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terça-feira, 29 de junho de 2021

3 dicas de como empreender na pandemia e alavancar sua vida financeira


 
A pandemia trouxe profundas transformações na sociedade. Mudou planos, prioridades, remodelou nossos valores.
E com tanta mudança, muita gente resolveu empreender na pandemia.
Com 14% da população desempregada, segundo dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o empreendedorismo veio como uma alternativa para enxergar nos desafios certas oportunidades ocultas.
Muita gente aproveitou o momento como uma alternativa para enfrentar a crise e construir negócios de sucesso.
Portanto, se você está na dúvida se deve empreender na pandemia e nesta transição para pós pandemia, saiba que essa pode ser uma boa oportunidade de tirar seu sonho do papel!
Neste artigo vou mostrar como empreender na pandemia.
Confira!
Empreender na pandemia
A crise durante a pandemia tem levado muita gente para o desemprego.
Dados do IBGE apontam que cerca de 14 milhões de pessoas estão sem emprego no primeiro trimestre no Brasil.
Além disso, em 2021, até o mês de abril, cerca de 317 mil empreendimentos fecharam suas portas. Em 2020, foram cerca de um milhão de empreendimentos.
Enquanto muitas empresas encerraram suas atividades durante o ano de 2020, parece que muitas pessoas resolveram apostar no empreendedorismo como uma nova fonte de renda.
Somente em Janeiro de 2021, a Pesquisa da Serasa Experian mostra que foram abertos 300.000 novos registros para microempreendedores, o maior número desde 2010.
Mesmo durante a crise, o brasileiro não se abateu e transformou os obstáculos em excelentes oportunidades de dar um novo rumo na vida profissional.
A possibilidade de definir seu próprio horário de trabalho, alavancar seus ganhos financeiros e trabalhar com o que gosta, tem estimulado os brasileiros a enfrentar os desafios de empreender num momento de crise do trabalho formal.
E você que está pensando em ser o mais novo empreendedor da área, sabe quais são os negócios com mais chance de sucesso para empreender na pandemia?
Continue lendo e eu vou te mostrar 3 excelentes oportunidades para empreender na pandemia.

3 negócios de sucesso que foram alavancados pela pandemia:

1º Delivery
Quando a necessidade de fazermos quarentena para conter a disseminação do vírus começou, a nossa principal preocupação foi como conseguiríamos ter acesso a itens de necessidade básica sem nos colocarmos em exposição.
O isolamento e a melhora da tecnologia impulsionou o crescimento das empresas de delivery e esse é um ramo que só deve crescer nos próximos anos. 
Se você está pensando em investir no sistema delivery, o setor de alimentação é um dos que mais solicita esse tipo de serviço e existe uma lacuna muito grande em termos de qualidade, pois muitos entregas são feitas de "qualquer jeito", sem aquele foco em padrões de qualidade e excelência pensando no cliente, posso citar um exemplo aqui é aquele motoboy que põe a caixa do alimento no chão enquanto pega a maquininha de cartão para manusear a cobrança ao cliente.
2º E-commerce
Junto com o delivery, o e-commerce não para de crescer desde o início da pandemia.
Segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm) em parceria com a Neotrust Compre&Confie, em 2020 o setor teve um salto de 68,2% no faturamento, para R $126,3 bilhões, e a projeção para 2021 é de 18% de crescimento.
As compras online vieram para ficar, e a tendência é de crescimento mesmo após a crise sanitária passar.
3º Educação a distância
A educação a distância é uma realidade desde a época dos cursos por correspondência.
Mas com o surgimento da internet, o avanço da tecnologia, e as restrições da pandemia, estudar a distância passou a ser uma realidade muito mais presente na vida dos estudantes.
De acordo com dados do Sebrae, publicados na Agência Brasil, mais de 1,5 milhão de pessoas se inscreveram em cursos online este ano - 400 mil a mais do que em 2019.
Se você pretende dar aulas, esse é um ótimo momento para estruturar um curso e oferecê-los nas plataformas de cursos online, por exemplo.
Neste artigo, você percebeu que, apesar de todos os desafios que estamos enfrentando na maior crise sanitária do século, é possível empreender na pandemia.
Muitas pessoas estão mudando sua vida financeira apostando em empreendimentos lucrativos.
Seja um delivery, um e-commerce, ou um curso online, a gente sabe que empreender pode ser desafiador, e exigirá de nós muita resiliência e superação.
Mas com um bom planejamento, você pode tirar aquele sonho antigo do papel em investir em um empreendimento de sucesso na pandemia!
Bom trabalho e grande abraço.

Autor: Adm. Rafael José Pôncio

Publicado em: 22 de junho de 2021

Especial: Artigos no Jornal da Tribuna

Link fonte: https://jornaltribuna.com.br/2021/06/3-dicas-de-como-empreender-na-pandemia-e-alavancar-sua-vida-financeira/




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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Como ter mais eficiência? Saiba como entregar melhores resultados no trabalho

Se você chegou até este artigo, provavelmente está em busca de estratégias para ser mais eficiente. Mas, você já se perguntou por que é importante ser um profissional eficiente? E o que de fato significa ter mais eficiência?

Antes de mais nada, vamos destrinchar o real sentido por trás do desejo de executar tarefas de maneira eficaz. No âmbito profissional, eficiência é aproveitar o tempo a seu favor e utilizar esse recurso limitado da melhor forma possível, realizando entregas de serviços com presteza, agilidade e qualidade, e em caso de produtos sempre existem serviços lado a lado, seja comércio ou indústria.


