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sábado, 14 de agosto de 2021

Empreendedorismo, Sucesso e Reclamação não combinam

 


A maioria dos empreendedores tem um grande potencial em seu negócio, porém se você observar o porquê muitos não conseguem alcançar o seu objetivo, mesmo tendo todas as estratégias em mãos E sabendo das melhores práticas, percebe-se um hábito muito comum entre elas, a reclamação.

Esse hábito vem da sensação que você tem de estar fazendo algo a respeito da situação, porém, é muito mais fácil reclamar do que pensar e agir para mudar de uma situação incômoda.

Se você, como empreendedor levar esse hábito para sua vida, provavelmente muitas pessoas e futuros clientes vão se afastar de você, é uma ordem natural e consequencial.

Sabemos o quanto é chata uma pessoa que se depara com um obstáculo no trabalho e ao invés de reverter a situação, começa a problematizar. Esse tipo de comportamento além de não resolver o  problema, não leva a lugar nenhum.

Você pode observar muitas pessoas dizendo: “Não tive sucesso na vida porque não estudei em uma das melhores escolas da minha cidade”, “Fulano mesmo com uma deficiência e sem recursos só se deu bem na vida por conta do fator sorte”, “Meu negócio não prospera porque ninguém me dá uma oportunidade, as pessoas hoje em dia são muito ruins”, entre outros.

Isso nos faz lembrar de uma frase muito importante do escritor Paulo Coelho: “As pessoas reclamam muito, mas se acovardam na hora de tomar providências. Querem que tudo mude, mas elas mesmas se recusam a mudar.”

Mas, como assim mudar? É possível uma pessoa criar o hábito oposto de reclamar?

Claro que sim! Quando você deixa de reclamar e se concentra no que pode fazer para resolver o problema, você começa a criar um padrão de sucesso que vai transformar a sua vida, é uma questão de mindset.

A escritora Maya Angelou disse, certa vez: “Se você não gosta de alguma coisa, mude-a. Se você não pode mudá-la, mude sua atitude. Não reclame”.

Portanto, é uma questão de atitude em agir!

Quando você perceber o velho hábito de reclamar voltando em sua mente, basta pensar no que você pode fazer para mudar essa situação. Quando nos concentramos apenas em encontrar a solução para um problema, muitas ideias vão surgir.

O poder que a nossa mente tem em encontrar respostas para aquilo que estamos buscando, é incrível.
Entenda que assim como você aprendeu a reclamar, você pode “configurar” o seu cérebro para desaprender.

Se você está acostumado a reclamar, comece a se monitorar e trocar a palavra reclamação por ação.

E quando o convívio são com pessoas que não param de reclamar?

Também temos esse dilema, é muito difícil lidar com pessoas que reclamam o tempo todo, se você já se deparou com alguém assim, faça esse exercício quando pensar em reclamar.

Se a pessoa que reclama for um amigo, grupo de amigos ou familiares, mude de assunto, mostre outra alternativa para aquele problema, tenha empatia para que a pessoa entenda seu ponto de vista quanto a reclamação.

Dessa forma você também vai estar educando essa pessoa a não reclamar mais, pois ela vai perceber o quanto é desgastante emocionalmente e até fisicamente em alguns casos.

Conclusão

Conforme vimos, sucesso e reclamação não combinam, além de trazer estresse e impedir a sua visão para empreender, pode também afastar pessoas e até causar doenças físicas e emocionais conforme algumas pesquisas feitas.

Então vale apena mudar nosso hábito para ter sucesso e também “contaminar” as pessoas ao nosso redor com positividade, é o que falta muitas vezes. Faça esse teste e você verá uma mudança incrível no seu negócio.

Gostou do artigo? Então veja também sobre “Conversar com os filhos sobre prioridades”.

Bom trabalho e grande abraço.

