrário: sua identidade poderia tornar-se uma vantagem competitiva.

5. Liderança reflexiva e humanista

A liderança de Seabra sempre esteve associada à reflexão sobre ética, relações humanas e sentido.

Sua visão de mundo ultrapassava os limites tradicionais da administração. Para ele, a empresa era um organismo formado por relações e, por isso, deveria contribuir para o aperfeiçoamento das pessoas e da sociedade.

Essa dimensão humanista não eliminava a necessidade de eficiência, disciplina e resultados. Ela ampliava a responsabilidade do empreendedor sobre as consequências de suas decisões.



Crescimento, expansão e complexidade

Ao longo das décadas, a Natura ampliou sua presença internacional, inaugurou operações em outros países e abriu seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo, em 2004.

Em 2007, iniciou seu programa de carbono neutro. Em 2014, tornou-se a primeira companhia de capital aberto do mundo a conquistar a certificação de Empresa B, reconhecimento destinado a organizações que procuram equilibrar resultados econômicos com impactos sociais e ambientais positivos.

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Posteriormente, a formação da Natura &Co envolveu aquisições como Aesop, The Body Shop e Avon. Esse processo ampliou significativamente a presença internacional do grupo, mas também trouxe novos desafios operacionais e financeiros.

Aesop e The Body Shop foram vendidas em 2023, durante um processo de simplificação da estrutura empresarial. Em 2025, a Natura &Co Holding foi incorporada pela Natura Cosméticos, marcando uma nova etapa de reorganização e concentração dos negócios na América Latina.

Esses acontecimentos demonstram que a trajetória de uma grande empresa não é formada apenas por expansão contínua. Ela também exige capacidade de rever decisões, reorganizar estruturas e preservar aquilo que é essencial.



A preservação do legado

Em abril de 2026, Antônio Luiz da Cunha Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos deixaram o Conselho de Administração da Natura e passaram a integrar o novo Conselho Consultivo da companhia.

O órgão foi criado para preservar os valores, a cultura, o propósito e a forma de fazer negócios desenvolvida pelos fundadores. Seabra também permanece ligado a discussões estratégicas relacionadas à sustentabilidade, aos produtos e ao fortalecimento das marcas.

Essa transição representa uma etapa importante na vida de qualquer organização: a passagem da liderança dos fundadores para novas gerações de administradores, sem que a empresa perca sua identidade original.

Construir uma companhia é uma realização. Prepará-la para continuar existindo além de seus fundadores é outra dimensão do empreendedorismo.



Um legado que ultrapassa os cosméticos

O legado de Antônio Luiz da Cunha Seabra não pode ser medido somente pelo crescimento da Natura, pelo número de produtos vendidos ou pela expansão de sua rede de consultoras.

Sua contribuição também está na mudança de linguagem que promoveu no mercado brasileiro.

Seabra mostrou que a beleza poderia ser apresentada sem diminuir o consumidor; que a natureza poderia ser parte da inovação empresarial; que relações humanas poderiam sustentar um grande modelo comercial; e que uma empresa poderia buscar resultados sem abandonar a reflexão sobre seus impactos.

Naturalmente, a história da Natura também foi construída por seus demais sócios, administradores, colaboradores, consultoras, pesquisadores, fornecedores e comunidades parceiras. Entretanto, foi a visão inicial de Seabra que forneceu à organização uma parte essencial de sua identidade.

Sua trajetória demonstra que empresas duradouras não são construídas apenas com produtos e capital. Elas também dependem de convicções, cultura e sentido.



Antônio Luiz da Cunha Seabra no Volume 3

A trajetória de Antônio Luiz da Cunha Seabra integra o Volume 3 da série “Os Empreendedores Que Mudaram o Brasil”, escrita por Rafael José Pôncio, economista, administrador e historiador do empreendedorismo nacional.

A obra apresenta empreendedores que participaram da formação econômica e empresarial brasileira, examinando não apenas os negócios que construíram, mas também as virtudes, decisões e princípios que marcaram suas trajetórias.