Essa é uma habilidade, ou talvez um padrão de comportamento, que faz diferença nos dias de hoje. Afinal, para concentrar-se em uma determinada tarefa com foco total, atualmente, é necessário um esforço sobre-humano, pois as distrações são nossos grandes obstáculos — quem resiste àquela notificação do celular, não é mesmo?


No entanto, quem vence essa batalha e torna-se uma pessoa eficiente, tem muitas recompensas. Ao ser mais eficaz, você tem acesso às melhores oportunidades na área empreendedorial, constrói uma boa reputação junto a comunidade onde atua, colegas e clientes, além de melhorar seu desempenho profissional e otimizar seu tempo, alcançando melhor equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. Veja a seguir como!  

Defina as suas prioridades

Entre as inúmeras atividades do dia a dia, é necessário ter consciência que não dá para fazer tudo. Nesse sentido, a quantidade de pendências funciona como combustível para gerar estresse e nos deixar ansiosos, sem saber por onde começar. 


É como se fôssemos um computador com várias abas abertas — ficamos sobrecarregados e temos perda de desempenho. Por isso, é muito importante fazer uma lista de todas as tarefas e identificar as prioridades, ou seja, aquelas que são mais importantes no momento e que devem ser resolvidas com urgência.

Elimine as distrações

Eu sei, como disse há alguns parágrafos acima, resistir às distrações é hoje o nosso maior desafio. Mas, para ter eficiência, é preciso focar. Não tem como finalizar algo com qualidade e agilidade se ficar interrompendo o trabalho a todo momento, seja para bater papo com o colega ou checar a rede social. Use a mesma tecnologia que o distrai como estratégia. Há, por exemplo, diversos aplicativos que ajudam a ter foco, como os que utilizam a técnica Pomodoro. 

Planeje o seu dia

Com as prioridades bem estabelecidas, é interessante sempre fazer um planejamento das atividades do seu dia e até mesmo da semana. Isso ajuda a ter uma previsibilidade e evita aquela situação em que não se sabe que tarefa fazer primeiro e se desperdiça tempo. Além disso, você pode identificar os horários em que é mais produtivo para programar atividades que demandam maior concentração e empenho.

Deixe a procrastinação de lado

“Por que deixar para amanhã se você pode fazer hoje?” Sim, essa frase é praticamente um clichê e na prática o que a gente faz é o contrário, não é mesmo? A verdade é que todo mundo procrastina, mas esse é um hábito que deve ser combatido, se desejamos ser profissionais mais eficientes.


A questão é que quanto mais nos esforçamos para executar uma atividade no tempo previsto para ela, mais fácil vai ficando a nossa rotina e o gerenciamento do nosso tempo. Vai por mim, a sensação de riscar uma tarefa da lista é viciante, bem melhor que deixar para depois.

Alterne as atividades

Muitas vezes, ficamos presos em uma tarefa complicada por horas, ou até dias, tentando encontrar alguma solução para determinado problema. Uma maneira de resolver a situação e otimizar o tempo é alternar o trabalho com outro projeto diferente. Esse revezamento faz com que o cérebro evite o que é chamado de fixação cognitiva. Assim, você pode melhorar sua eficiência ao trabalhar em outra coisa e ter a possibilidade de voltar ao projeto inicial com outro olhar.

Faça pausas regulares

Por último, lembre-se que para a produtividade, fazer pausas ao longo do horário de trabalho é essencial. Estique as pernas, respire, tome um café, interaja com os parceiros, caminhe.


Ser mais eficiente não significa trabalhar mais, e sim trabalhar melhor. O tempo é um recurso valioso, por isso é importante sabermos utilizá-lo da melhor maneira, com eficiência. Como disse Pitágoras, “com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo e bem-feito”.


Bom trabalho e grande abraço.


Adm. Rafael José Pôncio





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sábado, 11 de maio de 2019

As 5 características de base para ser um empreendedor


Dentre algumas características do empreendedor vou citar as cinco principais que norteiam o empreendedor e necessário é a sua estrita observância e desenvolvimento para ter um negócio de sucesso, vejamos:

Visionário: É quem vê o que a maioria não veem, e nesta visão aguçada voltada a negócios o empreendedor encontra oportunidades nas coisas mais diferentes e estranhas, mas que podem transformarem-se em novos modelos de negócios. É necessário treinar a visão para vislumbrar seu negócio e sua vida nos próximos 10, 15, 20 anos, e para persistir mesmo quando todos ao seu redor o acharem um lunático. E, além de ter, também saber compartilhar essa visão com sócios, fornecedores, colaboradores, investidores e clientes.

Assumir riscos: Quebrar barreiras do medo e a capacidade de administrar riscos é intrínseca ao perfil do empreendedor, mas, diferentemente daquele tipo de risco inconsequente, o risco assumido nos negócios deve ser baseado em pesquisa, análise, planejamento e objetivos claramente definidos. Sem risco, nem há chance de sucesso. O empreendedor precisa ter o poder de decisão para fazer escolhas, traçar estratégias, calcular os riscos na medida certa - nem muito e nem pouco, e lançar-se nas ações humanas coerentes rumo a grandes possibilidades do sucesso. Assumir Riscos Calculados é diferente de prazer por "riscos ao leo" -e isso é inconsequência que o levará ao fracasso.

