domingo, 9 de agosto de 2015

Diminua os custos e aumente os seus lucros com o Six Sigma

O Six Sigma visa aperfeiçoar a qualidade da sua empresa através da matemática. Ficou curioso? Continue a leitura e conheça essa metodologia.

Diminua os custos e aumente os seus lucros com o Six Sigma

O Six Sigma, também traduzido como Seis Sigma, é uma metodologia utilizada para medir e aprimorar a qualidade através da diminuição do desvio padrão.

O desvio padrão é uma medida matemática que indica o nível de igualdade entre os dados. Assim, quanto mais próximo de 0 (zero), maior será a uniformidade.

Aplicando para o mundo dos negócios seria:

Uma confeiteira vende um cento de brigadeiros por R$150,00, cada brigadeiro deve ter o mesmo peso, formato e tamanho, afinal se alguns ficarem maiores o seu lucro irá diminuir.

Também caso os brigadeiros fiquem diferentes, os clientes não se sentirão satisfeitos.

Por isso, os dados e análises estatísticas são o pilar do Six Sigma, tanto que dá origem ao nome. Sigma é a 18º letra do alfabeto grego (σ) e símbolo do desvio padrão.

Como começou o Six Sigma?

O conceito inicial foi desenvolvido pelo engenheiro, físico e estatístico  Walter Andrew Shewhart (1891-1967) , que criou o controle estatístico de qualidade.

Shewhart definiu que se há uma variação igual ou maior de 3 no sigma, os processos deveriam ser revistos.

Contudo, o Six Sigma como conhecemos hoje, é creditado a Bill Smith, engenheiro da Motorola, que no ano de 1985 desenvolveu um método para a solução de problemas padrão e redução de defeitos e registrou em 1986.

O método foi tão aceito que Jack Welch, CEO da General Electric, também o adotou a partir de 1995.

Quais as vantagens do Six Sigma?

Aplicar esta metodologia pode trazer muitos benefícios para sua empresa, dentre eles estão:

Maior eficiência e produtividade

Com o aperfeiçoamento dos processos na empresa e a correção dos erros a tendência é que se consiga fazer mais em menos tempo.

Redução dos custos

Para a diminuição do desvio padrão, os colaboradores se empenham ao máximo para que o desperdício chegue a 0 (zero). Logo haverão menos custos.

Maior satisfação dos clientes

Quando alguém faz uma compra, não queremos que ela esteja conforme o esperado ou se possível, acima das expectativas?

Garantir isso é um dos principais objetivos da Six Sigma.

Aumento dos lucros

Somando todas as vantagens anteriores, o crescimento das margens de lucro será o resultado final da implementação da metodologia.

Como aplicar o Six Sigma nos negócios?

Embora tenha surgido nas fábricas, esta metodologia pode ser empregada em qualquer setor ou tipo de empresa.

Para isso existem duas formas principais: o DMAIC e o DMADV. Eles funcionam como um plano para medir e corrigir os desvios.

DMAIC

É a sigla em inglês para as etapas a serem seguidas. Este modelo é mais eficaz para analisar o que já existe.

  • Define (definir): é o momento de escolher quais são os problemas e necessidades da empresa a serem revistos.

  • Measure (mensurar): hora de levantar os dados e estatísticas necessários para avaliação da questão principal.

  • Analyse (analisar): esta é uma das etapas mais importantes, quando você examina as informações coletadas e encontra a origem do problema.

  • Improve (melhorar): onde são apresentadas as melhorias conforme os objetivos e as necessidades.

  • Control (controlar): é o acompanhamento das soluções aplicadas e a avaliação dos resultados, esta fase é contínua.

Exemplo:

Uma clínica de saúde notou que os pacientes têm reclamado constantemente dos atendimentos atrasados e da falta de profissionais.

  • Definir: por que os atendimentos estão abaixo do esperado?

  • Mensurar: usar as pesquisas de satisfação e o tempo de duração de cada procedimento (exames, consultas, etc).

  • Analisar: Identificou-se que a principal causa são muitos encaixes.

  • Melhorar: agendar os encaixes somente no final do dia ou em horários livres.

  • Controlar: manter as pesquisas de satisfação e informar os pacientes da mudança no procedimento. 

DMADV 

Também é uma sigla em inglês, este método para aplicação do Six Sigma é mais indicado para a criação de novos produtos ou serviços.

  • Define (definir): escolher os objetivos e quem será responsável pelo novo projeto.

  • Measure (mensurar): que diferenciais o produto irá ter? Quais as suas principais características? 

  • Analyse (analisar): explorar as ideias e discutir as possibilidades.