Autor: Adm. Rafael José Pôncio Publicado em: 21 de junho de 2021 Especial: artigos no portal Administradores.com
Link fonte: https://administradores.com.br/artigos/empreendedorismo-sucesso-e-reclamação-não-combinam


        Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.       

terça-feira, 29 de junho de 2021

3 dicas de como empreender na pandemia e alavancar sua vida financeira


 
A pandemia trouxe profundas transformações na sociedade. Mudou planos, prioridades, remodelou nossos valores.
E com tanta mudança, muita gente resolveu empreender na pandemia.
Com 14% da população desempregada, segundo dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o empreendedorismo veio como uma alternativa para enxergar nos desafios certas oportunidades ocultas.
Muita gente aproveitou o momento como uma alternativa para enfrentar a crise e construir negócios de sucesso.
Portanto, se você está na dúvida se deve empreender na pandemia e nesta transição para pós pandemia, saiba que essa pode ser uma boa oportunidade de tirar seu sonho do papel!
Neste artigo vou mostrar como empreender na pandemia.
Confira!
Empreender na pandemia
A crise durante a pandemia tem levado muita gente para o desemprego.
Dados do IBGE apontam que cerca de 14 milhões de pessoas estão sem emprego no primeiro trimestre no Brasil.
Além disso, em 2021, até o mês de abril, cerca de 317 mil empreendimentos fecharam suas portas. Em 2020, foram cerca de um milhão de empreendimentos.
Enquanto muitas empresas encerraram suas atividades durante o ano de 2020, parece que muitas pessoas resolveram apostar no empreendedorismo como uma nova fonte de renda.
Somente em Janeiro de 2021, a Pesquisa da Serasa Experian mostra que foram abertos 300.000 novos registros para microempreendedores, o maior número desde 2010.
Mesmo durante a crise, o brasileiro não se abateu e transformou os obstáculos em excelentes oportunidades de dar um novo rumo na vida profissional.
A possibilidade de definir seu próprio horário de trabalho, alavancar seus ganhos financeiros e trabalhar com o que gosta, tem estimulado os brasileiros a enfrentar os desafios de empreender num momento de crise do trabalho formal.
E você que está pensando em ser o mais novo empreendedor da área, sabe quais são os negócios com mais chance de sucesso para empreender na pandemia?
Continue lendo e eu vou te mostrar 3 excelentes oportunidades para empreender na pandemia.

3 negócios de sucesso que foram alavancados pela pandemia:

1º Delivery
Quando a necessidade de fazermos quarentena para conter a disseminação do vírus começou, a nossa principal preocupação foi como conseguiríamos ter acesso a itens de necessidade básica sem nos colocarmos em exposição.
O isolamento e a melhora da tecnologia impulsionou o crescimento das empresas de delivery e esse é um ramo que só deve crescer nos próximos anos. 
Se você está pensando em investir no sistema delivery, o setor de alimentação é um dos que mais solicita esse tipo de serviço e existe uma lacuna muito grande em termos de qualidade, pois muitos entregas são feitas de "qualquer jeito", sem aquele foco em padrões de qualidade e excelência pensando no cliente, posso citar um exemplo aqui é aquele motoboy que põe a caixa do alimento no chão enquanto pega a maquininha de cartão para manusear a cobrança ao cliente.
2º E-commerce
Junto com o delivery, o e-commerce não para de crescer desde o início da pandemia.
Segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm) em parceria com a Neotrust Compre&Confie, em 2020 o setor teve um salto de 68,2% no faturamento, para R $126,3 bilhões, e a projeção para 2021 é de 18% de crescimento.
As compras online vieram para ficar, e a tendência é de crescimento mesmo após a crise sanitária passar.
3º Educação a distância
A educação a distância é uma realidade desde a época dos cursos por correspondência.
Mas com o surgimento da internet, o avanço da tecnologia, e as restrições da pandemia, estudar a distância passou a ser uma realidade muito mais presente na vida dos estudantes.
De acordo com dados do Sebrae, publicados na Agência Brasil, mais de 1,5 milhão de pessoas se inscreveram em cursos online este ano - 400 mil a mais do que em 2019.
Se você pretende dar aulas, esse é um ótimo momento para estruturar um curso e oferecê-los nas plataformas de cursos online, por exemplo.
Neste artigo, você percebeu que, apesar de todos os desafios que estamos enfrentando na maior crise sanitária do século, é possível empreender na pandemia.
Muitas pessoas estão mudando sua vida financeira apostando em empreendimentos lucrativos.
Seja um delivery, um e-commerce, ou um curso online, a gente sabe que empreender pode ser desafiador, e exigirá de nós muita resiliência e superação.
Mas com um bom planejamento, você pode tirar aquele sonho antigo do papel em investir em um empreendimento de sucesso na pandemia!
Bom trabalho e grande abraço.