Relacionamentos: É fundamental para o empreendedor e futuro líder do negócio a capacidade de estabelecer bons relacionamentos. Isso significa manter uma rede de contatos produtiva e genuína, pois informações relevantes, mentoria entre amigos empreendedores é necessário para o crescimento. Também significa saber relacionar-se de forma adequada com seus colaboradores e comunidade onde atua, gerando um ambiente de cooperação e resultados positivos.

Persistência: O empreendedor deve ter uma dose altíssima e praticar a persistência para enfrentar os desafios do negócio, para vencer de forma inovadora a concorrência, para lidar com clientes problemáticos, aquele colaborador "meio perdido no mundo da lua" e para enfrentar crises e sobreviver no médio e longo prazo. E, lembre-se de jamais confundir persistência com teimosia, pois persistir reforma inteligente é necessário e produz-se muito.

Planejamento: Planejar para o futuro e antever-se aos fatos é primordial para o negócio dar certo, a capacidade para definir metas e objetivos com clareza, criar planos de ação, definir indicadores, manter registros financeiros para tomada de decisões e gerenciar o tempo nessa jornada é necessário.

Existem outras características para o empreendedor desenvolver incessantemente, porém, estas cinco são necessárias para ter empreendedorismo no seu negócio. Todas estas características podem serem desenvolvidas no dia a dia, em treinamentos, observando empreendedores ou mentores, sendo o que não pode ser replicado e deve nascer de dentro de você é a paixão pelo negócio, pois se você nem gosta do que faz dificilmente entrará no ciclo da prosperidade. O empreendedor ama tanto o que faz, que no domingo por volta das 23 horas, está todo feliz por poder ir para a empresa no dia seguinte promovendo e orquestrando seu negócio para crescer. Essa automotivação o ajuda a ser melhor a cada dia, a persistir, a ter mais visão e a assumir riscos calculados com maestria.

Bom trabalho e grande abraço.

Autor: Adm. Rafael José Pôncio
Publicado em: 17 de abril de 2019
Especial: artigos no portal Administradores.com
Link fonte: https://administradores.com.br/artigos/as-5-caracteristicas-de-base-para-ser-um-empreendedor


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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Habilidades competidoras dos empreendedores