A história de Seabra oferece uma reflexão especialmente relevante para quem acredita que uma empresa pode crescer sem perder sua identidade e que o empreendedorismo também pode ser um instrumento de transformação humana, social e ambiental.

Antônio Luiz da Cunha Seabra — o empreendedor que fez da beleza uma forma de relação, da natureza uma fonte de inovação e da consciência um princípio empresarial.

Conheça o Volume 3 de “Os Empreendedores Que Mudaram o Brasil” e descubra como Antônio Luiz da Cunha Seabra ajudou a transformar o mercado de cosméticos e o pensamento empresarial brasileiro.



terça-feira, 4 de agosto de 2026

Marcelo Alecrim — Do chão de posto à ALE Combustíveis

Marcelo Alecrim — Do chão de posto à ALE Combustíveis

Conheça a trajetória de Marcelo Alecrim, do trabalho no posto da família à criação da Satélite e à construção da ALE Combustíveis, uma das maiores distribuidoras do Brasil.



Marcelo Alecrim — O empreendedor potiguar que transformou proximidade em escala nacional

Marcelo Henrique Ribeiro Alecrim é um dos nomes mais representativos do empreendedorismo potiguar. Sua trajetória mostra que grandes lideranças empresariais não surgem apenas das salas de reunião: muitas são formadas no contato direto com o cliente, na compreensão da operação e na disposição para realizar tarefas aparentemente simples.

Antes de conduzir uma das maiores empresas brasileiras do setor de combustíveis, Marcelo trabalhou como frentista e garçom no posto de seu pai, em Canguaretama, no Rio Grande do Norte. Foi nesse ambiente que conheceu de perto as necessidades dos clientes, a rotina dos funcionários e os desafios enfrentados pelos proprietários de postos.



Do chão de posto à distribuição de combustíveis

A experiência no negócio familiar proporcionou a Marcelo Alecrim uma formação que nenhum manual de administração poderia oferecer sozinho. Ele conheceu a empresa de baixo para cima, observando que o abastecimento de um veículo era apenas a etapa visível de uma atividade que dependia de logística, atendimento, confiança, capital de giro e relacionamento comercial.

Em 1996, Marcelo liderou a criação da Satélite Distribuidora de Petróleo, empresa potiguar que cresceu atendendo especialmente revendedores regionais e postos independentes. A proposta consistia em manter proximidade com o empresário, compreender as características de cada mercado e oferecer respostas mais ágeis do que aquelas normalmente encontradas nas grandes estruturas empresariais.

Marcelo percebeu que muitos pequenos e médios revendedores não necessitavam apenas de combustível. Precisavam de uma distribuidora que compreendesse suas dificuldades, respeitasse suas particularidades e contribuísse para o desenvolvimento do negócio.

Essa percepção transformou uma experiência regional em uma estratégia empresarial.



A união que deu origem à ALESAT

Um ponto essencial dessa história ocorreu em 5 de abril de 2006. Naquela data, a Satélite Distribuidora de Petróleo, do Rio Grande do Norte, uniu-se à distribuidora mineira ALE Combustíveis. Da operação nasceu a ALESAT, que passou a utilizar a marca ALE em seus postos.

Portanto, a atual ALE não surgiu isoladamente em 1996. Ela resultou da combinação de duas empresas regionais que reuniram estruturas, conhecimentos de mercado e capacidade de expansão.

A fusão representou uma decisão empresarial de grande importância. Em vez de limitar o crescimento ao mercado nordestino, Marcelo participou da construção de uma companhia com presença nacional, preservando como diferencial a proximidade com os revendedores.

A empresa que ele ajudou a construir é hoje apresentada como a quarta maior distribuidora de combustíveis do Brasil (hoje 2026). A ALE informa possuir cerca de 1.500 postos, atuar em 21 estados e no Distrito Federal e contribuir para a geração de mais de 12 mil empregos diretos e indiretos.

ALE Combustíveis

Em 2009, Marcelo Alecrim recebeu o reconhecimento de Empreendedor do Ano Brasil, na categoria Master, concedido pela EY, passando a integrar uma relação de empresários que se destacaram pela capacidade de construir organizações relevantes em seus mercados.



