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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Antônio Seabra — O fundador da Natura e a beleza consciente

Antônio Seabra — O fundador da Natura e a beleza consciente

Conheça a trajetória de Antônio Luiz da Cunha Seabra, fundador da Natura, e os princípios que fizeram da beleza, das relações humanas e da sustentabilidade os fundamentos de uma das empresas mais reconhecidas do Brasil.



Antônio Luiz da Cunha Seabra — O empreendedor que transformou a beleza em relação, consciência e valor

Poucos empreendedores brasileiros contribuíram tanto para modificar a maneira como uma empresa compreende a beleza, seus consumidores e sua responsabilidade perante a sociedade quanto Antônio Luiz da Cunha Seabra, fundador da Natura.

Mais do que criar uma indústria de cosméticos, Seabra ajudou a desenvolver uma linguagem empresarial baseada nas relações humanas, na autoestima e na integração entre pessoas, negócios e natureza. Em sua visão, um cosmético não deveria ser apenas um produto destinado à aparência, mas também um instrumento de cuidado, autopercepção e bem-estar.

Essa compreensão diferenciada da beleza tornou-se uma das bases da identidade da Natura e ajudou a transformar uma pequena empresa brasileira em uma das organizações mais reconhecidas do setor de cosméticos e cuidados pessoais na América Latina.



O encontro com o mundo da beleza

Nascido em São Paulo, em 1942, Antônio Luiz da Cunha Seabra começou a trabalhar ainda jovem. Antes de ingressar definitivamente no setor de cosméticos, passou por funções administrativas e gerenciais que lhe proporcionaram contato com custos, organização empresarial e gestão de pessoas.

Seu encontro decisivo com o universo da beleza ocorreu ao trabalhar em um pequeno laboratório de cosméticos. Naquele ambiente, percebeu que cremes, fragrâncias e produtos de cuidado pessoal poderiam exercer uma função muito mais profunda do que simplesmente modificar a aparência.

Luiz Seabra compreendeu que o ato de cuidar do corpo também poderia fortalecer a autoestima e ampliar a percepção que uma pessoa possuía de si mesma.

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Foi a partir dessa convicção que, aos 27 anos, fundou a Natura, em 1969. No ano seguinte, abriu uma pequena loja na Rua Oscar Freire, em São Paulo, onde não se limitava a vender produtos: atendia, conversava, escutava e orientava pessoalmente seus clientes.

Esse relacionamento próximo ajudou a formar uma das características mais marcantes da empresa: a compreensão de que a beleza nasce do encontro entre produto, experiência e relação humana.



Da pequena loja à venda direta

Nos primeiros anos, Seabra observou que o crescimento da empresa dependeria não apenas da qualidade dos cosméticos, mas da capacidade de estabelecer vínculos de confiança com os consumidores.

Em 1974, a Natura adotou a venda direta como seu principal modelo comercial. A loja física foi encerrada e a empresa passou a contar com uma rede de consultoras responsáveis por apresentar os produtos e orientar os consumidores.

Essa escolha foi decisiva.

As consultoras não atuavam apenas como vendedoras. Tornaram-se representantes de uma maneira própria de compreender a beleza e o cuidado pessoal. O relacionamento direto permitiu que a Natura se aproximasse de diferentes regiões, classes sociais e perfis de consumidores, ao mesmo tempo que criava oportunidades de geração de renda.

Seabra percebeu que uma empresa poderia crescer por meio das relações, sem transformar o consumidor em apenas um número ou uma transação.



Uma nova linguagem para a beleza

Durante grande parte do século XX, a indústria da beleza utilizava uma comunicação baseada na correção de supostos defeitos, no combate ao envelhecimento e na busca por padrões estéticos idealizados.

Seabra questionou esse modelo.

Em lugar de apresentar a beleza como uma obrigação ou uma tentativa de esconder imperfeições, a Natura passou a relacioná-la ao autoconhecimento, à autoestima e à valorização das diferentes fases da vida.