Autor: Adm. Rafael José Pôncio

Publicado em: 22 de junho de 2021

Especial: Artigos no Jornal da Tribuna

Link fonte: https://jornaltribuna.com.br/2021/06/3-dicas-de-como-empreender-na-pandemia-e-alavancar-sua-vida-financeira/




Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.

sábado, 19 de junho de 2021

Empreendedorismo digital: por que embarcar nessa?

Em um curto período o empreendedorismo digital passou de tendência a quase uma obrigação para muitos negócios, no entanto, se ainda tem dúvidas de o porquê entrar na internet, veja as respostas nesse texto.


Por que e como ingressar no empreendedorismo digital?

Um dos resultados da pandemia da Covid-19 foi o crescimento do empreendedorismo digital, e não é para menos, pois só no primeiro semestre de 2020 houve um crescimento de 47% no faturamento das lojas online.

O que só comprova a frase do Bill Gates “em alguns anos, vão existir dois tipos de empresa: as que fazem negócios pela internet e as que estão fora dos negócios”.

Mas o que é empreendedorismo digital?

O empreendedorismo digital são negócios que funcionam no mundo online, ou seja, todo o processo de compra e venda dos produtos ou serviços acontece pela internet, sem precisar de um espaço físico.

No empreendedorismo digital usam-se ferramentas como: sites, marketplaces, e-commerces, aplicativos, redes sociais, etc.

Por que ser um empreendedor digital?

Separei 5 vantagens do empreendedorismo digital para quem deseja começar nesta área ou quer ampliar o seu negócio.

1.    Investimento inicial baixo

Esse é um ótimo benefício para quem está começando, já que sem o gasto de aluguel, por exemplo, o custo de um negócio digital é bem menor comparado a uma empresa física.

2.    Facilidade em encontrar o público-alvo

Como a internet não tem limitações geográficas, é possível ter clientes de qualquer lugar.

Além disso, é uma ferramenta utilizada pela maioria das pessoas para se comunicar, se divertir e comprar, só Brasil 82,7% dos domicílios possuem acesso à internet, então é onde o público está.

3.    Vitrine 24 horas

O mundo online é um dos poucos lugares em que a frase ganhe dinheiro dormindo faz sentido, isso porque a internet está aberta 24 horas por dia, 7 dias por semana, então mesmo que não esteja trabalhando alguém pode acessar a sua página.

4.    Flexibilidade de horários

Um dos motivos que leva uma pessoa a empreender é fazer o seu próprio horário e isso é bem mais fácil no empreendedorismo digital.

Como não há espaço físico para o trabalho, não tem porque ficar preso ao horário comercial, por isso é possível trabalhar na hora e no lugar que quiser.

5.    Marketing Digital

Outra vantagem que se abre ao entrar no mundo online é o marketing digital, que normalmente é uma forma de promoção acessível e simples, já que uma conta para o seu negócio no Instagram é gratuita.

Ideias de negócios no empreendedorismo digital

Agora seguem 3 sugestões de negócios que estão em alta no empreendedorismo digital.

Freelancer

Essa é uma ótima estratégia para quem deseja fazer uma transição de empregado para empreendedor, já que é possível conciliar os dois por um certo tempo.

Mas para conseguir sucesso como freelancer é fundamental ter um excelente portfólio, deixar os contatos disponíveis para os clientes e alimentar as suas redes sociais.

As carreiras mais comuns neste mercado são: redatores, fotógrafos, social medias, programadores, tradutores e diversos outros.

Venda e revenda

Comercializar produtos online nunca foi tão fácil. Atualmente existem muitas plataformas de sites que permitem montar uma loja virtual própria (e-commerce) ou sites para expor e vender produtos (marketplace).

Essa é uma ótima ideia para quem deseja entrar no empreendedorismo digital e tem habilidades de negociação.