Virtudes empresariais reveladas pela trajetória


1. Humildade formada pelo trabalho

Ter trabalhado como frentista e garçom permitiu que Marcelo conhecesse funções que muitos dirigentes observam apenas por meio de relatórios. Essa formação operacional ajuda a explicar uma liderança atenta às pessoas que efetivamente executam o trabalho.

A humildade, nesse caso, não significa ausência de ambição. Significa reconhecer que o conhecimento necessário para dirigir uma empresa também se encontra no balcão, na pista de abastecimento, no caminhão de entrega e na conversa com o cliente.

2. Proximidade com o revendedor

Um dos principais diferenciais da empresa foi a atenção dispensada aos proprietários de postos independentes. Em vez de tratar todos os revendedores de maneira uniforme, o modelo procurava compreender as particularidades de cada região e de cada operação.

Essa proximidade transformou relacionamento em vantagem competitiva. A empresa crescia à medida que seus parceiros também encontravam condições para crescer.

3. Capacidade de formar alianças

A união da Satélite com a ALE mineira demonstra que empreender não significa necessariamente crescer sozinho. Em determinados momentos, o avanço exige dividir decisões, combinar competências e construir alianças capazes de levar o negócio a uma dimensão maior.

A fusão de 2006 não apagou a história da Satélite. Ao contrário, permitiu que a experiência acumulada no Nordeste participasse da formação de uma companhia nacional.

4. Ambição nacional sem desprezar as origens

Marcelo mostrou que uma empresa regional não precisa permanecer pequena. O conhecimento adquirido no Rio Grande do Norte tornou-se uma base para interpretar mercados de outras partes do país.

A origem potiguar não funcionou como uma limitação, mas como elemento formador de uma visão empresarial baseada em proximidade, relacionamento e compreensão das diferenças regionais.

5. Capacidade de conduzir transições

Em 2018, a Glencore assumiu o controle da ALE, enquanto Marcelo permaneceu ligado à companhia como acionista e presidente do Conselho de Administração. Em fevereiro de 2023, a Glencore adquiriu suas ações remanescentes, e ele deixou a presidência do Conselho.

Saber construir uma empresa é uma competência. Saber negociar sua transição, reorganizar a participação societária e iniciar uma nova etapa também faz parte da vida empresarial.



Uma trajetória que permanece em curso

A saída definitiva da ALE não encerrou a atividade empresarial de Marcelo Alecrim. Sua trajetória prossegue ligada à M/Alecrim Holding, organização de investimentos que se apresenta como uma estrutura familiar diversificada, voltada à gestão, às parcerias estratégicas e a diferentes setores da economia.

Esse ponto é especialmente importante: a história de Marcelo não deve ser narrada como um legado concluído. Ele está vivo, permanece ligado ao ambiente empresarial e continua participando de novos projetos e decisões de investimento.

Sua principal obra empresarial, entretanto, já ocupa lugar relevante na história econômica brasileira. A partir da experiência adquirida no posto do pai, Marcelo participou da construção de uma distribuidora que ultrapassou fronteiras regionais e alcançou dimensão nacional.

Mais do que uma história sobre combustíveis, sua trajetória trata da formação pelo trabalho, da proximidade com o cliente, da capacidade de estabelecer alianças e da coragem necessária para transformar uma empresa regional em uma organização de alcance brasileiro.

Marcelo Alecrim — do trabalho na pista de abastecimento à construção de uma empresa nacional, sem perder de vista as origens que formaram sua visão de negócio.



Conheça a história completa

No Volume 3 da série “Os Empreendedores Que Mudaram o Brasil”, o autor Rafael José Pôncio apresenta a trajetória de Marcelo Henrique Ribeiro Alecrim, o empresário potiguar que começou no cotidiano de um posto de combustíveis, criou a Satélite Distribuidora e participou da formação da ALE, uma das maiores distribuidoras do país.

É uma história sobre trabalho, visão de mercado, crescimento, alianças empresariais e capacidade de conduzir transformações.

Uma leitura para aqueles que acreditam que empresas nacionais podem nascer longe dos grandes centros financeiros — e que a experiência adquirida nas atividades mais simples pode preparar um empreendedor para decisões de enorme alcance.