Essa visão esteve presente em conceitos empresariais como o “Bem Estar Bem”: o bem-estar como uma relação harmoniosa da pessoa consigo mesma, e o estar bem como a qualidade de suas relações com o outro, com a natureza e com o mundo ao seu redor.

Não se tratava somente de uma frase institucional. Era uma definição de como a empresa desejava criar produtos, atender consumidores, desenvolver pessoas e participar da sociedade.



As virtudes empreendedoras de Antônio Luiz da Cunha Seabra


1. Capacidade de escutar

Seabra construiu sua visão empresarial a partir do contato direto com as pessoas. Antes de estruturar uma grande organização, dedicou-se a compreender necessidades, sentimentos e expectativas de seus clientes.

Essa disposição para escutar permitiu que identificasse dimensões do consumo que não apareciam nos relatórios financeiros: insegurança, autoestima, identidade, afeto e necessidade de cuidado.

Para o empreendedor, a escuta verdadeira é também uma forma de inteligência de mercado.

2. Propósito incorporado ao negócio

Na trajetória de Seabra, o propósito não aparece como uma campanha criada depois que a empresa se tornou grande. Ele estava presente na própria origem do empreendimento.

A proposta da Natura era produzir e comercializar cosméticos, mas também promover relações mais respeitosas entre as pessoas e uma compreensão menos artificial da beleza.

O resultado econômico continuava sendo indispensável, porém deveria caminhar ao lado da criação de valor para consumidores, colaboradores, consultoras, fornecedores e comunidades.

3. Inovação vinculada à responsabilidade

A história da Natura apresenta diferentes exemplos de inovação ambiental e social. Em 1983, a empresa iniciou de maneira pioneira no setor brasileiro a comercialização de refis para produtos cosméticos, reduzindo a necessidade de novas embalagens.

Em 2000, lançou a linha Ekos, desenvolvida a partir do relacionamento com comunidades amazônicas e da utilização de ativos da biodiversidade brasileira.

Essas iniciativas ajudaram a mostrar que responsabilidade ambiental e inovação comercial não precisam ocupar lados opostos. Quando incorporadas ao modelo de negócio, podem fortalecer produtos, marcas e cadeias produtivas.

4. Valorização da identidade brasileira

Seabra também contribuiu para que a Natura construísse uma identidade ligada ao Brasil.

Em vez de simplesmente reproduzir padrões internacionais, a empresa passou a explorar fragrâncias, ingredientes, conhecimentos e referências associados à biodiversidade e à cultura brasileira.

Essa orientação demonstrou que uma empresa nacional poderia disputar mercados sofisticados sem abandonar sua origem. Ao contrário: sua identidade poderia tornar-se uma vantagem competitiva.

5. Liderança reflexiva e humanista

A liderança de Seabra sempre esteve associada à reflexão sobre ética, relações humanas e sentido.

Sua visão de mundo ultrapassava os limites tradicionais da administração. Para ele, a empresa era um organismo formado por relações e, por isso, deveria contribuir para o aperfeiçoamento das pessoas e da sociedade.

Essa dimensão humanista não eliminava a necessidade de eficiência, disciplina e resultados. Ela ampliava a responsabilidade do empreendedor sobre as consequências de suas decisões.



Crescimento, expansão e complexidade

Ao longo das décadas, a Natura ampliou sua presença internacional, inaugurou operações em outros países e abriu seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo, em 2004.

Em 2007, iniciou seu programa de carbono neutro. Em 2014, tornou-se a primeira companhia de capital aberto do mundo a conquistar a certificação de Empresa B, reconhecimento destinado a organizações que procuram equilibrar resultados econômicos com impactos sociais e ambientais positivos.

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Posteriormente, a formação da Natura &Co envolveu aquisições como Aesop, The Body Shop e Avon. Esse processo ampliou significativamente a presença internacional do grupo, mas também trouxe novos desafios operacionais e financeiros.

Aesop e The Body Shop foram vendidas em 2023, durante um processo de simplificação da estrutura empresarial. Em 2025, a Natura &Co Holding foi incorporada pela Natura Cosméticos, marcando uma nova etapa de reorganização e concentração dos negócios na América Latina.