  • Design (desenhar): criar um protótipo e fazer testes até que o novo produto e/ou serviço esteja conforme o esperado.

  • Verify (verificar): quando os últimos ajustes são realizados e o item está pronto para ser lançado no mercado.

 Exemplo:

Um salão de beleza pensa em disponibilizar para as suas clientes o procedimento de micropigmentação de sobrancelhas.

  • Definir: Oferecer aos clientes a micropigmentação de sobrancelhas. Responsável: design de sobrancelhas.

  • Mensurar: as sobrancelhas serão preenchidas, deixando com um aspecto natural.

  • Analisar: determinar o valor e a forma de implementação do serviço no salão.

  • Desenhar: fazer os primeiros atendimentos e pesquisar a opinião dos clientes.

  • Verificar: ajustar conforme o feedback e implementar o procedimento de micropigmentação de sobrancelhas no mercado.

Requisitos ao iniciar a metodologia: os belts

Como vimos, para que o Six Sigma seja aplicado é necessária uma mudança profunda na cultura do negócio.

Então, é fundamental que a pessoa que irá coordenar essas transformações tenha um conhecimento especializado da metodologia.

Para isso, foram criadas capacitações que ensinam os gestores e colaboradores ensinando conceitos e técnicas de maneira avançada.

Estas certificações são chamadas belts, conheça as principais e as funções na aplicação da metodologia.

1.   White Belt

É a qualificação inicial, para quem não conhece nada do Six Sigma, dando um panorama sobre a metodologia e formas de aplicação.

2.   Yellow Belt

Mais avançado que o White, este certificado habilita o funcionário a pensar e desenvolver pequenos projetos.

3.   Green Belt

Com este certificado o colaborador consegue gerenciar projetos de média complexidade.

4.   Black Belt

Mais voltado aos líderes de equipe, dispõe de um conhecimento aprofundado que permite ao gestor ensinar e aplicar as ferramentas do Six Signal.

 5.   Master Black Belt

Embora não seja uma certificação, também faz parte deste universo.  O profissional Master Black Belt além da qualificação, possui a experiência prática necessária para gerir grandes equipes.

6.   Champion

Esta função está relacionada ao planejamento estratégico do projeto. O Champion avalia a possibilidade de aplicação das soluções e decide o que pode ou não ser implantado.

7.   Sponsor

É o cargo mais elevado em um projeto de Six Sigma, geralmente ele não participa ativamente da implementação, mas centraliza todos os projetos e verifica se estão de acordo com as diretrizes da empresa.


Então, gostou de conhecer o Six Sigma?

Bom trabalho e grande abraço,

Adm. Rafael José Pôncio




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sábado, 18 de julho de 2015

Como expandir a mente, desenvolver a criatividade e estimular a inovação


Ser criativo é uma característica importante em qualquer área de atuação ou profissão. E ela tem sido cada vez mais necessária em função da demanda por adaptação em um mundo repleto mudanças aceleradas ao qual fazemos parte.  Mas eu sei, no entanto, que nem todo mundo tem a criatividade latente. Alguns têm essa habilidade mais desenvolvida que outros, além do fato de o nosso potencial criativo diminui com o passar dos anos. Se esse é o seu caso, não se desespere e nem desanime. Existem maneiras de desenvolver a nossa criatividade e expandir a mente. Preparei este artigo com o intuito de esclarecer o conceito de criatividade, mostrar a sua relação com a inovação e listar algumas ações que podem contribuir para a sua evolução nesse campo. É possível despertar a mente criativa e inovadora que há em você na medida em que desenvolve novos aprendizados. Veja só! 

Em que consiste a criatividade?

A criatividade é o processo de estabelecer conexões inéditas e compor ideias originais, trazendo-as para a realidade. É desenvolver um correspondente tangível para o pensamento abstrato e externalizá-lo, caso contrário tudo não passa de imaginação. 


É importante destacar que criatividade não se limita às áreas ligadas a arte, como muitos pensam. Ela pode ser aplicada e é necessária em todo lugar. Criar é uma necessidade da existência humana.

A criatividade pode ser aprendida?

A criatividade não é uma característica inata, ou seja, todos nós temos potencial para desenvolvê-la. É claro que, como qualquer outra habilidade, algumas pessoas têm mais facilidade e a exercem com maior naturalidade. Mas ela pode sim ser aprendida. Veja seguir algumas características comuns entre as mentes criativas. 

As habilidades comuns dos criativos:

  • Capacidade de associação;

  • Questionamento;

  • Observação;

  • Networking;

  • Experimentação.

Por que criar fica mais difícil quando envelhecemos?