📘 Conheça a trajetória de Marcelo Alecrim no Volume 3 de “Os Empreendedores Que Mudaram o Brasil”.

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domingo, 19 de julho de 2026

Rafael José Pôncio lança o Volume 3 de “Os Empreendedores que Mudaram o Brasil”

Por Lura Editorial

Rafael José Pôncio lança o Volume 3 de Os Empreendedores que Mudaram o Brasil, obra sobre história empresarial, legado e desenvolvimento econômico.


Nova obra amplia a pesquisa sobre pessoas que, por meio do trabalho, da inovação e da perseverança, participaram da construção econômica e social do país.

A história do Brasil não foi construída apenas por decisões políticas, acontecimentos militares ou transformações institucionais. Ao lado desses movimentos, existiram pessoas que abriram empresas, criaram produtos, introduziram tecnologias, formaram equipes, atravessaram crises e transformaram pequenas iniciativas em organizações capazes de influenciar cidades, regiões e gerações inteiras.

É nesse campo de investigação que se insere o lançamento do terceiro volume da coleção “Os Empreendedores que Mudaram o Brasil”, de Rafael José Pôncio.

A nova obra dá continuidade a uma pesquisa dedicada à história do empreendedorismo brasileiro, procurando compreender não somente o crescimento patrimonial de seus personagens, mas também as circunstâncias humanas, econômicas e sociais que envolveram suas trajetórias.

Mais do que apresentar empresas, números ou balanços, o livro volta sua atenção para as pessoas que estiveram por trás das fábricas, marcas, serviços, instituições culturais e inovações que ajudaram a formar o Brasil contemporâneo.



O empreendedor como agente da história

Durante muito tempo, parte da história empresarial brasileira foi tratada de maneira secundária. Conhecemos acontecimentos políticos, governantes, conflitos e grandes transformações sociais, mas nem sempre estudamos com a mesma profundidade aqueles que organizaram capital, assumiram riscos e criaram estruturas produtivas em ambientes frequentemente adversos.

O empreendedor não atua fora da história. Ele está profundamente inserido em seu tempo.

O empreendedor como agente da história

Precisa lidar com crises econômicas, instabilidade monetária, mudanças políticas, guerras, greves, limitações tecnológicas, dificuldades de infraestrutura, incompreensões sociais e, muitas vezes, com os próprios erros.

Por isso, estudar o empreendedorismo significa também estudar o Brasil.

Cada empresa criada carrega algo de sua época. Cada inovação responde a uma necessidade concreta. Cada organização que permanece por décadas revela um conjunto de decisões, valores, renúncias, conflitos e aprendizados que ultrapassa a figura de seu fundador.

Em “Os Empreendedores que Mudaram o Brasil – Volume 3”, o empreendedor é apresentado como agente histórico: alguém que interfere na realidade por meio de suas escolhas, de sua capacidade de organizar recursos e de sua disposição para transformar ideias em realizações concretas.



Uma coleção sobre trabalho, vocação e legado

A chegada ao terceiro volume representa a consolidação de uma coleção voltada à preservação da memória empresarial brasileira.

O primeiro volume apresentou trajetórias de empreendedores de diferentes períodos e setores da economia, valorizando suas virtudes, descobertas, reinvenções e contribuições para o desenvolvimento nacional.

O segundo volume ampliou esse percurso ao investigar outros nomes que construíram organizações relevantes, transformaram a vida econômica de suas regiões e deixaram legados que ultrapassaram os limites de seus próprios negócios.

O Volume 3 prossegue nessa mesma direção, aprofundando a compreensão do fenômeno empreendedor no Brasil.

Não se trata de transformar empresários em personagens perfeitos nem de ignorar contradições, fracassos ou decisões controversas. O propósito é compreender a experiência humana em sua realidade, reconhecendo que toda trajetória empresarial é formada por acertos e erros, avanços e recuos, coragem e incerteza.

Empreender não significa conhecer previamente todas as respostas. Em muitos casos, significa avançar sem garantias, aprender durante o percurso e encontrar forças para recomeçar quando os planos originais deixam de funcionar.