O primeiro ponto importante que temos que entender é a necessidade de eliminar uma ideia e uma prática que muitas vezes levam os empreendedores a seguirem caminhos equivocados. Trata-se de eliminar a ideia de que todo o bom empreendedor é apenas aquela pessoa que é visionária, ou seja, aquela pessoa que sabe antever antes do que a maioria das pessoas o que vai acontecer com o novo empreendimento, com uma nova empresa ou com alguma tendência tecnológica ou de mercado. O empreendedor seria então essa pessoa que teria uma alta competência de enxergar à frente do seu tempo juntamente com uma alta competência de ser uma espécie de grande estrategista. Estas características de visionário podem deixar o empreendedor tanto ou quanto distante das situações mais práticas relacionadas à gestão de novo empreendimento. É claro que a capacidade de ter uma visão ampla e de longo alcance é uma competência que todo o bom empreendedor deve, de alguma forma, desenvolver. Mas isso não quer dizer que o empreendedor deva se auto reconhecer apenas como uma pessoa visionária distante das tarefas mais específicas do gerenciamento de novo negócio. Essa distorção da imagem do que é empreendedor é muitas vezes decorrente do estereótipo que é valorizado muitas vezes pela mídia e mesmo em alguns círculos que tratam o empreendedorismo como tema mais especializado. Em geral, a mídia gosta de tratar os empreendedores como estereótipos de indivíduos extraordinários e super dotados, verdadeiros super-homens quase sempre isolados e visionários, que atingiram o sucesso na criação e desenvolvimento de novo empreendimento. Esse é ponto que ajuda a divulgar o empreendedorismo, mas ao mesmo tempo pode afastar as pessoas pela dificuldade de se reproduzir esses casos extraordinários. Há também grau de responsabilidade da própria área de estudos mais acadêmicos, da pesquisa relacionada ao empreendedorismo e da educação voltada para o empreendedorismo. Durante vários anos, os trabalhos de pesquisa acadêmica privilegiaram a valorização dos traços pessoais e individuais dos empreendedores. Essa é uma visão mais ou menos distorcida e equivocada, na maioria das vezes o empreendedorismo é o resultado de uma ação coletiva, de time, de uma empresa, enfim, de conjunto de processos empreendedores muito longe de uma visão muito romântica que valoriza somente o lado individual do empreendedor.  As competências de gestão têm primeiro foco na gestão mais tradicional, que podemos denominá-la de gestão organizacional ou gestão corporativa. A gestão corporativa é a administração que é relacionada principalmente às ações mais gerais de qualquer organização ou empresa, que são as atividades de planejamento, de organização, de liderança, de controles. A gestão pode ser entendida como o processo de utilização eficiente e eficaz de todos os recursos humanos e materiais no planejamento, na organização, na gestão de pessoas e no controle dos processos. O objetivo é alcançar as metas que a empresa estabelece e os resultados que ela pretende se apropriar. Outro elemento importante são os processos de controle. Controle tem a ver com acompanhamento e feedback em relação aos trabalhos realizados na empresa, para comparar os programas e atividades realizadas com os principais programas e promover modificações necessárias nos casos em que há desvios do que foi planejado ou das expectativas.  A eficácia do controle é o que vai ajudar os empreendedores a planejar, organizar e conduzir as suas atividades de monitorização. Quanto ao planejamento e definição de metas, significa que o gestor pensa sobre as metas e ações desejadas com antecedência e suas ações são baseadas num método, num programa ou numa lógica. O plano permite que uma empresa trace metas de longo prazo e o gestor vai utilizar as melhores práticas para alcançar esses objetivos. Juntamente com este tipo de gestão, temos a gestão das funções empresariais de uma organização que é praticamente como se gerencia uma empresa ou organização de acordo com as áreas funcionais. Quais são essas áreas funcionais? As áreas de marketing, de produção, de gestão de pessoas, de contabilidade, de finanças, de pesquisa e desenvolvimento e assim por diante. As funções financeiras e de contabilidade são todos os processos de registro, classificação e resumo das atividades financeiras de uma organização em termos monetários que são trabalhados de forma a serem tratados e interpretados pelos gestores. A contabilidade, por mais penosa que possa ser para muitos empreendedores, é uma importante parte da linguagem e das práticas de negócio e os melhores empreendedores em geral apresentam domínio sobre esse tipo de competência gerencial. A contabilidade está além do estado tributário que impõe, é necessária no processo de organizar e ordenar uma visão do passado, presente e futuro do negócio, e, isso independe se você esta num pais de livre mercado ou num comunismo intervencionista estatal. A gestão de pessoas é também parte fundamental da gestão organizacional, principalmente porque é considerada por muitos empreendedores como a parte mais importante da gestão. Essa importância vem justamente por trabalhar com as pessoas, considerada uma das principais fontes de geração de valor para os negócios e empresas. Outra função corporativa importante é o marketing que pode ser definido basicamente como o processo de planejamento, fixação de preços, promoção e comercialização de ideias, bens e serviços, com o intuito de satisfazer as metas organizacionais. Os processos de negociação também são fundamentais para as empresas. A negociação é processo de comunicação muito complexo e uma habilidade importante para os empreendedores de sucesso. É claro que há muitas empresas que são gerenciadas de forma diferente mas a maioria das empresas é gerenciada com base nesse tipo de gestão organizacional ou de funções. Vamos pensar numa situação prática para entender pouco mais essa necessidade que o empreendedor tem de entender mais profundamente a importância das competências de gestão. Quando o novo empreendimento recebe novo investimento, seja de fundo de investimento, venture capital ou de investidor anjo, este novo investimento vem necessariamente com conjunto de exigências de planejamento e de cumprimento de metas administrativas, gerenciais e estratégicas. Estas exigências são parte do contrato e do relacionamento que se estabelece entre o investidor e a empresa investida. O fundo de investimento sabe perfeitamente que para a empresa investida crescer e ser bem sucedida, ela tem que ser uma empresa extremamente bem organizada e extremamente bem gerenciada. Uma empresa que recebe novo investimento vai ter que fazer então todo processo de transformação da sua estrutura gerencial atual para torná-la a mais profissional possível e assim atender às exigências do investidor em relação às metas de desempenho e de gestão. Outra situação prática que mostra claramente como são indispensáveis as competências de gestão pode ser vista no processo de transmissão e compartilhamento de conselhos de gestão e de negócios que os mentores procuram passar para os empreendedores que estão em busca de mais conhecimento para o seu empreendimento.  Sabemos que importantes organizações de estímulo ao empreendedorismo e as aceleradoras de negócios utilizam intensivamente os conhecimentos e as práticas dos mentores para melhorar as competências de gestão dos empreendedores. O processo de mentoria cria uma situação de maior controle e confiança para o empreendedor que está recebendo as orientações e conhecimentos, deixando assim o empreendedor menos experiente em uma condição mais favorável para resolver os problemas de gestão do seu empreendimento.  Apesar dos processos de mentoria serem mais abertos e mais fluídos do que por exemplo os processos de coaching que tendem a ser mais voltados a resultados específicos, as mentorias têm sido uma fonte fundamental para aprimorar as competências de gestão dos empreendedores menos experientes.  Para os mentores para além de todo o lado altruístico, de generosidade que pode ocorrer por parte do mentor, a mentoria abre a possibilidade de uma sondagem direta e sem intermediários em negócios promissores. Muitas vezes os mentores acumulam também a função de investidores e estão sempre atentos a novas oportunidades de negócios que podem surgir da relação de mentoria.  O empreendedor além de ser excelente gestor e desempenhar as competências de gestão organizacional, ele tem também que ser indivíduo ou grupo capaz de mobilizar e ativar as competências de gestão do seu próprio processo empreendedor. O processo empreendedor é uma espécie de circuito por onde vai trilhar a carreira do empreendedor. Esse circuito começa com as ideias iniciais, que são transformadas em oportunidades de negócios e vai até ao período onde acontecem os chamados eventos de saída, que são aqueles momentos onde se fecha ciclo, por exemplo quando empreendedor vende a parte do seu empreendimento para sócio e sai do seu empreendimento.  Esse tipo de saída pode ter várias nuances, como a do empreendedor que sai de empreendimento e logo começa a investir em outro novo empreendimento. Ou então o empreendedor que praticamente se aposenta, termina ciclo da sua carreira e vai se dedicar a atividades completamente diferentes das atividades empresariais ou empreendedoras, ou aquele inquieto que a obra da vida nunca esta acabada. Bom trabalho e grande abraço.
Autor:  Adm. Rafael José Pôncio
Publicado em:  03 de julho de 2017
Especial:  Artigos no portal Administradores.com
Link fonte: https://administradores.com.br/artigos/habilidades-competidoras-dos-empreendedores


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        Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.       