Você já se pegou pensando como era criativo quando criança, cheio de ideias e invenções mirabolantes? É natural que o nosso potencial criativo diminua com o passar dos anos. Isso porque, quando crianças, não convivemos com o medo do julgamento e do fracasso, não damos tanta importância às críticas e não tentamos nos adequar a um padrão estabelecido pela sociedade. Precisamos, portanto, fazer o exercício e o esforço de recuperar e desenvolver essa habilidade da criação. 

O papel da criatividade nos negócios

Atualmente, independentemente do setor de atuação, a capacidade de inovação é essencial para as empresas manterem a competitividade. Além disso, incentivar o desenvolvimento criativo é relevante em diversos aspectos no mundo corporativo, já que proporciona impacto positivo na tomada de decisões e na solução de problemas, gera engajamento e melhora a produtividade.  

A relação entre a criatividade e a inovação

Apesar de os conceitos serem diferentes, é importante destacar que não existe inovação sem a criatividade, ela é o principal ingrediente da inovação. E como a inovação é fundamental para o desenvolvimento tecnológico e econômico da sociedade, estimular processos criativos deve ser uma prioridade para negócios que desejam investir em inovação e se destacar.  

De que forma a criatividade pode ser potencializada no intraempreendedorismo?

Nesse sentido, para elevar o potencial criativo e impulsionar a inovação, as empresas devem focar em dois fatores importantes, que influenciam diretamente esses aspectos: o ambiente e a liderança.


Dessa maneira, o ideal é proporcionar um ambiente de trabalho em que as pessoas se sintam confortáveis em compartilhar suas ideias e propor novas soluções, sem medo de errar. Além disso, padrões e processos muito rígidos e burocráticos tendem a inibir movimentos inovadores. As lideranças também precisam estar abertas e dispostas a acolherem as novas ideias, incentivando essa postura proativa das equipes e mantendo canais de comunicação disponíveis. 

Como expandir a mente e desenvolver seu potencial criativo

Aprenda coisas novas e de áreas diversas

Uma forma de desafiar a mente e ter insights é ampliar o leque de conhecimento, se aventurando em diferentes áreas. Assim, além da possibilidade de descobrir novas habilidades, você tem a chance de explorar caminhos alternativos para construir um repertório de ideias e conseguir desenvolver novas soluções. 

Seja observador, questione os padrões e busque maneiras de fazer diferente

As mentes criativas sempre se fazem a seguinte pergunta diante de algo: “de que outra forma isso pode ser feito?”. Portanto, aja sempre como um bom observador, analise o universo ao seu redor, faça questionamentos. São nessas oportunidades que problemas podem ser solucionados e as ideias afloram.

Não tenha medo de errar e experimentar

O medo de errar pode minar a sua criatividade e, consequentemente, o seu potencial de inovação. Isso porque a insegurança e o receio de falhar podem impedir que você tome iniciativas mais ousadas e experimente coisas “fora da caixa”, que poderiam contribuir para o desenvolvimento e a expansão da mente. 

Exercite suas habilidades e identifique o seu comportamento criativo

O que favorece o seu processo criativo? Busque fazer essa conexão e tente explorar os meios e maneiras em que você identifica que sua criatividade mais se aflora. Além disso, pratique o que você faz de melhor. Ao exercitar suas habilidades, existe a tendência de você se entregar ao chamado estado de flow, um momento de total engajamento que é extremamente favorável ao processo criativo. 

Consuma arte e acompanhe tendências

É importante ter fontes criativas para expandir a mente e estimular a sua própria criatividade e caminhos para inovação. Por isso, leia livros, assista filmes, séries, ouça músicas, visite exposições. Também se mantenha atualizado e fique por dentro do que está em alta na mídia, redes sociais e meios de consumo.  

Reserve momentos de pausas e descanso 

Com certeza você já ouviu falar do ócio criativo, não é mesmo? Hoje, vivemos em uma busca incessante pela produtividade a qualquer custo, ignorando que momentos dedicados ao lazer e ao descanso também são importantes para estimular o nosso potencial criativo. Uma mente descansada é essencial para o estabelecimento de novas conexões no cérebro e para a criação. 


Essas são ações simples que podem lhe ajudar a ser mais criativo e a expandir a mente, já que observamos hoje essa demanda, e até exigência, por perfis criativos por parte das empresas, pensando em estratégias para desenvolver a inovação. Acredito que essa seja uma tendência duradoura, já que precisamos pensar em soluções para as novas necessidades da sociedade. E aí? Qual será a sua próxima ideia? Bom trabalho e grande abraço. Adm. Rafael José Pôncio




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sexta-feira, 12 de junho de 2015

8 lições de empresas de excelência que têm o propósito em servir como valor principal

Não é de hoje a descoberta que o foco no atendimento ao cliente é uma importante estratégia de negócio. Empresas que não se importam, ou não dão a devida atenção à experiência do cliente, estão pouco a pouco perdendo espaço em um mercado cada vez mais competitivo.