É justamente essa dimensão humana que torna essas histórias relevantes.



O verdadeiro significado de construir

Uma empresa pode ser medida por seu faturamento, por seus ativos, por sua participação de mercado ou pela quantidade de pessoas que emprega. Entretanto, nenhuma dessas medidas, isoladamente, consegue explicar plenamente o significado de uma trajetória empreendedora.

O verdadeiro legado de um empreendedor também está nas oportunidades que criou, nos profissionais que formou, nas tecnologias que introduziu, nas regiões que ajudou a desenvolver e nas instituições que permaneceram depois de sua ausência.

Alguns empreendedores criaram produtos que entraram no cotidiano dos brasileiros. Outros ajudaram a desenvolver setores inteiros da economia. Houve aqueles que transformaram cidades, incentivaram a cultura, investiram em educação ou criaram modelos de gestão que continuaram influenciando gerações posteriores. (Rafael José Pôncio)

Por trás de cada realização existe uma combinação particular de trabalho, visão, disciplina, prudência, coragem e capacidade de adaptação.

Essas virtudes não eliminam os riscos nem impedem os fracassos. Elas ajudam, porém, a compreender por que algumas pessoas conseguiram continuar quando as circunstâncias recomendavam desistir.



Uma leitura acessível sobre a história empresarial brasileira

A coleção foi concebida para alcançar leitores interessados em empreendedorismo, administração, economia, liderança e história do Brasil, sem exigir conhecimento técnico ou formação acadêmica específica.

A proposta é apresentar as trajetórias de maneira clara, contextualizada e acessível, permitindo que estudantes, professores, empresários, executivos e leitores em geral conheçam personagens que participaram ativamente da formação econômica do país.

a história empresarial brasileira

O livro não pretende oferecer fórmulas prontas de sucesso.

Trajetórias empresariais não podem ser simplesmente copiadas, porque cada empreendedor viveu em uma época, enfrentou circunstâncias próprias e tomou decisões dentro de uma realidade que jamais se repetirá exatamente. (Rafael José Pôncio)

Essas histórias, contudo, podem ser estudadas.

Elas nos ajudam a compreender como pessoas reais reagiram às dificuldades, reconheceram oportunidades, organizaram empresas, enfrentaram crises e procuraram construir algo capaz de permanecer além de suas próprias vidas.

O valor dessas biografias está menos na possibilidade de imitação e mais na oportunidade de reflexão.



O Brasil também foi construído por quem empreendeu

Reconhecer a contribuição dos empreendedores não significa ignorar o papel do trabalho coletivo, das instituições, dos colaboradores, dos consumidores ou das condições históricas.

Nenhuma empresa é construída por uma única pessoa.

Entretanto, também não é possível compreender o desenvolvimento econômico brasileiro sem estudar aqueles que assumiram a responsabilidade inicial de imaginar, organizar e colocar em movimento novos empreendimentos.

Foram pessoas que reuniram recursos, contrataram trabalhadores, enfrentaram ambientes incertos e procuraram atender necessidades que ainda não estavam plenamente organizadas pelo mercado.

Alguns começaram com pouco capital. Outros sucederam negócios e precisaram transformá-los. Muitos enfrentaram falências, disputas, mudanças tecnológicas e momentos em que a continuidade parecia improvável.

No volume 3 desta obra, foram apresentados os seguintes empreendedores: Werner Ricardo Voigt; José Salim Mattar Junior; Romero Venâncio Rodrigues Filho; Rodolfo Crespi; Ricardo Coimbra de Almeida Brennand; Marcelo Henrique Ribeiro Alecrim; Manoel Gonçalves de Souza Moreira; Johann Heinrich Christian Karsten; Antônio Luiz da Cunha Seabra; e Adolpho Selmi.

O que essas trajetórias possuem em comum não é um caminho linear de prosperidade, mas a disposição para construir em meio à incerteza.



Sobre o Volume 3

Publicado em 2026 pela Lura Editorial, “Os Empreendedores que Mudaram o Brasil – Volume 3” possui 224 páginas e integra uma coleção dedicada à memória do empreendedorismo e do desenvolvimento econômico brasileiro.