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O que é Planejamento?


De certa forma, todo planejamento inicia-se de uma ideia, isso só é possível porque o ser humano é dotado de imaginação. A imaginação é responsável pelo pensamento, o mesmo pode se transformar em algo muito poderoso e eficiente dependendo do propósito que você estabelecer. Dentro desse raciocínio inicial, temos uma simples formulação estrutural do planejamento, ou seja, imaginação, seguida de pensamentos, ideias, propósitos e objetivos.

Como toda ciência o planejamento também possui uma infinidade de conceitos. Veremos alguns deles: conforme Moreira, Perrotti e Duner (2003, p.328), planejamento corresponde ao “ato ou efeito de planejar, elaborar por etapas, como bases técnicas; planificações”. Para Correa (2002, p.98), o planejamento é um “processo administrativo e sistemático para atingir um objetivo proposto”. Outro pensamento, conforme Pasquale (2012, p.98), tem o planejamento como “processo de elaborar o plano, que é o documento escrito: portanto, planejamento é a ação, enquanto o plano é o resultado”, ou seja, o plano pode ser considerado como a expressão de uma ideia ou pensamento em algo físico.

Segundo Oliveira (2004), o planejamento consiste em identificação, análises estruturação, coordenação de missão, propósitos, objetivos, desafios, metas, estratégias, políticas internas e externas, programas, projetos e atividades, a fim de alcançar de modo mais eficiente, eficaz, efetivo o máximo do desenvolvimento possível, com a melhor concentração de esforços e recursos.

O planejamento gera resultados porque tem uma visão ampla do negócio. Empresas sem planejamento são aquelas que abrem suas portas pela manhã e simplesmente esperam acontecer. Já empresas com plano e criatividade são aquelas que estão prontas para buscar. Porém, não basta simplesmente ter um planejamento ou plano, é necessário saber executá-lo. Outro ponto é discernir que uma empresa possui vários tipos de planejamentos, todos importantes em suas respectivas áreas. 

O fato é que todos devem ser integrados para corresponderem às necessidades do negócio.

Outras definições de planejamento

Administrador(a), existe uma variedade conceitual de planejamentos, os mesmos podem ser encontrados nos vários níveis hierárquicos de uma organização. Em suma, temos o planejamento organizacional, estratégico, de marketing, de comunicação e de campanha.

Planejamento Organizacional: é integrado, pois o mesmo envolve os níveis hierárquicos do negócio interdependente de seu modelo organizacional, facilitando e unificando as tomadas de decisão.

Planejamento Estratégico: como exemplo aqui, no que diz respeito ao marketing o planejamento estratégico auxilia a empresa a reagir positivamente às alterações do ambiente (interno e externo) e assim explorar de forma mais adequada as oportunidades de mercado, por meio de um posicionamento de marketing coerente. Ainda contempla as implantações de novas técnicas de administração e um conjunto de ações que objetivem atingir as metas em sintonia com a missão da empresa.

Planejamento de Marketing: é um processo de intensos exercícios racionais, coordenação de pessoas, recursos financeiros, comunicação, mix (marketing) e materiais com o propósito central de atender e satisfazer as verdadeiras necessidades e desejos dos consumidores. Em outras palavras, é ajudar o consumidor a se sentir um pouco mais próximo, feliz e satisfeito e em consequência, gerar resultados positivos para a empresa e seus clientes.

Planejamento de Comunicação: é um processo de nível tático derivado do planejamento de marketing. Ele possui o método administrativo, organizado, sistêmico cujo objetivo é coordenar os objetivos, estratégias referentes às ações de comunicação, como campanha de propaganda, promoção de vendas, relações públicas, assessoria de imprensa etc.

Planejamento de Campanha: é a forma de organizar as informações e estratégias de maneira criativa e assim detectar e solucionar problemas. Outro aspecto que deve ser previsto nesse planejamento é a definição do público-alvo e qual mensagem que será a ele dirigida, definindo ainda os meios pelos quais a mensagem publicitária será transmitida, bem como definir como serão aferidos os resultados alcançados.

Desta forma, todo planejamento parte do princípio de que você deve saber exatamente o caminho a seguir, produção, público-alvo, fornecedores, comunicação, concorrentes etc. Mas para que isso ocorra em perfeita sinergia é necessária integração. Reconhecer o valor agregado de planos tão abrangentes ajuda a fortalecer todo esse conjunto articulado de esforços de ações, estratégias, produtos/serviços, comunicação, pessoas, organização etc. Assim, essa soma de atividades refletirá na eficiência e eficácia do planejamento proposto.

Bom trabalho e grande abraço.

Autor: Adm. Rafael José Pôncio
Publicado em: 06 de novembro de 2016
Especial: artigos no portal Administradores.com
Link fonte: https://administradores.com.br/artigos/o-que-e-planejamento




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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Como ser um empreendedor organizado

Organização não significa controlar tudo. Significa criar ordem suficiente para que prioridades, decisões e responsabilidades não fiquem à mercê da urgência.

Como ser um empreendedor organizado: a disciplina que sustenta a boa gestão

Empreender costuma ser associado à iniciativa, à coragem, à capacidade de assumir riscos e à disposição para transformar oportunidades em negócios. Todas essas características são importantes, mas existe uma virtude menos celebrada e, talvez por isso mesmo, frequentemente negligenciada: a organização.