Também é uma excelente oportunidade para quem tem uma loja física e quer comercializar itens que estão parados no estoque.

Os produtos mais comuns para venda e revenda online são: roupas, cosméticos, acessórios, livros e papelaria.

Ensino

Para quem tem domínio de alguma área ou algo valioso para ensinar existe a opção de criar cursos online, livros digitais e fazer monitorias.

Além disso, é possível criar um blog ou canal do youtube, por exemplo, ensinando, conteúdos relevantes e monetizar esse material, através de anúncios publicitários e/ou parcerias com outras empresas.

Essas são só algumas possibilidades do empreendedorismo digital, a verdade é que como a internet é muito dinâmica novas opções surgem constantemente.

Você já pratica empreendedorismo digital ou vai começar agora? Conte para mim, quero te conhecer!

Bom trabalho e grande abraço!

Autor: Adm. Rafael José Pôncio
Publicado em: 18 de junho de 2021
Especial: Artigos no Jornal da Tribuna
Link: https://jornaltribuna.com.br/2021/06/empreendedorismo-digital-por-que-embarcar-nessa/



        Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.       

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Qual a principal característica de todo empreendedor de sucesso?

Persistência nos negócios: como continuar sem insistir no erro

Empreender exige disposição para enfrentar dificuldades, aprender com os resultados e rever escolhas sem abandonar o compromisso com aquilo que se pretende construir.

Quando o entusiasmo encontra a dificuldade

Uma proposta que parecia encaminhada não se transforma em venda. Um produto no qual o empreendedor depositou confiança recebe pouca atenção. O trabalho ocupa a semana inteira, mas o resultado fica abaixo do esperado. Nessas circunstâncias, continuar exige mais do que o entusiasmo que acompanhou o início do negócio.

É compreensível sentir desânimo quando o esforço ainda não produziu a resposta desejada. Há tempo, dinheiro e expectativas envolvidos, além da responsabilidade com as pessoas que participam do empreendimento. A dificuldade ganha um peso maior quando o empreendedor começa a interpretar cada resultado ruim como uma avaliação de sua própria capacidade.

A persistência ajuda a enfrentar esse momento. Ela permite que uma frustração não encerre prematuramente um trabalho que ainda pode amadurecer. Entretanto, precisa vir acompanhada de discernimento. Continuar só porque já se começou, sem examinar o que está acontecendo, pode prolongar um problema em vez de resolvê-lo.

Por isso, seria exagerado atribuir o sucesso de um empreendimento a uma única característica. A persistência tem importância, mas não substitui o conhecimento do negócio, a qualidade da entrega ou o cuidado com os recursos. Seu valor aparece quando sustenta o trabalho necessário para compreender as dificuldades e responder a elas.

Persistir não significa fazer sempre a mesma coisa

O empreendedor pode manter um objetivo e modificar a maneira de alcançá-lo. Desejar construir uma empresa economicamente saudável não obriga ninguém a conservar indefinidamente o mesmo produto, o mesmo público ou a mesma forma de vender.

Considere uma empresa de serviços que envia muitas propostas e fecha poucos contratos. Diante disso, seu responsável decide aumentar o número de contatos. Essa medida pode fazer sentido, mas ainda não responde a uma questão importante: por que as propostas anteriores não avançaram? Talvez estejam chegando às pessoas erradas, apresentem informações insuficientes ou ofereçam algo que o cliente não considera prioritário.

Sem investigar essas possibilidades, o empreendedor corre o risco de ampliar um esforço cuja limitação ainda não compreendeu. A persistência se torna mais útil quando o leva a conversar com os clientes, rever a apresentação da oferta e testar uma mudança que tenha fundamento. O objetivo permanece; o caminho passa a incorporar aquilo que foi aprendido.

Isso também não significa abandonar uma iniciativa ao primeiro resultado insatisfatório. Certos trabalhos exigem repetição, tempo de execução e acompanhamento antes que seja possível avaliá-los. Alterar a estratégia a cada dificuldade pode impedir que qualquer escolha seja suficientemente desenvolvida.