Nesse sentido, por mais que haja interesse financeiro por trás dessa ideia de aprimorar as formas de interação com o público e melhorar o atendimento de maneira geral, existem empresas que, genuinamente, têm o propósito em servir como valor principal, constroem uma cultura em que o cliente está sempre no centro de tudo e hoje são referência quando se fala em atendimento. 


Fato é que essas empresas com excelência no atendimento podem servir de inspiração para você construir os valores do seu negócio. De que organizações eu me refiro? Acredito que no que se refere a esse quesito, quando falamos em bom atendimento, há nomes que saltam em nossa mente com facilidade, não é mesmo? Apple, Netflix, Starbucks, Amazon… as brasileiras Natura e Nubank, são alguns exemplos. E, claro, não podemos deixar de incluir a grande referência na arte de encantar clientes: a Disney.


A ideia deste artigo é destacar o que essas empresas de sucesso fazem de melhor quando o foco é o propósito de servir bem e deixar o cliente satisfeito, a partir de uma experiência boa ou ruim. O fato é que toda experiência ou situação com o cliente pode ser um aprendizado e uma oportunidade de melhorar, depende da forma como a empresa lida com isso e o que está disposta a entregar. Acompanhe a leitura e descubra em que você deve focar!

Inspire-se em empresas referência em atendimento

1. Seja firme com os valores e a cultura da empresa

Caso você defina que valores como empatia, respeito, qualidade, vontade de impressionar e propósito em servir bem serão os mais importantes da sua empresa, garanta que eles serão compartilhados verdadeiramente por todos os colaboradores e farão parte da cultura da empresa. De outra forma, uma cultura de valorização do cliente não vai funcionar, na prática, se tudo for da boca para fora. 

2. Empodere seus colaboradores

É importante que toda a equipe entenda o propósito da empresa e saiba em que pode contribuir para atingir esse propósito. Nesse ponto, é fundamental que os colaboradores tenham autonomia para tomar atitudes diante de situações e se sintam empoderados a solucionar problemas e gerar encantamento. 


Na Disney, por exemplo, onde os clientes são chamados de “guests”, ou “convidados”, todos os colaboradores trabalham em conjunto para entregar a melhor experiência, independentemente do cargo, e estão firmes no propósito de criar felicidade, o propósito original do fundador da empresa, Walt Disney. 

3. Dê atenção aos detalhes

Detalhes são extremamente importantes e fazem parte dessa estratégia de gerar uma experiência. A Apple, por exemplo, além do design dos produtos e do excelente pós-venda, busca impressionar nos pequenos detalhes, como a própria embalagem do Iphone, pensada com cuidado para que o cliente viva uma experiência sensorial ao desembalar o seu produto. Não é à toa que o índice de satisfação do usuário da marca é acima da média.

4. Comprometa-se a criar soluções 

O cliente espera ter suporte e ajuda na hora de tomar decisões e a empresa deve estar pronta para isso se o intuito é prestar o melhor atendimento. Por exemplo, no Starbucks os atendentes são instruídos a auxiliarem os clientes com seus pedidos, perguntando sobre suas preferências e gostos para escolherem a melhor opção e, assim, saírem satisfeitos. Dessa maneira, em vez de serem meros anotadores de pedidos, são criadores de soluções. É um exemplo simples, mas que pode ser aplicado nas mais diversas escalas de atendimento. 

5. Mostre interesse pelo cliente e ofereça um serviço personalizado 

Atendimentos cada vez mais personalizados são uma grande tendência. A Nubank, por exemplo, desde a sua criação, prioriza um atendimento ao cliente baseado na humanização, o que se tornou seu diferencial. As pessoas querem se sentir ouvidas e terem suas demandas solucionadas, e não serem mais um a receber um atendimento robótico e burocrático. Além disso, procure se adequar, quando possível, aos pedidos e necessidades específicas dos seus clientes, permitindo a customização. É importante ser flexível, atendimentos muito rígidos e engessados, cheios de regras, tendem a afastar o consumidor. 

6. Responsabilize-se pelo que deu errado e por reverter o erro

A pior coisa para o cliente é ninguém assumir a resolução do seu problema ou não tomar nenhuma atitude diante de um erro. Esse é o jeito mais fácil de perdê-lo e pior, ter grandes chances que isso evolua para uma propaganda negativa de um negócio. 