Uma empresa pode nascer da criatividade de seu fundador, crescer pela força comercial de sua equipe e conquistar espaço graças a uma boa oportunidade de mercado. Entretanto, à medida que o negócio se desenvolve, aquilo que inicialmente podia ser administrado de maneira intuitiva passa a exigir método. Mais clientes significam mais compromissos; mais receita traz mais movimentações financeiras; mais funcionários ampliam as responsabilidades; mais patrimônio exige controles; e mais decisões aumentam a possibilidade de erros.

Nesse momento, a organização deixa de ser uma qualidade meramente pessoal e passa a representar uma verdadeira competência administrativa.

Ser organizado não significa manter uma mesa impecável, possuir uma agenda cheia de anotações ou utilizar o aplicativo de produtividade mais recente. Esses recursos podem ajudar, mas representam apenas manifestações exteriores da organização. Em sua essência, organizar significa estabelecer prioridades, definir responsabilidades, preservar informações, criar critérios e determinar uma sequência racional para aquilo que precisa ser realizado.

No ambiente empresarial, organização é a capacidade de colocar cada assunto em seu devido lugar — inclusive mentalmente.

Organização é uma forma de pensar

Existe uma diferença importante entre estar ocupado e estar administrando.

O empreendedor pode trabalhar durante muitas horas, responder dezenas de mensagens, participar de reuniões, resolver problemas de funcionários, acompanhar clientes e terminar o dia com a impressão de ter produzido muito. Ainda assim, é possível que as decisões realmente importantes tenham permanecido intocadas.

A rotina empresarial possui uma característica perigosa: ela produz urgências suficientes para ocupar todo o tempo disponível. Sempre haverá alguma mensagem a responder, algum documento para conferir, alguma pequena pendência operacional ou alguma pessoa aguardando uma decisão.

Se não houver organização, aquilo que aparece primeiro tende a ocupar o lugar daquilo que é mais importante.

É justamente aí que a organização demonstra seu valor. Ela cria uma estrutura mental e operacional capaz de separar urgência de importância, movimento de progresso e atividade de resultado.

O empreendedor organizado não necessariamente trabalha menos, tampouco possui menos problemas. Sua diferença está em saber onde concentrar atenção, quais assuntos precisam de sua participação e quais devem seguir por processos previamente estabelecidos.

Organizar, portanto, também significa escolher.

A desorganização cobra juros invisíveis

A desorganização empresarial raramente aparece no balanço patrimonial com esse nome. Seus efeitos, porém, podem ser encontrados em diversas partes da empresa.

Ela aparece no pagamento feito duas vezes, no contrato que ninguém encontra, no vencimento esquecido, na proposta comercial que não recebeu retorno, na compra desnecessária, na reunião que poderia ter sido evitada, no documento salvo no lugar errado, na informação que ficou exclusivamente na cabeça de uma pessoa e no compromisso assumido que não foi cumprido.

Separadamente, esses acontecimentos podem parecer pequenos. Repetidos durante meses e anos, transformam-se em desperdício de tempo, dinheiro e energia administrativa.

Existe ainda um custo menos perceptível: a perda de confiança.

Uma empresa que frequentemente esquece compromissos, atrasa respostas, perde documentos ou precisa constantemente perguntar novamente aquilo que já deveria saber transmite insegurança. Organização também comunica profissionalismo. Quando alguém cumpre aquilo que prometeu, encontra rapidamente uma informação, respeita prazos e mantém continuidade nas relações, cria previsibilidade.

E previsibilidade é uma das bases da confiança empresarial.

Por isso, a organização não deve ser compreendida somente como instrumento de produtividade. Ela também participa da construção da reputação.

Antes de organizar tarefas, organize prioridades

Uma das causas mais comuns da desorganização não está na falta de ferramentas, mas na ausência de prioridades claras.

Quando tudo parece importante, nada é verdadeiramente prioritário.

O empresário precisa compreender quais assuntos possuem maior impacto sobre a continuidade, a geração de valor e a segurança de seu negócio. Caixa, clientes, pessoas, contratos, obrigações fiscais, investimentos e decisões estratégicas não podem disputar atenção exatamente nas mesmas condições que pequenas demandas operacionais.

Isso exige capacidade de hierarquização.

Há assuntos que precisam ser resolvidos imediatamente. Outros podem esperar. Alguns devem ser delegados. Outros simplesmente não deveriam consumir tempo.

Uma boa pergunta diante de qualquer nova demanda é: qual será a consequência real se eu não tratar desse assunto agora?

Essa reflexão aparentemente simples reduz muito da falsa urgência que domina a rotina das empresas.

Organização exige saber dizer não, adiar conscientemente determinadas atividades e, principalmente, aceitar que o tempo é um recurso limitado. Toda escolha de agenda representa, inevitavelmente, uma renúncia.

Quem decide dedicar duas horas a determinada atividade também decidiu não utilizar essas mesmas duas horas em todas as demais possibilidades.

Por isso, administrar o tempo começa pela administração das prioridades.

A agenda é o orçamento do tempo

Empresas cuidadosas elaboram orçamentos financeiros porque sabem que recursos não podem ser utilizados indiscriminadamente. Curiosamente, muitos empreendedores que jamais aceitariam administrar dinheiro sem algum tipo de controle administram o próprio tempo sem qualquer critério semelhante.

A comparação é útil: a agenda funciona como um orçamento do tempo.

Assim como o dinheiro, o tempo precisa ser destinado conscientemente.