Persistir exige tanto disposição para corrigir quanto paciência para acompanhar uma decisão bem fundamentada. A dificuldade está em reconhecer qual dessas atitudes a situação pede, sem escolher apenas aquela que oferece maior conforto no momento.

O erro precisa produzir uma mudança no trabalho

Dizer que os erros fazem parte do aprendizado é insuficiente quando nada muda depois deles. Uma falha pode deixar apenas prejuízo, desgaste e uma explicação repetida. Para que se transforme em aprendizado, é necessário compreender o que aconteceu e utilizar essa compreensão nas decisões seguintes.

Um orçamento que não considerou todas as despesas, por exemplo, pode resultar em uma venda que trouxe movimento, mas não deixou o resultado esperado. A resposta não deveria se limitar a trabalhar mais para compensar a diferença. É preciso revisar a formação do preço e verificar quais informações faltaram antes de assumir o compromisso.

Há situações em que o problema estará na execução; em outras, na própria escolha. Também haverá circunstâncias externas que o empreendedor não poderia controlar. Essa distinção importa porque cada origem pede uma providência diferente. Atribuir tudo ao mercado impede reconhecer falhas internas, assim como assumir culpa por qualquer dificuldade não melhora a capacidade de administrar.

O exame precisa ser honesto, sem se transformar em julgamento pessoal. Uma decisão inadequada não resume a competência de quem a tomou. Ainda assim, reconhecer o erro exige disposição para abandonar a explicação que mais protege o próprio orgulho e procurar aquela que melhor esclarece os fatos.

A humildade, nesse ponto, tem uma aplicação prática: permitir que uma informação nova modifique uma convicção antiga. Quem admite que pode ter avaliado mal uma situação conserva a possibilidade de corrigi-la antes de comprometer ainda mais recursos.

A constância aparece no trabalho que se repete

A persistência também se manifesta longe das grandes crises. Está em acompanhar uma negociação, organizar as informações do negócio, conferir uma entrega e retomar uma providência que ainda não foi concluída. São atividades que nem sempre despertam entusiasmo, embora façam parte da responsabilidade assumida.

Um empreendedor pode demonstrar muita energia para iniciar projetos e pouca disposição para acompanhar seu desenvolvimento. Surgem ideias, campanhas e produtos, mas o trabalho anterior fica incompleto. Nessa situação, a dificuldade talvez não seja falta de iniciativa. Pode ser a necessidade de sustentar a atenção depois que a novidade passou.

A constância ajuda a dar continuidade ao que merece ser feito. Para isso, precisa existir alguma clareza sobre prioridades. Uma agenda cheia não significa necessariamente que o negócio esteja avançando. É possível passar o dia resolvendo assuntos secundários e adiar justamente a conversa, a análise ou a correção que faria diferença.

Também é necessário estabelecer momentos de avaliação. Retomar uma ação não deveria significar repeti-la indefinidamente sem observar seus efeitos. O acompanhamento permite verificar se houve melhora, se a dificuldade mudou de forma ou se chegou a hora de reconsiderar a iniciativa.

Essa disciplina não exige que o empreendedor esteja sempre animado. Exige um modo de trabalhar que não dependa exclusivamente de seu estado de espírito. Há dias em que o avanço será pequeno, mas ainda assim haverá um compromisso a cumprir ou um problema que poderá ser encaminhado.

Ouvir uma crítica não significa abandonar a própria convicção

Quem empreende precisa desenvolver confiança suficiente para decidir, inclusive quando outras pessoas discordam. Mas essa confiança perde utilidade quando impede a entrada de informações que poderiam melhorar a decisão.

Nem toda crítica merece orientar o negócio. Algumas são vagas, desconsideram o contexto ou partem de expectativas incompatíveis com a proposta da empresa. Outras, porém, mostram algo que o empreendedor deixou de perceber. A tarefa está em examinar seu conteúdo, em vez de aceitar ou rejeitar tudo conforme o desconforto que a observação provoca.

Quando um cliente reclama, convém compreender o ocorrido antes de concluir que ele é exigente demais. Quando um integrante da equipe aponta uma dificuldade recorrente, é preciso investigar antes de interpretar sua fala como resistência ao trabalho. A proximidade com o problema pode oferecer a essas pessoas uma percepção que não chegou a quem dirige o negócio.