A obra recebeu o ISBN 978-65-5478-279-1 e está disponível para aquisição na Livraria da Lura na versão em português.

Existe também a versão em inglês disponível na Amazon disponível aqui.

Com este novo volume, Rafael José Pôncio reafirma o propósito de aproximar a história empresarial do público, demonstrando que a compreensão do Brasil também passa pelo estudo das pessoas que criaram organizações, promoveram inovações e deixaram contribuições duradouras para a sociedade.



Sobre o autor

Rafael José Pôncio é economista, administrador, contabilista, escritor, professor de Administração e pesquisador da história do empreendedorismo brasileiro.

Sua produção intelectual procura aproximar as ciências da administração da experiência concreta dos negócios, investigando decisões, estratégias, virtudes e valores que ajudaram a formar o ambiente empresarial brasileiro.

Também atua em advisory para empresas familiares e estruturas patrimoniais, com ênfase em governança, sucessão, organização decisória e continuidade empresarial.

Sua vivência no mercado financeiro e na administração de ativos patrimoniais complementa a pesquisa histórica, permitindo uma análise que reúne teoria, experiência prática e visão de longo prazo.



Um convite à leitura

O terceiro volume de “Os Empreendedores que Mudaram o Brasil” é um convite para olhar a história nacional a partir de outra perspectiva.

É uma oportunidade de conhecer pessoas que, em diferentes épocas e circunstâncias, decidiram construir, inovar, empregar, produzir e permanecer.

Suas trajetórias mostram que o empreendedorismo não deve ser compreendido apenas como busca de resultados financeiros. Em sua expressão mais elevada, ele representa a capacidade humana de identificar necessidades, mobilizar recursos e criar instituições que sirvam à sociedade.

Ao preservar essas histórias, preservamos também parte importante da memória do Brasil.

Conheça “Os Empreendedores que Mudaram o Brasil – Volume 3” na Livraria da Lura.

Desejamos uma boa leitura.
Lura Editorial


Artigo cedido pela Lura Editorial para publicação no site Rafael José Pôncio. Reprodução permitida, desde que mencionados a autoria e o link da publicação original.

terça-feira, 7 de julho de 2026

Edson de Godoy Bueno: O humilde líder da saúde no Brasil

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Edson de Godoy Bueno transformou a saúde no Brasil com visão empreendedora, gestão inovadora e compromisso com a qualidade de atendimento.

Capítulo do livro “Os Empreendedores que Mudaram o Brasil”... sobre Edson de Godoy Bueno

Se há uma história que define com precisão a essência do empreendedor brasileiro – resiliente, ousado, visionário e humano – é a de Edson de Godoy Bueno. Nascido em 1943, na pequena cidade de Guarantã, interior de São Paulo, Edson superou a pobreza, o abandono e a perda familiar precoce para se tornar o maior empresário da área de saúde suplementar no Brasil.

Filho de uma costureira e de pai ausente, foi criado com dificuldades pela avó. Aos 13 anos, lavava pratos num restaurante para sobreviver. Desde cedo, aprendeu que o trabalho era o único caminho seguro para a dignidade. Mas foi com o estudo que Edson começou a traçar seu destino: apaixonou-se pela medicina e, com enorme esforço, ingressou na Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ).

O médico que virou empresário

Edson se formou médico, mas sua inquietude e visão empreendedora o levaram além dos consultórios. Percebeu, ainda jovem, que o sistema de saúde no Brasil precisava de gestão eficiente, organização e ética. Foi essa percepção que o levou, na década de 1970, a assumir um pequeno hospital em Duque de Caxias (RJ), onde iniciou sua revolução silenciosa: transformar a saúde privada no Brasil.

Em 1978, fundou com sua primeira esposa, a também médica Dulce Pugliese de Godoy Bueno, a Amil Assistência Médica Internacional, uma operadora de planos de saúde que, ao longo das décadas, se tornaria a maior do país.

Virtudes e características empreendedoras

Edson foi, antes de tudo, um líder transformador. Sua capacidade de unir visão estratégica com sensibilidade humana o destacou em todos os círculos onde atuou.