Determinados períodos devem ser reservados para decisões, análise de números, acompanhamento de projetos, reuniões importantes, relacionamento com pessoas e reflexão sobre o futuro da empresa. Se toda a agenda estiver ocupada pela operação corrente, dificilmente haverá espaço para pensar o negócio.

Isso não significa transformar o cotidiano empresarial em uma programação rígida e incapaz de absorver imprevistos. Empresas lidam com acontecimentos inesperados, e o empreendedor precisa conservar margem para eles.

A boa organização não elimina a flexibilidade; ela impede que a exceção se transforme em método permanente.

Uma agenda saudável possui compromissos definidos, espaços de concentração e alguma disponibilidade para aquilo que inevitavelmente surgirá. O problema começa quando o imprevisto passa a comandar todos os dias.

Nesse estágio, o empresário já não administra sua agenda. É administrado por ela.

A empresa não pode depender da memória do proprietário

Nos primeiros anos de um negócio, é relativamente comum que boa parte das informações esteja concentrada no próprio empreendedor. Ele conhece os clientes, lembra-se dos fornecedores, sabe os valores negociados, acompanha pessoalmente os pagamentos e guarda mentalmente boa parte dos compromissos.

Enquanto a estrutura permanece pequena, esse modelo pode funcionar.

O problema aparece quando a empresa cresce.

A memória individual não é um sistema administrativo.

Informações importantes precisam possuir endereço. Contratos devem estar arquivados segundo algum padrão. Obrigações precisam possuir responsáveis e datas. Decisões relevantes precisam ser registradas. Documentos devem poder ser encontrados por outras pessoas autorizadas. Processos recorrentes devem deixar de depender exclusivamente de alguém se lembrar de executá-los.

Quanto maior o negócio, mais perigosa se torna a concentração informal de conhecimento.

Uma organização empresarial madura procura transformar conhecimento individual em conhecimento institucional. Aquilo que é importante para a continuidade da empresa não deveria desaparecer porque determinada pessoa saiu de férias, adoeceu, deixou a organização ou simplesmente não se recordou.

Quando a empresa começa a registrar, padronizar e preservar informações, ela deixa de depender exclusivamente da memória das pessoas e começa a construir memória organizacional.

Esse é um avanço importante de gestão.

Delegar não é simplesmente transferir tarefas

O empreendedor desorganizado costuma enfrentar um paradoxo: reclama da quantidade de atividades sob sua responsabilidade, mas encontra enorme dificuldade para delegá-las.

Muitas vezes acredita que ninguém executará determinada tarefa tão bem quanto ele próprio. Em outras situações, até tenta delegar, porém transmite informações incompletas, não define autoridade, não estabelece prazo e posteriormente se frustra com o resultado.

Delegação sem organização produz retrabalho.

Para que uma responsabilidade seja verdadeiramente delegada, quem a recebe precisa compreender o que deve ser feito, qual resultado é esperado, até onde possui autonomia e quando deverá prestar contas.

Delegar não significa abandonar.

Significa transferir execução sem perder governança sobre aquilo que realmente importa.

Existe ainda uma consequência estratégica nesse processo. O empresário que permanece responsável por todas as pequenas decisões constrói uma empresa dependente de sua presença. O crescimento passa a encontrar um limite exatamente na capacidade pessoal do proprietário de responder, conferir, autorizar e acompanhar.

Nesse modelo, o próprio empreendedor se transforma no gargalo da organização.

Uma empresa organizada procura fazer o contrário: reserva ao empresário as decisões que justificam sua responsabilidade e cria mecanismos para que as demais atividades possam seguir adequadamente sem sua interferência permanente.

O objetivo não é tornar o proprietário dispensável. É impedir que ele seja necessário para aquilo que não necessita dele.

Processos são a memória prática da empresa

Todo negócio possui atividades que se repetem.

Contas são pagas. Clientes são atendidos. Compras são feitas. Contratos são elaborados. Estoques são conferidos. Propostas são encaminhadas. Funcionários são admitidos. Documentos são arquivados.

Quando cada repetição é tratada como se estivesse acontecendo pela primeira vez, a empresa desperdiça inteligência.

Organizar processos significa aprender com a própria experiência.

Se uma determinada atividade já foi executada inúmeras vezes, é razoável perguntar se existe uma maneira melhor, mais segura e mais simples de realizá-la. É dessa observação que surgem rotinas, procedimentos, checklists, padrões e responsabilidades definidas.

Processos não devem existir para burocratizar aquilo que poderia ser simples. Sua função é justamente o contrário: retirar da memória e da improvisação aquilo que pode ser previamente organizado.

A burocracia nasce quando o procedimento passa a existir para servir ao próprio procedimento.

A organização saudável nasce quando o procedimento serve ao resultado.

Essa distinção é fundamental.

Empresas excessivamente informais tornam-se dependentes das pessoas; empresas excessivamente burocráticas tornam-se prisioneiras dos processos. A boa administração procura o equilíbrio: padronizar aquilo que necessita de continuidade e preservar liberdade onde julgamento e capacidade de adaptação são necessários.

Informação demais também desorganiza

A tecnologia facilitou enormemente o armazenamento de informações, mas criou um novo problema administrativo: a possibilidade de guardar praticamente tudo.

Arquivos, mensagens, fotografias, relatórios, planilhas, documentos e conversas acumulam-se em diferentes sistemas. O resultado pode ser uma empresa com enorme quantidade de informação e pouca capacidade de encontrá-la quando necessário.