O grande mérito das empresas que são referência em atendimento é entender que uma situação-problema, ou um erro, pode ser uma grande oportunidade de conquistar o cliente e reverter um cenário de crise. É comum ficarmos admirados quando somos bem atendidos e temos nossos problemas solucionados em uma experiência ruim, não é verdade? Ainda mais no Brasil, que tem uma das piores avaliações de atendimento ao cliente do mundo. 

7. Entregue além do esperado

Clientes querem se sentir importantes e valorizados, então quando são surpreendidos o resultado só pode ser positivo. Portanto, busque entregar além do esperado, seja na forma de amostra grátis, na delicadeza da personalização, na lembrança de uma data especial. Isso, sem dúvida, faz a diferença.

8. Ofereça sempre qualidade e consistência

Por último, o que todas as empresas citadas neste artigo têm em comum e deixam de lição? Todas elas têm um consistente padrão de qualidade e fazem questão de oferecer o melhor ao cliente. Não adianta focar no melhor atendimento do mundo, se o produto ou serviço oferecido não apresenta qualidade condizente. Todo esforço, nesse caso, é em vão.


Incorporar o propósito em servir aos valores de uma empresa é um desafio para aqueles que não enxergam a empatia e a humanização do serviço como uma prioridade. Porém, mesmo quem tem o fator financeiro como o objetivo principal na hora de construir um negócio já entendeu que negligenciar o atendimento ao cliente não é uma estratégia inteligente.



Espero que as atitudes dessas empresas de sucesso tenham lhe inspirado a servir melhor e até, quem sabe, a encantar!


Bom trabalho e grande abraço.


Adm. Rafael José Pôncio





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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Como ser um empreendedor organizado

Organização não significa controlar tudo. Significa criar ordem suficiente para que prioridades, decisões e responsabilidades não fiquem à mercê da urgência.

Como ser um empreendedor organizado: a disciplina que sustenta a boa gestão

Empreender costuma ser associado à iniciativa, à coragem, à capacidade de assumir riscos e à disposição para transformar oportunidades em negócios. Todas essas características são importantes, mas existe uma virtude menos celebrada e, talvez por isso mesmo, frequentemente negligenciada: a organização.

Uma empresa pode nascer da criatividade de seu fundador, crescer pela força comercial de sua equipe e conquistar espaço graças a uma boa oportunidade de mercado. Entretanto, à medida que o negócio se desenvolve, aquilo que inicialmente podia ser administrado de maneira intuitiva passa a exigir método. Mais clientes significam mais compromissos; mais receita traz mais movimentações financeiras; mais funcionários ampliam as responsabilidades; mais patrimônio exige controles; e mais decisões aumentam a possibilidade de erros.

Nesse momento, a organização deixa de ser uma qualidade meramente pessoal e passa a representar uma verdadeira competência administrativa.

Ser organizado não significa manter uma mesa impecável, possuir uma agenda cheia de anotações ou utilizar o aplicativo de produtividade mais recente. Esses recursos podem ajudar, mas representam apenas manifestações exteriores da organização. Em sua essência, organizar significa estabelecer prioridades, definir responsabilidades, preservar informações, criar critérios e determinar uma sequência racional para aquilo que precisa ser realizado.

No ambiente empresarial, organização é a capacidade de colocar cada assunto em seu devido lugar — inclusive mentalmente.

Organização é uma forma de pensar

Existe uma diferença importante entre estar ocupado e estar administrando.

O empreendedor pode trabalhar durante muitas horas, responder dezenas de mensagens, participar de reuniões, resolver problemas de funcionários, acompanhar clientes e terminar o dia com a impressão de ter produzido muito. Ainda assim, é possível que as decisões realmente importantes tenham permanecido intocadas.

A rotina empresarial possui uma característica perigosa: ela produz urgências suficientes para ocupar todo o tempo disponível. Sempre haverá alguma mensagem a responder, algum documento para conferir, alguma pequena pendência operacional ou alguma pessoa aguardando uma decisão.

Se não houver organização, aquilo que aparece primeiro tende a ocupar o lugar daquilo que é mais importante.

É justamente aí que a organização demonstra seu valor. Ela cria uma estrutura mental e operacional capaz de separar urgência de importância, movimento de progresso e atividade de resultado.

O empreendedor organizado não necessariamente trabalha menos, tampouco possui menos problemas. Sua diferença está em saber onde concentrar atenção, quais assuntos precisam de sua participação e quais devem seguir por processos previamente estabelecidos.

Organizar, portanto, também significa escolher.

A desorganização cobra juros invisíveis

A desorganização empresarial raramente aparece no balanço patrimonial com esse nome. Seus efeitos, porém, podem ser encontrados em diversas partes da empresa.