A autoconfiança não precisa tornar o empreendedor impermeável à realidade. Ele pode ouvir, pedir esclarecimentos e continuar discordando, desde que a decisão resulte de exame, e não apenas da necessidade de preservar sua posição.

Da mesma maneira, pedir ajuda não diminui o mérito de quem empreende. Reconhecer que determinado assunto exige conhecimento que ainda não se possui é uma forma responsável de continuar. A persistência não obriga ninguém a resolver tudo sozinho.

O negócio precisa de tempo, mas também de limites

É importante ter paciência com o desenvolvimento de um empreendimento. Contudo, essa paciência não deve servir para tratar prejuízos recorrentes como uma passagem obrigatória para o sucesso. Uma dificuldade pode ser temporária; também pode revelar que a operação precisa de mudanças mais profundas.

O empreendedor deve procurar distinguir essas situações. Há sinais de procura pelo que oferece? As vendas deixam resultado depois dos custos envolvidos? As alterações realizadas estão melhorando o funcionamento da empresa? Quanto ainda será necessário comprometer para avaliar a proposta com mais segurança?

Essas perguntas não eliminam a incerteza, mas tornam a continuidade mais consciente. Em vez de seguir apenas com a esperança de que o próximo mês será melhor, o responsável passa a acompanhar condições que podem confirmar ou enfraquecer suas expectativas.

Também é prudente estabelecer limites para o dinheiro e o tempo destinados a uma tentativa. Isso não equivale a desistir antecipadamente. Significa reconhecer que os recursos têm outras responsabilidades e que a decisão de continuar precisa considerar o que ainda está disponível.

O mesmo cuidado vale para o desgaste pessoal. Dedicação faz parte de empreender, mas a exaustão permanente não deveria ser utilizada como prova de comprometimento. Quando o negócio depende continuamente de sacrifícios que ninguém consegue sustentar, seu funcionamento precisa ser revisto. Trabalhar além dos próprios limites pode adiar uma dificuldade sem corrigir sua origem.

Rever uma escolha também pode ser um ato de responsabilidade

Há decisões especialmente difíceis porque carregam uma parte da história do empreendedor. Encerrar um produto, desfazer uma parceria ou abandonar um projeto pode parecer uma negação do esforço realizado. Quanto maior o envolvimento, mais delicado se torna admitir que aquele caminho talvez não deva continuar.

O que já foi investido merece ser compreendido, mas não pode ser a única razão para investir novamente. O tempo e o dinheiro empregados não serão recuperados apenas porque a pessoa se recusa a interromper uma tentativa. A próxima decisão precisa considerar as possibilidades existentes, os compromissos assumidos e as consequências de seguir adiante.

Isso não diminui a importância da persistência. Ajuda a direcioná-la. É possível deixar de oferecer um serviço e continuar construindo uma empresa melhor preparada. É possível encerrar um empreendimento de maneira responsável e utilizar o conhecimento adquirido em outra atividade. Também é possível concluir que a proposta permanece válida e sustentá-la com ajustes, mesmo diante de dificuldades relevantes.

A questão não se resolve pelo orgulho de nunca desistir, tampouco pela vontade de se livrar rapidamente do desconforto. Exige avaliar o que continua tendo fundamento e o que está sendo mantido apenas porque abandoná-lo seria emocionalmente difícil.

A persistência que merece ser cultivada é aquela que mantém o empreendedor disposto a trabalhar, aprender e responder por suas escolhas. Ela não promete que todo esforço terminará em sucesso. Oferece uma postura diante das dificuldades: não se deixar paralisar pela primeira frustração, mas também não fechar os olhos para o que a experiência está mostrando.

Ao enfrentar o próximo obstáculo, vale ir além da pergunta sobre ter forças para continuar. É preciso compreender o que deve ser mantido, o que precisa mudar e por que o esforço seguinte merece ser realizado. A resposta pode dar à persistência uma direção mais útil do que a simples obrigação de seguir em frente.

Bom trabalho e grande abraço.

Rafael José Pôncio, PROF. ADM.



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