Esses acontecimentos demonstram que a trajetória de uma grande empresa não é formada apenas por expansão contínua. Ela também exige capacidade de rever decisões, reorganizar estruturas e preservar aquilo que é essencial.



A preservação do legado

Em abril de 2026, Antônio Luiz da Cunha Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos deixaram o Conselho de Administração da Natura e passaram a integrar o novo Conselho Consultivo da companhia.

O órgão foi criado para preservar os valores, a cultura, o propósito e a forma de fazer negócios desenvolvida pelos fundadores. Seabra também permanece ligado a discussões estratégicas relacionadas à sustentabilidade, aos produtos e ao fortalecimento das marcas.

Essa transição representa uma etapa importante na vida de qualquer organização: a passagem da liderança dos fundadores para novas gerações de administradores, sem que a empresa perca sua identidade original.

Construir uma companhia é uma realização. Prepará-la para continuar existindo além de seus fundadores é outra dimensão do empreendedorismo.



Um legado que ultrapassa os cosméticos

O legado de Antônio Luiz da Cunha Seabra não pode ser medido somente pelo crescimento da Natura, pelo número de produtos vendidos ou pela expansão de sua rede de consultoras.

Sua contribuição também está na mudança de linguagem que promoveu no mercado brasileiro.

Seabra mostrou que a beleza poderia ser apresentada sem diminuir o consumidor; que a natureza poderia ser parte da inovação empresarial; que relações humanas poderiam sustentar um grande modelo comercial; e que uma empresa poderia buscar resultados sem abandonar a reflexão sobre seus impactos.

Naturalmente, a história da Natura também foi construída por seus demais sócios, administradores, colaboradores, consultoras, pesquisadores, fornecedores e comunidades parceiras. Entretanto, foi a visão inicial de Seabra que forneceu à organização uma parte essencial de sua identidade.

Sua trajetória demonstra que empresas duradouras não são construídas apenas com produtos e capital. Elas também dependem de convicções, cultura e sentido.



Antônio Luiz da Cunha Seabra no Volume 3

A trajetória de Antônio Luiz da Cunha Seabra integra o Volume 3 da série “Os Empreendedores Que Mudaram o Brasil”, escrita por Rafael José Pôncio, economista, administrador e historiador do empreendedorismo nacional.

A obra apresenta empreendedores que participaram da formação econômica e empresarial brasileira, examinando não apenas os negócios que construíram, mas também as virtudes, decisões e princípios que marcaram suas trajetórias.

A história de Seabra oferece uma reflexão especialmente relevante para quem acredita que uma empresa pode crescer sem perder sua identidade e que o empreendedorismo também pode ser um instrumento de transformação humana, social e ambiental.

Antônio Luiz da Cunha Seabra — o empreendedor que fez da beleza uma forma de relação, da natureza uma fonte de inovação e da consciência um princípio empresarial.

Conheça o Volume 3 de “Os Empreendedores Que Mudaram o Brasil” e descubra como Antônio Luiz da Cunha Seabra ajudou a transformar o mercado de cosméticos e o pensamento empresarial brasileiro.



domingo, 19 de julho de 2026

Rafael José Pôncio lança o Volume 3 de “Os Empreendedores que Mudaram o Brasil”

Por Lura Editorial

Rafael José Pôncio lança o Volume 3 de Os Empreendedores que Mudaram o Brasil, obra sobre história empresarial, legado e desenvolvimento econômico.


Nova obra amplia a pesquisa sobre pessoas que, por meio do trabalho, da inovação e da perseverança, participaram da construção econômica e social do país.

A história do Brasil não foi construída apenas por decisões políticas, acontecimentos militares ou transformações institucionais. Ao lado desses movimentos, existiram pessoas que abriram empresas, criaram produtos, introduziram tecnologias, formaram equipes, atravessaram crises e transformaram pequenas iniciativas em organizações capazes de influenciar cidades, regiões e gerações inteiras.