Ela aparece no pagamento feito duas vezes, no contrato que ninguém encontra, no vencimento esquecido, na proposta comercial que não recebeu retorno, na compra desnecessária, na reunião que poderia ter sido evitada, no documento salvo no lugar errado, na informação que ficou exclusivamente na cabeça de uma pessoa e no compromisso assumido que não foi cumprido.

Separadamente, esses acontecimentos podem parecer pequenos. Repetidos durante meses e anos, transformam-se em desperdício de tempo, dinheiro e energia administrativa.

Existe ainda um custo menos perceptível: a perda de confiança.

Uma empresa que frequentemente esquece compromissos, atrasa respostas, perde documentos ou precisa constantemente perguntar novamente aquilo que já deveria saber transmite insegurança. Organização também comunica profissionalismo. Quando alguém cumpre aquilo que prometeu, encontra rapidamente uma informação, respeita prazos e mantém continuidade nas relações, cria previsibilidade.

E previsibilidade é uma das bases da confiança empresarial.

Por isso, a organização não deve ser compreendida somente como instrumento de produtividade. Ela também participa da construção da reputação.

Antes de organizar tarefas, organize prioridades

Uma das causas mais comuns da desorganização não está na falta de ferramentas, mas na ausência de prioridades claras.

Quando tudo parece importante, nada é verdadeiramente prioritário.

O empresário precisa compreender quais assuntos possuem maior impacto sobre a continuidade, a geração de valor e a segurança de seu negócio. Caixa, clientes, pessoas, contratos, obrigações fiscais, investimentos e decisões estratégicas não podem disputar atenção exatamente nas mesmas condições que pequenas demandas operacionais.

Isso exige capacidade de hierarquização.

Há assuntos que precisam ser resolvidos imediatamente. Outros podem esperar. Alguns devem ser delegados. Outros simplesmente não deveriam consumir tempo.

Uma boa pergunta diante de qualquer nova demanda é: qual será a consequência real se eu não tratar desse assunto agora?

Essa reflexão aparentemente simples reduz muito da falsa urgência que domina a rotina das empresas.

Organização exige saber dizer não, adiar conscientemente determinadas atividades e, principalmente, aceitar que o tempo é um recurso limitado. Toda escolha de agenda representa, inevitavelmente, uma renúncia.

Quem decide dedicar duas horas a determinada atividade também decidiu não utilizar essas mesmas duas horas em todas as demais possibilidades.

Por isso, administrar o tempo começa pela administração das prioridades.

A agenda é o orçamento do tempo

Empresas cuidadosas elaboram orçamentos financeiros porque sabem que recursos não podem ser utilizados indiscriminadamente. Curiosamente, muitos empreendedores que jamais aceitariam administrar dinheiro sem algum tipo de controle administram o próprio tempo sem qualquer critério semelhante.

A comparação é útil: a agenda funciona como um orçamento do tempo.

Assim como o dinheiro, o tempo precisa ser destinado conscientemente.

Determinados períodos devem ser reservados para decisões, análise de números, acompanhamento de projetos, reuniões importantes, relacionamento com pessoas e reflexão sobre o futuro da empresa. Se toda a agenda estiver ocupada pela operação corrente, dificilmente haverá espaço para pensar o negócio.

Isso não significa transformar o cotidiano empresarial em uma programação rígida e incapaz de absorver imprevistos. Empresas lidam com acontecimentos inesperados, e o empreendedor precisa conservar margem para eles.

A boa organização não elimina a flexibilidade; ela impede que a exceção se transforme em método permanente.

Uma agenda saudável possui compromissos definidos, espaços de concentração e alguma disponibilidade para aquilo que inevitavelmente surgirá. O problema começa quando o imprevisto passa a comandar todos os dias.

Nesse estágio, o empresário já não administra sua agenda. É administrado por ela.

A empresa não pode depender da memória do proprietário

Nos primeiros anos de um negócio, é relativamente comum que boa parte das informações esteja concentrada no próprio empreendedor. Ele conhece os clientes, lembra-se dos fornecedores, sabe os valores negociados, acompanha pessoalmente os pagamentos e guarda mentalmente boa parte dos compromissos.

Enquanto a estrutura permanece pequena, esse modelo pode funcionar.

O problema aparece quando a empresa cresce.

A memória individual não é um sistema administrativo.

Informações importantes precisam possuir endereço. Contratos devem estar arquivados segundo algum padrão. Obrigações precisam possuir responsáveis e datas. Decisões relevantes precisam ser registradas. Documentos devem poder ser encontrados por outras pessoas autorizadas. Processos recorrentes devem deixar de depender exclusivamente de alguém se lembrar de executá-los.