Entre suas principais virtudes, podemos destacar:

  • Resiliência: superou as dificuldades de uma infância pobre e traumática, canalizando a dor em energia para vencer.

  • Visão de futuro: percebeu, antes dos concorrentes, a necessidade de integrar tecnologia, atendimento humanizado e escala na saúde.

  • Disciplina e foco: foi um gestor rigoroso, obcecado por resultados, sem nunca perder o senso ético.

  • Humildade e simplicidade: mesmo bilionário, era conhecido por sua discrição, fala direta e proximidade com os colaboradores.

  • Coragem para inovar: investiu em tecnologia hospitalar, redes integradas de atendimento e aquisição de operadoras regionais, criando uma gigante do setor.
    Revista Isto é Dinheiro capa Edson de Godoy Bueno

"Da simplicidade das origens ao topo da saúde empresarial no Brasil, Edson de Godoy Bueno provou que a verdadeira liderança se constrói com humildade, visão e compromisso inabalável com o cuidado às pessoas." – Rafael José Pôncio

Uma trajetória de conquistas

A Amil cresceu de forma impressionante nas décadas de 1980 e 1990, ampliando sua rede, verticalizando a operação e adquirindo diversas empresas. Em 2012, Edson vendeu o controle da Amil para o grupo americano UnitedHealth, por cerca de R$ 10 bilhões, mas permaneceu como presidente do conselho até 2014 e, depois, ainda atuou como consultor.

Mesmo após a venda, nunca deixou de empreender. Investiu em startups de saúde, na área de educação médica e em iniciativas sociais.

Legado e lições

Edson de Godoy Bueno faleceu em 2017, aos 73 anos, vítima de infarto fulminante. Sua morte foi sentida em todo o setor de saúde e no empresariado brasileiro. Mais do que um empresário de sucesso, Edson deixou um legado de gestão, humanidade e ética.

Seu exemplo nos ensina que:

  • A origem nunca limita o destino de quem sonha com coragem.

  • A saúde, quando gerida com profissionalismo e respeito, pode transformar milhões de vidas.

  • O verdadeiro empreendedor não constrói apenas empresas – constrói soluções duradouras para problemas reais da sociedade.

Curiosidades

  • Foi o primeiro médico bilionário do Brasil.

  • Ao longo da vida, doou milhões a projetos de educação e saúde pública.

  • Era fascinado por inovação e tecnologia, sendo um dos primeiros no Brasil a apostar em prontuários eletrônicos e telessaúde.


Conclusão

Edson de Godoy Bueno foi um símbolo de que o Brasil também é capaz de formar titãs da saúde, não só nas universidades, mas também nos corredores da vida. Sua história é um simbolo que emana o poder da transformação pessoal através da coragem, do trabalho e do amor ao próximo.


“Edson de Godoy Bueno cuidou de vidas com a mesma paixão com que construiu seu sonho — um gigante da saúde nascido do esforço de um menino do interior.”


Uma vida dedicada a salvar outras

A história de Edson de Godoy Bueno, o médico que construiu um império na saúde com ética, coragem e visão, está registrada no livro Os Empreendedores que Mudaram o Brasil – Volume 1, publicado pela Editora Haikai e escrito pelo autor Rafael José Pôncio.

📘 Uma leitura emocionante e real que revela como um menino simples do interior se tornou referência nacional em gestão e cuidado com a vida.

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terça-feira, 2 de junho de 2026

terça-feira, 5 de maio de 2026

Jesus Norberto Gomes: O guaraná que deu sabor ao Maranhão

Jesus Norberto Gomes: O guaraná que deu sabor ao Maranhão

Jesus Norberto Gomes foi o farmacêutico que criou o Guaraná Jesus, símbolo cultural do Maranhão e sucesso de inovação brasileira.

Introdução

Muito antes das estratégias de marketing modernas, um homem simples do Maranhão revolucionou o mercado de bebidas com criatividade, ciência e paixão. Jesus Norberto Gomes, farmacêutico e inventor, criou em 1927 o famoso Guaraná Jesus, um refrigerante que se tornaria não apenas símbolo local, mas também patrimônio afetivo e cultural do povo maranhense.