É nesse campo de investigação que se insere o lançamento do terceiro volume da coleção “Os Empreendedores que Mudaram o Brasil”, de Rafael José Pôncio.

A nova obra dá continuidade a uma pesquisa dedicada à história do empreendedorismo brasileiro, procurando compreender não somente o crescimento patrimonial de seus personagens, mas também as circunstâncias humanas, econômicas e sociais que envolveram suas trajetórias.

Mais do que apresentar empresas, números ou balanços, o livro volta sua atenção para as pessoas que estiveram por trás das fábricas, marcas, serviços, instituições culturais e inovações que ajudaram a formar o Brasil contemporâneo.



O empreendedor como agente da história

Durante muito tempo, parte da história empresarial brasileira foi tratada de maneira secundária. Conhecemos acontecimentos políticos, governantes, conflitos e grandes transformações sociais, mas nem sempre estudamos com a mesma profundidade aqueles que organizaram capital, assumiram riscos e criaram estruturas produtivas em ambientes frequentemente adversos.

O empreendedor não atua fora da história. Ele está profundamente inserido em seu tempo.

O empreendedor como agente da história

Precisa lidar com crises econômicas, instabilidade monetária, mudanças políticas, guerras, greves, limitações tecnológicas, dificuldades de infraestrutura, incompreensões sociais e, muitas vezes, com os próprios erros.

Por isso, estudar o empreendedorismo significa também estudar o Brasil.

Cada empresa criada carrega algo de sua época. Cada inovação responde a uma necessidade concreta. Cada organização que permanece por décadas revela um conjunto de decisões, valores, renúncias, conflitos e aprendizados que ultrapassa a figura de seu fundador.

Em “Os Empreendedores que Mudaram o Brasil – Volume 3”, o empreendedor é apresentado como agente histórico: alguém que interfere na realidade por meio de suas escolhas, de sua capacidade de organizar recursos e de sua disposição para transformar ideias em realizações concretas.



Uma coleção sobre trabalho, vocação e legado

A chegada ao terceiro volume representa a consolidação de uma coleção voltada à preservação da memória empresarial brasileira.

O primeiro volume apresentou trajetórias de empreendedores de diferentes períodos e setores da economia, valorizando suas virtudes, descobertas, reinvenções e contribuições para o desenvolvimento nacional.

O segundo volume ampliou esse percurso ao investigar outros nomes que construíram organizações relevantes, transformaram a vida econômica de suas regiões e deixaram legados que ultrapassaram os limites de seus próprios negócios.

O Volume 3 prossegue nessa mesma direção, aprofundando a compreensão do fenômeno empreendedor no Brasil.

Não se trata de transformar empresários em personagens perfeitos nem de ignorar contradições, fracassos ou decisões controversas. O propósito é compreender a experiência humana em sua realidade, reconhecendo que toda trajetória empresarial é formada por acertos e erros, avanços e recuos, coragem e incerteza.

Empreender não significa conhecer previamente todas as respostas. Em muitos casos, significa avançar sem garantias, aprender durante o percurso e encontrar forças para recomeçar quando os planos originais deixam de funcionar.

É justamente essa dimensão humana que torna essas histórias relevantes.



O verdadeiro significado de construir

Uma empresa pode ser medida por seu faturamento, por seus ativos, por sua participação de mercado ou pela quantidade de pessoas que emprega. Entretanto, nenhuma dessas medidas, isoladamente, consegue explicar plenamente o significado de uma trajetória empreendedora.

O verdadeiro legado de um empreendedor também está nas oportunidades que criou, nos profissionais que formou, nas tecnologias que introduziu, nas regiões que ajudou a desenvolver e nas instituições que permaneceram depois de sua ausência.

Alguns empreendedores criaram produtos que entraram no cotidiano dos brasileiros. Outros ajudaram a desenvolver setores inteiros da economia. Houve aqueles que transformaram cidades, incentivaram a cultura, investiram em educação ou criaram modelos de gestão que continuaram influenciando gerações posteriores. (Rafael José Pôncio)

Por trás de cada realização existe uma combinação particular de trabalho, visão, disciplina, prudência, coragem e capacidade de adaptação.