Quanto maior o negócio, mais perigosa se torna a concentração informal de conhecimento.

Uma organização empresarial madura procura transformar conhecimento individual em conhecimento institucional. Aquilo que é importante para a continuidade da empresa não deveria desaparecer porque determinada pessoa saiu de férias, adoeceu, deixou a organização ou simplesmente não se recordou.

Quando a empresa começa a registrar, padronizar e preservar informações, ela deixa de depender exclusivamente da memória das pessoas e começa a construir memória organizacional.

Esse é um avanço importante de gestão.

Delegar não é simplesmente transferir tarefas

O empreendedor desorganizado costuma enfrentar um paradoxo: reclama da quantidade de atividades sob sua responsabilidade, mas encontra enorme dificuldade para delegá-las.

Muitas vezes acredita que ninguém executará determinada tarefa tão bem quanto ele próprio. Em outras situações, até tenta delegar, porém transmite informações incompletas, não define autoridade, não estabelece prazo e posteriormente se frustra com o resultado.

Delegação sem organização produz retrabalho.

Para que uma responsabilidade seja verdadeiramente delegada, quem a recebe precisa compreender o que deve ser feito, qual resultado é esperado, até onde possui autonomia e quando deverá prestar contas.

Delegar não significa abandonar.

Significa transferir execução sem perder governança sobre aquilo que realmente importa.

Existe ainda uma consequência estratégica nesse processo. O empresário que permanece responsável por todas as pequenas decisões constrói uma empresa dependente de sua presença. O crescimento passa a encontrar um limite exatamente na capacidade pessoal do proprietário de responder, conferir, autorizar e acompanhar.

Nesse modelo, o próprio empreendedor se transforma no gargalo da organização.

Uma empresa organizada procura fazer o contrário: reserva ao empresário as decisões que justificam sua responsabilidade e cria mecanismos para que as demais atividades possam seguir adequadamente sem sua interferência permanente.

O objetivo não é tornar o proprietário dispensável. É impedir que ele seja necessário para aquilo que não necessita dele.

Processos são a memória prática da empresa

Todo negócio possui atividades que se repetem.

Contas são pagas. Clientes são atendidos. Compras são feitas. Contratos são elaborados. Estoques são conferidos. Propostas são encaminhadas. Funcionários são admitidos. Documentos são arquivados.

Quando cada repetição é tratada como se estivesse acontecendo pela primeira vez, a empresa desperdiça inteligência.

Organizar processos significa aprender com a própria experiência.

Se uma determinada atividade já foi executada inúmeras vezes, é razoável perguntar se existe uma maneira melhor, mais segura e mais simples de realizá-la. É dessa observação que surgem rotinas, procedimentos, checklists, padrões e responsabilidades definidas.

Processos não devem existir para burocratizar aquilo que poderia ser simples. Sua função é justamente o contrário: retirar da memória e da improvisação aquilo que pode ser previamente organizado.

A burocracia nasce quando o procedimento passa a existir para servir ao próprio procedimento.

A organização saudável nasce quando o procedimento serve ao resultado.

Essa distinção é fundamental.

Empresas excessivamente informais tornam-se dependentes das pessoas; empresas excessivamente burocráticas tornam-se prisioneiras dos processos. A boa administração procura o equilíbrio: padronizar aquilo que necessita de continuidade e preservar liberdade onde julgamento e capacidade de adaptação são necessários.

Informação demais também desorganiza

A tecnologia facilitou enormemente o armazenamento de informações, mas criou um novo problema administrativo: a possibilidade de guardar praticamente tudo.

Arquivos, mensagens, fotografias, relatórios, planilhas, documentos e conversas acumulam-se em diferentes sistemas. O resultado pode ser uma empresa com enorme quantidade de informação e pouca capacidade de encontrá-la quando necessário.

Guardar não é organizar.

Uma informação organizada precisa possuir lógica de classificação, localização previsível e algum critério de conservação.

O mesmo vale para a comunicação. Se uma decisão importante permanece perdida em uma sequência de mensagens informais, a empresa criou um risco desnecessário. Assuntos relevantes precisam migrar, quando necessário, da conversa para o registro.

O empreendedor organizado compreende que informação empresarial possui valor. Por isso, procura preservá-la de maneira que possa ser recuperada, compreendida e utilizada no futuro.

Isso também diminui a dependência da memória e reduz o número de decisões que precisam ser tomadas repetidamente.

Organizar é preparar a empresa para decidir melhor

Existe uma dimensão ainda mais importante da organização: sua relação com a qualidade das decisões.