O nascimento de uma fórmula icônica

Jesus Norberto Gomes era um farmacêutico autodidata, dedicado ao estudo das ervas e extratos naturais. Trabalhando em sua farmácia em São Luís do Maranhão, formulou inicialmente um remédio à base de guaraná.

O sabor adocicado e aroma envolvente da fórmula agradaram tanto que rapidamente passou a ser consumida como bebida refrescante. Assim nasceu o Guaraná Jesus — de forma espontânea, criativa e inovadora.


Empreendedorismo com alma e identidade local

Mais que uma bebida, o Guaraná Jesus se tornou um símbolo regional. Com sua coloração rosada e sabor inconfundível, a marca conquistou o povo do Maranhão e passou a ser um produto de orgulho identitário.

Jesus Gomes se destacou como empreendedor não apenas por criar um produto novo, mas por valorizar a cultura e os ingredientes locais, transformando um experimento artesanal em uma marca lendária.

Guarana Jesus


Virtudes e características empreendedoras de Jesus Norberto Gomes

✅ Criatividade aplicada à ciência – Uniu conhecimentos farmacêuticos e sensoriais para criar um produto inovador.

✅ Espírito regionalista com visão de mercado – Soube valorizar o sabor da terra e transformar isso em identidade de marca.

✅ Persistência artesanal – A fórmula passou por testes e ajustes até atingir o padrão que encantava paladares.

✅ Humildade e legado popular – Nunca buscou fama nacional, mas sua criação extrapolou fronteiras e virou referência.

✅ Pioneirismo na diferenciação – Em uma época sem propaganda moderna, criou um produto com identidade visual, aroma e cor únicos.

Com sabor único e alma criativa, Jesus Norberto Gomes transformou uma fórmula em legado.


Legado eterno no Maranhão e além

Décadas após sua criação, o Guaraná Jesus permanece vivo — agora sob a administração da Coca-Cola Company, mas com o compromisso de manter a fórmula e essência originais.

Mesmo com a aquisição por um conglomerado empresarial gigante global, o produto continua sendo produzido exclusivamente no Maranhão, onde é mais vendido que qualquer outro refrigerante, inclusive a própria Coca-Cola.

Jesus Norberto Gomes se foi, mas sua fórmula, sua visão e seu nome estampado em cada rótulo continuam a refrescar memórias e unir gerações.


Lições de Jesus Norberto Gomes para os empreendedores de hoje

📌 Valorize a cultura e a identidade local: é possível transformar raízes em negócios.

📌 A simplicidade aliada à ciência pode criar produtos duradouros.

📌 Inovar não é só criar algo novo, mas algo único.

📌 Marcas autênticas nascem da verdade e do afeto com seu público.

📌 Um legado pode ser construído com humildade e excelência.


Curiosidades

  • O Guaraná Jesus tem coloração rosa, sabor de cravo, canela e baunilha — fórmula original permanece guardada.

  • É considerado “a bebida dos maranhenses” e tema de campanhas publicitárias nacionais.

  • Ainda hoje, muitos chamam o refrigerante carinhosamente de “o guaraná do Maranhão”.

  • A marca é reconhecida por preservar a história do fundador mesmo após a venda à Coca-Cola.


Conclusão

Jesus Norberto Gomes não inventou apenas uma bebida — ele deu sabor à cultura de um povo. Sua história inspira qualquer empreendedor que busca inovar com propósito, respeito à identidade e amor pelo que faz. Seu nome está eternizado em cada lata, cada gole e cada memória feliz que o Guaraná Jesus proporciona.



Inspire-se com uma história real que emociona e ensina.

A trajetória de Jesus Norberto Gomes, o homem simples que criou o Guaraná Jesus e marcou a identidade de um povo, está registrada com sensibilidade no livro Os Empreendedores que Mudaram o Brasil – Volume 2.

Publicado pela Editora Labrador e escrito pelo autor Rafael José Pôncio, o livro reúne histórias que tocam a alma e provam que o verdadeiro sucesso nasce do amor pelo que se faz.

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