Essas virtudes não eliminam os riscos nem impedem os fracassos. Elas ajudam, porém, a compreender por que algumas pessoas conseguiram continuar quando as circunstâncias recomendavam desistir.



Uma leitura acessível sobre a história empresarial brasileira

A coleção foi concebida para alcançar leitores interessados em empreendedorismo, administração, economia, liderança e história do Brasil, sem exigir conhecimento técnico ou formação acadêmica específica.

A proposta é apresentar as trajetórias de maneira clara, contextualizada e acessível, permitindo que estudantes, professores, empresários, executivos e leitores em geral conheçam personagens que participaram ativamente da formação econômica do país.

a história empresarial brasileira

O livro não pretende oferecer fórmulas prontas de sucesso.

Trajetórias empresariais não podem ser simplesmente copiadas, porque cada empreendedor viveu em uma época, enfrentou circunstâncias próprias e tomou decisões dentro de uma realidade que jamais se repetirá exatamente. (Rafael José Pôncio)

Essas histórias, contudo, podem ser estudadas.

Elas nos ajudam a compreender como pessoas reais reagiram às dificuldades, reconheceram oportunidades, organizaram empresas, enfrentaram crises e procuraram construir algo capaz de permanecer além de suas próprias vidas.

O valor dessas biografias está menos na possibilidade de imitação e mais na oportunidade de reflexão.



O Brasil também foi construído por quem empreendeu

Reconhecer a contribuição dos empreendedores não significa ignorar o papel do trabalho coletivo, das instituições, dos colaboradores, dos consumidores ou das condições históricas.

Nenhuma empresa é construída por uma única pessoa.

Entretanto, também não é possível compreender o desenvolvimento econômico brasileiro sem estudar aqueles que assumiram a responsabilidade inicial de imaginar, organizar e colocar em movimento novos empreendimentos.

Foram pessoas que reuniram recursos, contrataram trabalhadores, enfrentaram ambientes incertos e procuraram atender necessidades que ainda não estavam plenamente organizadas pelo mercado.

Alguns começaram com pouco capital. Outros sucederam negócios e precisaram transformá-los. Muitos enfrentaram falências, disputas, mudanças tecnológicas e momentos em que a continuidade parecia improvável.

No volume 3 desta obra, foram apresentados os seguintes empreendedores: Werner Ricardo Voigt; José Salim Mattar Junior; Romero Venâncio Rodrigues Filho; Rodolfo Crespi; Ricardo Coimbra de Almeida Brennand; Marcelo Henrique Ribeiro Alecrim; Manoel Gonçalves de Souza Moreira; Johann Heinrich Christian Karsten; Antônio Luiz da Cunha Seabra; e Adolpho Selmi.

O que essas trajetórias possuem em comum não é um caminho linear de prosperidade, mas a disposição para construir em meio à incerteza.



Sobre o Volume 3

Publicado em 2026 pela Lura Editorial, “Os Empreendedores que Mudaram o Brasil – Volume 3” possui 224 páginas e integra uma coleção dedicada à memória do empreendedorismo e do desenvolvimento econômico brasileiro.

A obra recebeu o ISBN 978-65-5478-279-1 e está disponível para aquisição na Livraria da Lura na versão em português.

Existe também a versão em inglês disponível na Amazon disponível aqui.

Com este novo volume, Rafael José Pôncio reafirma o propósito de aproximar a história empresarial do público, demonstrando que a compreensão do Brasil também passa pelo estudo das pessoas que criaram organizações, promoveram inovações e deixaram contribuições duradouras para a sociedade.



Sobre o autor

Rafael José Pôncio é economista, administrador, contabilista, escritor, professor de Administração e pesquisador da história do empreendedorismo brasileiro.

Sua produção intelectual procura aproximar as ciências da administração da experiência concreta dos negócios, investigando decisões, estratégias, virtudes e valores que ajudaram a formar o ambiente empresarial brasileiro.