Uma empresa cujas informações financeiras estão desorganizadas demora mais para compreender sua própria situação. Se não conhece corretamente contas a receber, compromissos futuros, custos, margens ou disponibilidade de caixa, o empresário passa a administrar parcialmente por impressão.

O mesmo ocorre em outras áreas.

Sem informações organizadas sobre clientes, contratos, estoques, pessoas ou projetos, cada decisão exige primeiro reconstruir aquilo que deveria estar disponível.

A organização reduz essa distância entre a pergunta e a resposta.

Isso não significa que boas decisões dependam exclusivamente de sistemas sofisticados. Pequenas empresas podem ser extremamente organizadas utilizando estruturas simples. Grandes empresas podem possuir sistemas complexos e continuar administrativamente confusas.

Ferramentas ajudam, mas método vem antes da ferramenta.

A melhor tecnologia é incapaz de organizar uma empresa que não sabe quais informações precisa preservar, quem responde por elas e para que serão utilizadas.

A organização precisa acompanhar o crescimento

Há uma desorganização característica das empresas que cresceram mais rapidamente do que seus métodos.

O negócio aumentou, mas os controles permaneceram iguais aos de quando possuía uma fração do tamanho atual.

É comum que determinados procedimentos funcionem perfeitamente durante os primeiros anos e depois se tornem insuficientes. O número de funcionários muda, a quantidade de clientes cresce, surgem novas unidades, aumentam os valores envolvidos e o patrimônio se torna mais relevante.

Cada estágio exige uma nova capacidade organizacional.

O empreendedor precisa perceber essa transição.

Crescer não significa apenas vender mais. Significa também desenvolver uma estrutura capaz de suportar aquilo que foi conquistado.

Quando o crescimento econômico não é acompanhado por crescimento administrativo, começam a aparecer sintomas: retrabalho, perda de informações, dificuldade de controle, concentração excessiva de decisões, falhas de comunicação e conflitos sobre responsabilidades.

Nesse sentido, organizar é também consolidar.

É criar condições para que aquilo que foi construído não dependa permanentemente do improviso.

Organização não é rigidez

Existe uma interpretação equivocada segundo a qual pessoas organizadas seriam necessariamente inflexíveis, excessivamente metódicas ou incapazes de lidar com mudanças.

Na boa gestão ocorre justamente o contrário.

Quem possui alguma ordem consegue adaptar-se melhor porque sabe o que está alterando.

Quando prioridades, informações e responsabilidades estão claras, uma mudança pode ser incorporada conscientemente. Na desorganização, qualquer acontecimento novo mistura-se a um ambiente já confuso e aumenta ainda mais a dificuldade de decisão.

Organização não significa tentar controlar todos os acontecimentos. Nenhum empreendedor possui esse poder.

Significa estar preparado para responder a eles.

A empresa organizada continuará enfrentando crises, imprevistos, erros, mudanças econômicas, problemas com pessoas e decisões difíceis. A diferença é que enfrentará essas situações com melhores informações, responsabilidades mais claras e menor dependência da improvisação.

A disciplina invisível da boa administração

Poucas pessoas observam diretamente a organização de uma empresa. O que elas percebem são seus efeitos.

O cliente percebe a resposta recebida no prazo. O fornecedor percebe o compromisso honrado. O funcionário percebe que sabe a quem recorrer. O contador recebe os documentos corretos. O advogado encontra contratos preservados. O sócio compreende os números. O empresário consegue recuperar uma informação sem precisar reconstruir toda a história.

Por trás dessas pequenas manifestações existe uma estrutura administrativa.

É por isso que organização pode ser considerada uma disciplina invisível da gestão.

Ela raramente aparece entre as grandes histórias de empreendedorismo. Não possui o fascínio da inovação, a dramaticidade do risco ou a visibilidade de uma grande negociação. Entretanto, grande parte da permanência das empresas depende exatamente da execução consistente de atividades que jamais receberão qualquer destaque.

Empreender exige iniciativa.

Gerir exige ordem.

E existe uma fase na trajetória empresarial em que continuar avançando passa a depender menos da capacidade de fazer cada vez mais coisas e muito mais da capacidade de organizar aquilo que já está sendo feito.

O empreendedor organizado não é aquele que consegue manter tudo sob seu controle.

É aquele que constrói uma empresa na qual o que precisa ser feito tem responsável, o que precisa ser lembrado está registrado, o que precisa ser decidido recebe atenção e o que precisa continuar não depende exclusivamente de sua presença.

Essa talvez seja uma das formas mais maduras de organização empresarial.

Bom trabalho e grande abraço.

Adm. Rafael José Pôncio




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