Guardar não é organizar.

Uma informação organizada precisa possuir lógica de classificação, localização previsível e algum critério de conservação.

O mesmo vale para a comunicação. Se uma decisão importante permanece perdida em uma sequência de mensagens informais, a empresa criou um risco desnecessário. Assuntos relevantes precisam migrar, quando necessário, da conversa para o registro.

O empreendedor organizado compreende que informação empresarial possui valor. Por isso, procura preservá-la de maneira que possa ser recuperada, compreendida e utilizada no futuro.

Isso também diminui a dependência da memória e reduz o número de decisões que precisam ser tomadas repetidamente.

Organizar é preparar a empresa para decidir melhor

Existe uma dimensão ainda mais importante da organização: sua relação com a qualidade das decisões.

Uma empresa cujas informações financeiras estão desorganizadas demora mais para compreender sua própria situação. Se não conhece corretamente contas a receber, compromissos futuros, custos, margens ou disponibilidade de caixa, o empresário passa a administrar parcialmente por impressão.

O mesmo ocorre em outras áreas.

Sem informações organizadas sobre clientes, contratos, estoques, pessoas ou projetos, cada decisão exige primeiro reconstruir aquilo que deveria estar disponível.

A organização reduz essa distância entre a pergunta e a resposta.

Isso não significa que boas decisões dependam exclusivamente de sistemas sofisticados. Pequenas empresas podem ser extremamente organizadas utilizando estruturas simples. Grandes empresas podem possuir sistemas complexos e continuar administrativamente confusas.

Ferramentas ajudam, mas método vem antes da ferramenta.

A melhor tecnologia é incapaz de organizar uma empresa que não sabe quais informações precisa preservar, quem responde por elas e para que serão utilizadas.

A organização precisa acompanhar o crescimento

Há uma desorganização característica das empresas que cresceram mais rapidamente do que seus métodos.

O negócio aumentou, mas os controles permaneceram iguais aos de quando possuía uma fração do tamanho atual.

É comum que determinados procedimentos funcionem perfeitamente durante os primeiros anos e depois se tornem insuficientes. O número de funcionários muda, a quantidade de clientes cresce, surgem novas unidades, aumentam os valores envolvidos e o patrimônio se torna mais relevante.

Cada estágio exige uma nova capacidade organizacional.

O empreendedor precisa perceber essa transição.

Crescer não significa apenas vender mais. Significa também desenvolver uma estrutura capaz de suportar aquilo que foi conquistado.

Quando o crescimento econômico não é acompanhado por crescimento administrativo, começam a aparecer sintomas: retrabalho, perda de informações, dificuldade de controle, concentração excessiva de decisões, falhas de comunicação e conflitos sobre responsabilidades.

Nesse sentido, organizar é também consolidar.

É criar condições para que aquilo que foi construído não dependa permanentemente do improviso.

Organização não é rigidez

Existe uma interpretação equivocada segundo a qual pessoas organizadas seriam necessariamente inflexíveis, excessivamente metódicas ou incapazes de lidar com mudanças.

Na boa gestão ocorre justamente o contrário.

Quem possui alguma ordem consegue adaptar-se melhor porque sabe o que está alterando.

Quando prioridades, informações e responsabilidades estão claras, uma mudança pode ser incorporada conscientemente. Na desorganização, qualquer acontecimento novo mistura-se a um ambiente já confuso e aumenta ainda mais a dificuldade de decisão.

Organização não significa tentar controlar todos os acontecimentos. Nenhum empreendedor possui esse poder.

Significa estar preparado para responder a eles.

A empresa organizada continuará enfrentando crises, imprevistos, erros, mudanças econômicas, problemas com pessoas e decisões difíceis. A diferença é que enfrentará essas situações com melhores informações, responsabilidades mais claras e menor dependência da improvisação.

A disciplina invisível da boa administração

Poucas pessoas observam diretamente a organização de uma empresa. O que elas percebem são seus efeitos.

O cliente percebe a resposta recebida no prazo. O fornecedor percebe o compromisso honrado. O funcionário percebe que sabe a quem recorrer. O contador recebe os documentos corretos. O advogado encontra contratos preservados. O sócio compreende os números. O empresário consegue recuperar uma informação sem precisar reconstruir toda a história.

Por trás dessas pequenas manifestações existe uma estrutura administrativa.

É por isso que organização pode ser considerada uma disciplina invisível da gestão.

Ela raramente aparece entre as grandes histórias de empreendedorismo. Não possui o fascínio da inovação, a dramaticidade do risco ou a visibilidade de uma grande negociação. Entretanto, grande parte da permanência das empresas depende exatamente da execução consistente de atividades que jamais receberão qualquer destaque.

Empreender exige iniciativa.

Gerir exige ordem.

E existe uma fase na trajetória empresarial em que continuar avançando passa a depender menos da capacidade de fazer cada vez mais coisas e muito mais da capacidade de organizar aquilo que já está sendo feito.

O empreendedor organizado não é aquele que consegue manter tudo sob seu controle.

É aquele que constrói uma empresa na qual o que precisa ser feito tem responsável, o que precisa ser lembrado está registrado, o que precisa ser decidido recebe atenção e o que precisa continuar não depende exclusivamente de sua presença.

Essa talvez seja uma das formas mais maduras de organização empresarial.

Bom trabalho e grande abraço.

Adm. Rafael José Pôncio




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