Também atua em advisory para empresas familiares e estruturas patrimoniais, com ênfase em governança, sucessão, organização decisória e continuidade empresarial.

Sua vivência no mercado financeiro e na administração de ativos patrimoniais complementa a pesquisa histórica, permitindo uma análise que reúne teoria, experiência prática e visão de longo prazo.



Um convite à leitura

O terceiro volume de “Os Empreendedores que Mudaram o Brasil” é um convite para olhar a história nacional a partir de outra perspectiva.

É uma oportunidade de conhecer pessoas que, em diferentes épocas e circunstâncias, decidiram construir, inovar, empregar, produzir e permanecer.

Suas trajetórias mostram que o empreendedorismo não deve ser compreendido apenas como busca de resultados financeiros. Em sua expressão mais elevada, ele representa a capacidade humana de identificar necessidades, mobilizar recursos e criar instituições que sirvam à sociedade.

Ao preservar essas histórias, preservamos também parte importante da memória do Brasil.

Conheça “Os Empreendedores que Mudaram o Brasil – Volume 3” na Livraria da Lura.

Desejamos uma boa leitura.
Lura Editorial


Artigo cedido pela Lura Editorial para publicação no site Rafael José Pôncio. Reprodução permitida, desde que mencionados a autoria e o link da publicação original.

terça-feira, 10 de junho de 2025

Rafael José Pôncio lança seu segundo livro: Os Empreendedores Que Mudaram o Brasil, volume II

Empreender é uma tarefa humana. Desde os primórdios da humanidade nossa espécie tem desenvolvido a capacidade de transformar o seu entorno para adaptar-se à realidade da natureza. Se hoje ligamos essa palavra diretamente ao mundo do trabalho, o conceito amplia-se e podemos perceber o empreendedorismo como um aspecto natural do ser humano.


No mundo moderno o empreendedorismo tornou-se a roda que faz a sociedade girar, uma vez que foi responsável por inovações e novas maneiras de criar produtos e serviços. Os empreendedores, porém, nem sempre são vistos deste modo. Em verdade, o senso comum observa esses homens e mulheres inovadores quase como aproveitadores, usurpadores da força de trabalho dos seus colaboradores e que obtêm apenas as benesses dos seus negócios. Assim, a pecha empregada pelo imaginário coletivo coloca o empreendedor em um local de desprezo e muitas vezes rechaço pela opinião pública comum.


Estereótipos do mais variados não faltam ao empreendedor, o que nubla a visão de grande parte das pessoas acerca do empreendedorismo e de quem se arrisca nas turbulentas águas que agitam o mundo dos negócios. Em meio a tantos pré-conceitos e pouca informação, pouco sabemos sobre quem, de fato, são os empreendedores e como sua ação é mais complexa do que imaginamos.


Frente a esse dilema, Rafael José Pôncio mergulhou no assunto para pesquisar não somente a vida de grandes empreendedores, mas o que os motivou a seguir por este caminho. De maneira didática e bem documentada, Pôncio mostrou em seu primeiro livro como grandes qualidades são necessárias para se tornar um empreendedor de sucesso no Brasil através de dez nomes bem consolidados na memória nacional.


Sua formação em economia e administração foi fundamental para construir um panorama mais amplo acerca do início da carreira profissional destes empreendedores. Ao mesmo tempo, Pôncio não se limitou a fazer uma biografia linear de cada empreendedor, mas nos convida a refletir sobre o seu contexto histórico, dificuldades, alegrias e tristezas dentro do longo processo de construção das empresas. Nessa perspectiva, entender o sucesso desses empreendedores não se torna uma questão de enxergar apenas o resultado, mas principalmente o caminho e as virtudes que foram necessárias para alcançar esse resultado.


Após o sucesso do primeiro volume, Rafael José Pôncio está lançando o segundo volume de “Os Empreendedores Que Mudaram o Brasil”. Tendo como metodologia a trajetória de mais dez grandes empreendedores que revolucionaram o mercado brasileiro, Pôncio vai além e apresenta nomes que fizeram a diferença não apenas dentro da realidade econômica brasileira, mas que deixaram um legado cultural para o seu país ou região.


Essa perspectiva amplia ainda mais a visão do que é empreender no mundo moderno, rompendo a fronteira econômica que é tão demarcada em nossa sociedade. Nesse sentido, o empreendedor não é apenas um homem de negócios, mas graças aos seus produtos e serviços também foi possível construir uma identidade cultural e um legado patrimonial na região em que atuou. O volume II de “Os Empreendedores Que Mudaram o Brasil”, portanto, vai além das cifras e alça um novo voo: o da transformação cultural.


Para os aficionados pela história do Brasil, os dois livros de Rafael José Pôncio são um oásis de informação e nos transporta para uma realidade em que, de maneira geral, pouco conhecemos. Colocar em evidências pessoas tão importantes para a saúde econômica do país é uma tarefa árdua, mas que veio bem a calhar no momento em que vivemos. Portanto, não deixem de conhecer as belas histórias destes grandes empreendedores, muitas vezes esquecidos pela historiografia tradicional.


O escritor Rafael José Pôncio publicou a sua obra Os Empreendedores Que Mudaram o Brasil - volume II pela Editora Labrador, com sede na Rua Dr. José Elias, 520, Alto da Lapa, São Paulo - SP, disponível no site da editora e nas principais livrarias do país.




terça-feira, 4 de março de 2025

Volume II - Os Empreendedores que Mudaram o Brasil


O volume 2 chegou em Os Empreendedores que Mudaram a História do Brasil - volume 2.

O escritor Rafael José Pôncio retrata nesta obra uma coletânea de histórias de grandes nomes empreendedores que notoriamente colaboraram com a economia do Brasil e fizeram a diferença nos setores onde atuaram, são ícones que marcaram o seu tempo e impactaram na vida de Brasileiros do "Iapó ao Chuí".

                                 

A escrita do historiador Rafael José Pôncio como sempre de forma fácil de compreender, sem jargões econômicos e acadêmicos, é um convite para leitura sobre fatos pautados na história dessas pessoas que merecem o máximo respeito pelos legados descritos nesta obra por força dos feitos empreendidos com dedicação e zelo em cada negócio. 

Mais do que um registro, o mestre Rafael consegue extrair de cada biografia expondo os valores e princípios de cada empreendedor mesmo de diferentes épocas. O lançamento é uma oportunidade para compreendermos além da arte de empreender, cada empreendedor como único, em decifrar as virtudes que nortearam esses fundadores de empresas, inovadores, gestores, investidores e inventores...

É uma celebração que reforça a importância de eternizar o "transitório e efêmero" das realizações empreendedoras, são nomes como Agostinho Ermelino de Leão Júnior - o patriarca de um legado cultural; Alexandrino Garcia - o pioneiro das telecomunicações; Aloysio de Andrade Faria - o empreendedor do império Alfa; Eufrásia Teixeira Leite - a sinhazinha que tornou-se empreendedora do século XIX; Américo Romi - o empreendedor das máquinas; Jesus Norberto Gomes - o empreendedor que virou parte de uma cultura; José Oreiro - o imigrante espanhol que virou mestre hoteleiro; Julio Simões - o empreendedor que transportava sonhos; Max Feffer - o gênio da celulose; e Nevaldo Rocha - o self made man que construiu um império do varejo.

Realmente a obra registra neste encontro de sábios realizadores que mesmo não se conhecendo e de diferentes épocas, marcaram gerações e colaboraram com a nossa cultura até os dias atuais.

O livro busca resgatar e valorizar a identidade de empreendedores que forjaram seus negócios promovendo um Brasil mais pujante e próspero, mesmo com adversidades de ciclos econômicos e cenários políticos difíceis, aqui está uma obra que vale a pena ser lida.

Versão impressa disponível em:



ISBN: 978-65-5625-691-7
Autor: Rafael José Pôncio
Páginas: 288
Formato: 16 x 23 x 1,6
Editora: Labrador
Edição: 2025
Idioma: Português
Gênero: Biografia e Histórias Reais
Subgêneros: Negócios e economia
Encadernação: Brochura




quinta-feira, 9 de março de 2023

Volume I - Os Empreendedores que Mudaram o Brasil


A obra Os Empreendedores que Mudaram o Brasil - volume 1, finalmente acessível. Este livro é um tesouro para qualquer pessoa interessada em história de grandes empreendedores, pois foram homens valorosos, de grandes ideais e a visão empreendedora que cada um desempenhou no contexto econômico e social no Brasil merece ser lida.

Neste fascinante livro, isento de termos técnicos, o economista e administrador professor Rafael José Pôncio apresenta em dez capítulos os grandes nomes do desenvolvimento brasileiro desde o império até os dias atuais, neste volume 1 são eles: Irineu Evangelista de Sousa – O Visconde e Barão de Mauá; Jorge Street; Roberto Cochrane Simonsen; Rolim Adolfo Amaro; Abílio dos Santos Diniz; Samuel Ramos Lago; João Carlos Paes Mendonça; Edson de Gogoy Bueno; Hércules Florence; Arthur Sendas.

Para melhor compreender o fenômeno empreendedorial no Brasil, esses agentes econômicos viveram em diferentes épocas históricas e circunstâncias de vida distintas, porém, o autor nos convida a analisar as virtudes de cada um, seus ideais, resiliências, superações, dilemas, descobertas, re-invenções e nos faz entender que o dna empreendedor por servir, fez destes empreendedores homens de negócios vocacionados pelo Brasil por força dos seus ensinamentos e legados.


Versão impressa disponível em:



ISBN: 978-65-5413-074-5
Autor: Rafael José Pôncio
Páginas: 344
Formato: 1.5 x 16 x 23
Editora: Haikai
Edição: 2023
Idioma: Português
Gênero: Biografia e Histórias Reais
Subgêneros: Negócios e economia
Encadernação: Brochura




quarta-feira, 8 de março de 2023

Os Empreendedores que Mudaram o Brasil

ISBN: 978-65-5478-279-1
Autor: Rafael José Pôncio
Páginas: 224
Formato: 15.5 x 23 x 1
Editora: Lura
Edição: 2026
Idioma: Português e Inglês
Gênero: Biografia e Histórias Reais
Subgêneros: Negócios e economia
Encadernação: Brochura

No terceiro volume, Rafael José Pôncio resgata novas trajetórias de empreendedores que contribuíram para a formação econômica, produtiva e cultural do Brasil. Ao situar cada personagem em seu tempo, a obra revela como crises, guerras, greves, fracassos e recomeços moldaram empresas, instituições e legados, apresentando o empreendedor como um agente histórico cujo impacto ultrapassa os negócios e alcança toda a sociedade.



ISBN: 978-65-5625-691-7
Autor: Rafael José Pôncio
Páginas: 288
Formato: 16 x 23 x 1,6
Editora: Labrador
Edição: 2025
Idioma: Português
Gênero: Biografia e Histórias Reais
Subgêneros: Negócios e economia
Encadernação: Brochura

No segundo volume, Rafael José Pôncio aprofunda a trajetória de dez empreendedores que ergueram impérios, transformaram a realidade social de suas regiões e desafiaram o senso comum sobre o que significa empreender no Brasil. A obra destaca coragem, inovação e a dimensão humana do empreendedorismo.





ISBN:
 978-65-5413-074-5
Autor: Rafael José Pôncio
Páginas: 344
Formato: 1.5 x 16 x 23
Editora: Haikai
Edição: 2023
Idioma: Português
Gênero: Biografia e Histórias Reais
Subgêneros: Negócios e economia
Encadernação: Brochura

Neste livro, Rafael José Pôncio apresenta, em dez capítulos, grandes nomes do empreendedorismo brasileiro, do Império aos dias atuais, valorizando virtudes, resiliência, superação, ideais e legado de figuras que marcaram a história econômica do Brasil.